Quinta-feira, 21 de Maio-(05) de 2026
Esta matéria foi publicada no dia 15 de maio de 2026.
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| Getty Images |
O hábito de passar horas rolando o feed das redes sociais pode
estar afetando diretamente a vida sexual dos jovens. Um
levantamento realizado pelo aplicativo de desenvolvimento pessoal RiseGuide revelou
que 39% da geração Z preferem acessar redes sociais ao sexo pelo menos
ocasionalmente, enquanto 21% afirmam fazer essa escolha com frequência.
A pesquisa, feita com
2 mil americanos, aponta ainda que um em cada oito jovens considera
navegar nas plataformas digitais mais prazeroso do que
ter relações
sexuais. Outros 23% disseram não perceber diferença entre as duas
experiências.
Redes Sociais e o Impacto na Intimidade dos Jovens
Segundo especialistas,
o fenômeno reflete mudanças no comportamento e na forma como o
cérebro responde aos estímulos digitais. O excesso de consumo de conteúdo
on-line estaria competindo diretamente com experiências de intimidade, conexão
emocional e desejo
sexual.
Os pesquisadores classificam o cenário como parte da
chamada Grande Ausência de Desejo, expressão usada para descrever a
redução do interesse sexual entre os jovens. A explicação estaria relacionada à
busca constante por recompensas rápidas proporcionadas pelas redes sociais, que
também estimulam a liberação de dopamina — neurotransmissor
ligado ao prazer e à sensação de recompensa.
O Uso Excessivo da Tecnologia e Seus Efeitos
Comportamentais
Os dados sobre o uso excessivo de tecnologia reforçam
o alerta. De acordo com o levantamento, 44% dos integrantes da geração
Z passam seis horas ou mais por dia no celular. Além disso,
92% admitem perder horas de sono para
continuar navegando nas redes sociais.
O comportamento compulsivo também chama
atenção. Cerca de 20% dos entrevistados disseram ignorar necessidades
básicas, como fome e descanso, para permanecer conectados por mais tempo.
Já 74% afirmaram considerar o hábito de rolar o feed tão ou
mais viciante que substâncias como álcool e tabaco.
A Essência das Conexões Humanas Reais
De acordo com a especialista, não existe um vínculo
genuíno nas interações mediadas exclusivamente pela tecnologia, já que
falta presença emocional, troca real e conexão humana profunda.
Para Leninha Wagner, vínculos afetivos dependem
de experiências reais de convivência, troca emocional e presença. Ela compara a
substituição das relações humanas pela tecnologia a tentar
trocar o calor do sol por uma lâmpada: ilumina, mas não aquece.
Consequências Abrangentes do Uso Excessivo de Redes
Sociais
Especialistas alertam que o uso excessivo das redes sociais
pode impactar não apenas a vida sexual, mas também a saúde mental,
o sono, a produtividade e a qualidade das relações interpessoais,
principalmente entre os mais jovens.
Por: Polêmica Paraíba














































