Domingo, 20 de setembro-(09) de 2026
Gasto anual equivale a 3 vezes mais o estimado para
compras de Natal
As apostas online têm gastos anuais de R$ 2,2 bilhões e
equivalem a mais de três vezes a movimentação financeira estimada para as
compras de Natal. A falsa impressão de ganho rápido de dinheiro pode causar
efeitos colaterais aos apostadores, como é o caso do endividamento.
O hábito pode acarretar perda de controle,
conflitos pessoais e impacto sobre a saúde mental. É o que indica pesquisa
do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), feita nos dias
22 a 25 de junho, com 1.024 moradores da Região Metropolitana do Rio de
Janeiro.
Entre os entrevistados, 22,8% afirmaram já ter
participado de apostas online. Desses, 33% disseram que apostam por causa da
chance de ganhar dinheiro rápido, enquanto 25,4% veem no jogo uma oportunidade
de fazer renda extra.
Dificuldade de parar
O levantamento aponta que 22,3% dos apostadores disseram ter dificuldade de parar com as apostas. Outros 29,1% afirmaram já ter sentido culpa por apostar, enquanto 34,8% disseram ter sido criticados por causa do hábito. A pesquisa mostra ainda que 6,9% afirmaram já ter se prejudicado ou afetar outra pessoa em razão das apostas. Entre esses, 68% relataram ter perdido dinheiro.
O levantamento aponta que 22,3% dos apostadores disseram ter dificuldade de parar com as apostas. Outros 29,1% afirmaram já ter sentido culpa por apostar, enquanto 34,8% disseram ter sido criticados por causa do hábito. A pesquisa mostra ainda que 6,9% afirmaram já ter se prejudicado ou afetar outra pessoa em razão das apostas. Entre esses, 68% relataram ter perdido dinheiro.
O gasto médio mensal declarado pelos apostadores foi de
R$ 96,30, e o instituto estima que 1,9 milhão de pessoas na Região
Metropolitana do Rio já tenham participado de apostas online. Com base nos
valores, a estimativa é de R$ 182 milhões movimentados mensalmente em apostas
online.
Entre os que já apostaram, 5,1% afirmaram ter se
endividado por causa das apostas. O percentual pode parecer pequeno, mas ganha
outra dimensão quando observado em conjunto com outros indicadores. Ao
menos 42,9% disseram possuir alguma dívida, e, entre aqueles com dívidas,
45,9% afirmaram que não estão com os pagamentos em dia. Além disso, 42%
admitiram que, depois de perder dinheiro, voltaram a apostar para tentar
recuperar o prejuízo.
Renda
Dos que já participaram de apostas online, 36% têm renda mensal entre um e dois salários mínimos, enquanto 19,7% recebem de dois a três salários mínimos e 19,4% têm renda de até um salário mínimo.
Dos que já participaram de apostas online, 36% têm renda mensal entre um e dois salários mínimos, enquanto 19,7% recebem de dois a três salários mínimos e 19,4% têm renda de até um salário mínimo.
Em relação à frequência com que apostam, 21,9% disseram
jogar diariamente e 27,9% fazem de uma a duas vezes por semana. De acordo com a
sondagem, 60,9% já participaram de apostas em bets. O Tigrinho aparece em
seguida, com 49,4%.
Para o diretor-executivo do IFec-RJ, João Gomes, “existe
uma falsa percepção dos apostadores de que o jogo representa uma forma de
ganhar dinheiro rápido, complementar a renda ou até mesmo funcionar como
investimento”.
Os dados mostram, porém, que esse comportamento alavanca
o endividamento e compromete o orçamento das famílias.
Do ponto de vista econômico, os recursos destinados às
apostas também deixam de circular em outras atividades de consumo e
investimento, reduzindo o potencial de movimentação da economia fluminense.
“É um problema que ultrapassa a esfera individual e
produz impactos socioeconômicos mais amplos”, avalia João Gomes.
Por: Portal Correio























