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REBAIXADO, FLUMINENSE 'COMPRA A BRIGA' CONTRA A PORTUGUESA

Sábado, 14 de Dezembro de 2013

Clube carioca vai atuar como terceiro interessado em julgamento que pode mudar destino do Brasileirão





Embora tenha dito inicialmente que se manteria afastado do caso, o Fluminense entrará como terceira parte interessada no julgamento que pode tirar quatro pontos da Portuguesa no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Caso o time paulista seja punido pela escalação irregular de Heverton contra o Grêmio, o Tricolor permanecerá na primeira divisão.

Como parte interessada, o Fluminense acompanhará o caso de perto e poderá até mesmo se manifestar se entender a existência de algum procedimento errado no julgamento, como o não cumprimento de algum trâmite jurídico ou até mesmo recorrer em caso de vitória da Portuguesa em primeira instância.

Na última terça-feira, a cúpula do Tricolor se reuniu para tratar do assunto. O presidente Peter Siemsen, o diretor-geral Jackson Vasconcellos e o advogado Mário Bittencourt conversaram para analisar os próximos passos do Fluminense sobre o assunto.

O Fluminense nega que tenha acionado a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) sobre o caso de Heverton e diz que a entidade apenas cumpriu sua rotina de verificar a condição dos jogadores da rodada anterior. Foi a CBF que avisou o STJD sobre o erro na escalação do atleta.

“Nosso posicionamento é técnico, de que seja cumprido o regulamento. Vamos entrar como parte interessada no processo. Tenho direito a me legitimar. É obrigatório e legal. A função da parte interessada é ter direito legitimo a participar. Se vou falar na hora do julgamento, ou não, faz parte da minha estratégia, não posso falar antes”, afirmou o advogado do Fluminense, Mário Bittencourt.

Governo quer juizado do torcedor

O governo federal anunciou ontem, ao lado de representantes do legislativo e da Justiça, clubes, CBF e Ministério Público, um pacote de nove intenções de ação para combater a violência nos estádios brasileiros e a criação de um novo grupo de autoridades para estudar e sugerir soluções para o problema. Entre as nove “medidas” anunciadas, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que será sugerido aos Estados da União a implantação do Juizado Especial do Torcedor dentro de todos os estádios. Além disso, Cardozo disse que o governo pretende criar um cadastro nacional de torcedores proibidos de entrar nos estádios do Brasil, por envolvimento em atos de violência nas praças esportivas.

O Juizado Especial e o cadastro de torcedores brigões nos estádios já estão previstos no Estatuto do Torcedor, mas não são uma obrigação e sua implementação depende dos governos estaduais. Foi anunciada também a sugestão da criação de delegacias especiais do torcedor em todos os Estados, mas de novo isso não é uma determinação. Além disso, o governo propõe definir uma responsabilização maior dos clubes de futebol no caso de violência dentro dos estádios, mas não explicou de que forma.

Flávio Zveiter, presidente do STJD, disse que o órgão irá sugerir ao Conselho Nacional de Justiça que o clube que tiver a torcida em brigas seja punido com perda de pontos já no Brasileiro do ano que vem.

STJD nega pedido do Vasco 

O recurso do Vasco pedindo a impugnação da partida contra o Atlético-PR foi negado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) ontem. O presidente Flávio Zveiter invalidou o pedido e manteve o placar de 5 a 1 para os paranaenses no confronto. Sendo assim, não haverá julgamento sobre o caso e o rebaixamento do Cruzmaltino está confirmado no Campeonato Brasileiro.

Porém, o departamento jurídico de São Januário vai pedir reconsideração do pedido como última possibilidade de êxito. Desta forma, será preciso que Zveiter reconsidere o pedido do clube para levar a questão a julgamento direto no Pleno, sem que ocorra audiência nas comissões disciplinares.

O clube alegou no documento inicial falta de condições de segurança para ter direito aos pontos do jogo e evitar o rebaixamento para a segunda divisão. A expectativa era a de que o órgão acatasse o pedido e marcasse o julgamento. O Cruzmaltino também lembrou no ofício o tempo excedente de paralisação ao regulamento por conta da briga generalizada.



Por Jornal Correio da Paraíba

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