Sexta-feira, 07 de agosto-(08) de 2026
Grupo fala que riscos "permanecem mais elevados que
o usual"
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| (Imagem ilustrativa) Foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL |
O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a assimetria
para cima no balanço de riscos para a inflação apresentado nesta quarta-feira
(5) junto ao comunicado da decisão de juros. O colegiado cortou a taxa Selic em
0,25 ponto porcentual, para 14% ao ano, em linha com as expectativas do
mercado.
– Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa,
permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista – diz o
comunicado.
A assimetria altista foi reconhecida pelo Copom pela
primeira vez em junho, mas apenas na ata publicada pouco menos de uma semana
depois da decisão de política monetária.
O colegiado manteve praticamente a mesma estrutura detalhada
em junho no balanço, com quatro riscos para cima e três, para baixo. Os riscos
permaneceram iguais.
O comitê também manteve o recado de que estímulos à demanda
agregada e ao consumo podem levar a um crescimento acima do esperado para a
atividade e puxar a inflação, em uma aparente menção indireta aos programas que
vêm sendo implementados pelo governo às vésperas da eleição presidencial de
outubro.
Confira todos os riscos.
Riscos para cima:
– Uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais
prolongado, com horizontes mais longos incorporando impactos potenciais de
segunda ordem de choques de oferta, relacionados ao petróleo e seus derivados,
e a efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia;
– uma maior resiliência na inflação de serviços do que a
projetada em função de um hiato do produto mais positivo;
– uma conjunção de políticas econômicas externa e interna
que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de
uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada;
– estímulos à demanda agregada, em particular ao componente
de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica
acima do produto potencial, enfraquecendo parte dos canais usuais de
transmissão da política monetária.
Riscos para baixo:
– uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais
acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação;
– uma desaceleração global mais pronunciada decorrente dos
choques de comércio e do petróleo, e de um cenário de maior incerteza;
– uma redução nos preços das commodities com efeitos
desinflacionários.
Por: *AE

