ULTIMAS NOTICIAS

POLITICA

ESPORTES

Mais Noticias

Bolão de João Pessoa fatura mais de R$ 2 milhões na Lotofácil; cada participante receberá R$ 102 mil

Sexta-feira, 16 de outubro-(10) de 2026
Aposta coletiva feita no bairro dos Bancários acertou as 15 dezenas e dividiu o prêmio principal com um jogo registrado no Acre; outras cinco apostas paraibanas também foram premiadas.
Aposta da Lotofácil foi feita em uma loteria do Bairro dos Bancários, na capital (Foto: Divulgação / Agência Brasil)
A sorte sorriu para um grupo de apostadores de João Pessoa, que conquistou um prêmio de R$ 2.059.240,80 no concurso da Lotofácil realizado nesta quinta-feira (15). O bolão, registrado em uma casa lotérica do bairro dos Bancários, tinha 20 cotas, e cada participante receberá R$ 102.962,04.

O prêmio principal foi dividido com outra aposta vencedora, registrada em Porto Acre, no estado do Acre, que também garantiu R$ 2.059.240,80 ao acertar as 15 dezenas sorteadas.

As dezenas do concurso foram:
03 – 05 – 06 – 07 – 08 – 10 – 11 – 13 – 14 – 15 – 19 – 22 – 23 – 24 – 25.

Além do bolão premiado na capital paraibana, outras cinco apostas da Paraíba acertaram 14 números e também receberam premiações. Os valores variaram entre R$ 2.227,47 e R$ 33.412,00, conforme a quantidade de acertos e as características de cada aposta.

Próximo sorteio
O próximo concurso da Lotofácil está previsto para esta sexta-feira (16), com prêmio estimado em R$ 2 milhões.

Na Lotofácil, os participantes escolhem números entre as 25 dezenas disponíveis no volante e podem receber prêmios ao acertar de 11 a 15 números. A modalidade faz parte das Loterias Caixa e realiza sorteios regularmente em todo o país.



PORTAL CONTINENTAL com créditos do Portal Paraíba.com.br

PEC dos agentes de saúde é promulgada nesta sexta; veja quem poderá se aposentar mais cedo

Sexta-feira, 16 de outubro-(10) de 2026
A mudança reduz a idade mínima para aposentadoria das categorias, estabelece regras de transição e determina a regularização de determinados vínculos precários mantidos por estados e municípios.
Matéria de Carlos Rocha e Portal T5.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A PEC que cria regras diferenciadas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE) será promulgada às 9h desta sexta-feira (16), em sessão solene do Congresso Nacional. A mudança reduz a idade mínima para aposentadoria das categorias, estabelece regras de transição e determina a regularização de determinados vínculos precários mantidos por estados e municípios.

A PEC 14/2021 foi aprovada definitivamente pelo Senado em 14 de julho, com 73 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos. Como a Câmara já havia aprovado o texto, a proposta seguiu diretamente para promulgação.

Não haverá sanção presidencial. Diferentemente de um projeto de lei, uma proposta de emenda à Constituição aprovada pela Câmara e pelo Senado é promulgada pelas Mesas das duas Casas do Congresso.

A sessão desta sexta também servirá para promulgar a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1.

Como ficará a aposentadoria de ACS e ACE?
A nova regra permanente estabelece idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, desde que sejam comprovados 25 anos de contribuição e de efetivo exercício como agente comunitário de saúde ou agente de combate às endemias.

As regras alcançam trabalhadores vinculados tanto ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), caso dos servidores de entes que possuem sistema próprio, quanto ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), administrado pelo INSS.

Para quem já está na atividade, porém, existe uma transição que permite aposentadoria com idades menores nos primeiros anos da vigência da nova regra.

Veja as idades da regra de transição
O texto estabelece uma elevação gradual da idade mínima até 2041, sempre com 25 anos de contribuição e de exercício efetivo na atividade:

Até o fim de 2030: 50 anos para mulheres e 52 para homens;
de 2031 a 2035: 52 anos para mulheres e 54 para homens;
de 2036 a 2040: 54 anos para mulheres e 56 para homens;
a partir de 2041: 57 anos para mulheres e 60 para homens.

Há ainda uma vantagem para quem ultrapassar os 25 anos de contribuição e de exercício na função.
A idade mínima poderá ser reduzida em um ano para cada ano que exceder os 25 exigidos, até o limite de cinco anos.

Há uma segunda regra de transição
A PEC cria ainda outra possibilidade para trabalhadores que não consigam cumprir os 25 anos exclusivamente na atividade.

Nesse caso, será necessário preencher simultaneamente:

    •    60 anos de idade para mulheres e 63 para homens;
    •    pelo menos 15 anos de contribuição;
    •    pelo menos 10 anos trabalhando como ACS ou ACE;
    •    soma de idade e tempo de contribuição de 83 pontos para mulheres e 86 para homens.

A existência das duas regras significa que cada profissional precisará verificar qual delas se aplica à própria trajetória previdenciária.

