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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Faculdade muito louca

Quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Já pensou se na universidade você só estudasse os assuntos que gosta? O Filme “aprovados”, de comédia, lançado em 2006, conta a história de um rapaz que foi reprovado por 18 universidades dos Estados Unidos e a partir daí, para enganar seus pais, ele inventa que foi aprovado numa universidade fictícia. Faz um site falso e coloca-o, sem querer, no ar. Muitos outros “rejeitados” se inscrevem e foram aprovados automaticamente para estudar no Instituto de Tecnologia South Harmon, a escola alternativa de ensino superior.
A filosofia da escola é: “O que você quer aprender”? Cada um escolhe as mais loucas matérias. Uns querem apenas pintar, outros querem ouvir músicas, não há provas, trabalhos, avaliações, professores chatos ensinando matérias irrelevantes, etc. Outros querem aprender arte culinária, artes plásticas, esportes, fotografia, qualquer coisa. Parece absurdo. Aliás, com certeza é um absurdo! Já imaginou uma faculdade onde cada um estuda o que quer? Claro, tirando os exageros do filme, a pergunta que fica é: Por que não?
Já pensou se cada um estudasse aquilo que gostasse? Salas de aulas chatas seriam extintas. Assuntos que não tem nada a ver com a vida prática não existiriam e as pessoas seriam mais livres para expressar seus talentos. Teriam muito mais tempo para amadurecer seus dons. Aperfeiçoar-se naquilo que realmente têm aptidões e não o que é imposto pela “grade curricular”. Penso que em um ambiente assim, mais livre, algum Shakespeare (que nunca cursou uma faculdade) poderia desabrochar.
Talvez você esteja se perguntando: isso nunca vai acontecer. Creio que toda utopia é possível. De fato, não é de hoje que os grandes pensadores e educadores brasileiros discutiam as questões da educação no Brasil. Homens como Rubem Alves e Paulo Freire, cansaram de pregar que a forma de ensino das escolas precisa ser revista. Ainda hoje existem muitas vozes que gritam no ouvido surdo do MEC. São como João Batista pregando no deserto.
Falando sobre educação, por exemplo, Rubem Alves disse o seguinte: “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado”.
Muitas escolas e faculdades continuam sendo gaiolas. Não há espaço para a criatividade, a imaginação, para que a arte faça seu voo sem reservas. O que um prisioneiro faz numa gaiola? Geralmente, em muitos momentos, pensando na liberdade que há lá fora. Assim também são os alunos. Passam as horas entediadas de uma aula pensando na hora que vão sair para a liberdade. Para poder voar livre das correntes escolares. E, como não podem se livrar, fazem qualquer coisa para que a hora passe mais rápido: conversam, mexem no celular, desenham, cochilam, etc. E o que fica no final da aula profunda do dedicado e sofredor professor? Praticamente nada prático, e alguns ainda dão tarefas de casa para ocupar a mente dos jovens indisciplinados. Que chatice…
Concluo, para refletirmos, com uma frase do maior educador brasileiro, Paulo Freire: “Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho… pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem ‘águias’ e não apenas ‘galinhas’. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”.
Pr. Antônio Pereira Jr.
(1ª Igreja Congregacional em Guarabira – PB).
E-mail: oapologista@yahoo.com.br


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