Aposentadoria terá integralidade e paridade
A PEC também prevê integralidade e paridade para agentes vinculados a regimes próprios de previdência.

Integralidade significa que o benefício será calculado com base na remuneração do cargo efetivo. Já a paridade garante reajustes na mesma proporção e data concedidos aos profissionais que permanecem na ativa.

Para quem está no INSS, o texto estabelece um mecanismo diferente.

A União deverá pagar um benefício extraordinário correspondente à diferença entre o valor da aposentadoria paga pelo RGPS e a remuneração integral assegurada pela nova regra.

Quem já se aposentou poderá ter o benefício revisto?
Sim, mas não em qualquer situação.

A PEC prevê a possibilidade de revisão para agentes que se aposentaram antes da promulgação e que já preenchiam, na data da aposentadoria, os requisitos estabelecidos pela nova emenda.

A mudança, entretanto, não autoriza pagamento retroativo de diferenças anteriores à revisão.

PEC também mexe nos vínculos de trabalho
A proposta vai além da aposentadoria.

O texto reconhece a atividade de ACS e ACE como essencial ao Sistema Único de Saúde (SUS) e proíbe, como regra, a contratação temporária ou terceirizada desses profissionais. A exceção ocorre em situações de emergência em saúde pública previstas em lei.

Também determina que os agentes sejam submetidos ao mesmo regime jurídico dos servidores ocupantes de cargos efetivos.

Um dos pontos de maior impacto para estados e municípios é a regularização de trabalhadores que hoje mantêm vínculos temporários, indiretos ou considerados precários.

Quem poderá ter o vínculo regularizado?
A PEC não transforma automaticamente qualquer trabalhador temporário em servidor efetivo.

Para a regularização prevista no texto, será necessário que o profissional tenha participado de processo seletivo público de provas ou de provas e títulos realizado após 14 de fevereiro de 2006, ou de seleção anterior reconhecida nos termos da Emenda Constitucional 51/2006.

Estados, municípios e o Distrito Federal terão até 31 de dezembro de 2028 para concluir essa regularização.

Por isso, a PEC não deve ser resumida como uma concessão automática de “estabilidade” para todos os agentes atualmente contratados de forma temporária.

União terá de ajudar no pagamento
Outro ponto importante é quem arcará com o impacto financeiro da mudança.

A PEC determina que a União preste assistência financeira complementar aos estados, Distrito Federal e municípios para custear o aumento das despesas decorrentes das aposentadorias nos regimes próprios.

Também haverá repasses para compensar o impacto sobre o Regime Geral de Previdência.

Estimativa apresentada pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento durante a tramitação apontou impacto de aproximadamente R$ 3 bilhões por ano para a União.

Lula pediu conclusão da PEC, mas não cabe sanção presidencial
Nesta quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo público ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela conclusão da matéria.

Ao comentar o tema, Lula utilizou a expressão “sancionar” a proposta.

Tecnicamente, porém, emendas constitucionais não passam por sanção ou veto do presidente da República. Depois da aprovação em dois turnos na Câmara e no Senado, cabe ao Congresso promulgar a mudança constitucional.

Alcolumbre confirmou posteriormente a sessão das 9h desta sexta-feira para promulgar tanto a PEC 14/2021 quanto a PEC 221/2019, do fim da escala 6×1.

PEC estava aprovada desde julho
A proposta passou pela Câmara dos Deputados em 2025 e foi encaminhada ao Senado.

No Senado, depois de tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça e passar pelas sessões obrigatórias de discussão, o texto foi aprovado nos dois turnos em 14 de julho de 2026, pelo placar de 73 votos a 1 em cada votação.

Desde então, aguardava a promulgação.

Com a cerimônia desta sexta-feira, as novas regras passam finalmente a integrar a Constituição.

RESUMO: O QUE MUDA PARA ACS E ACE
Regra permanente: 57 anos para mulheres e 60 para homens;
Tempo exigido: 25 anos de contribuição e exercício na atividade;
Transição até 2030: 50 anos para mulheres e 52 para homens, com 25 anos na função;
Integralidade e paridade: previstas pela PEC;
Vínculos precários: regularização em determinadas condições até 31 de dezembro de 2028;
Temporários e terceirizados: contratação passa a ser vedada, salvo emergência em saúde pública;
Promulgação: sexta-feira, 16 de outubro, às 9h.



Por: Carlos Rocha com Portal T5

Fim da escala 6×1: Congresso promulga emenda; jornada 5×2 começa em 60 dias

Sexta-feira, 16 de outubro-(10) de 2026
Matéria da Agência Brasil.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O Congresso Nacional promulgou, nesta sexta-feira (16), a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que põe fim à escala de seis dias de trabalho e apenas um de descanso (6×1) e prevê a escala 5×2, com duas folgas por semana, para todos os trabalhadores do Brasil dentro de dois meses.

A nova Emenda foi promulgada em sessão solene com participação dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); e do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Ministros de estado, senadores e deputados da base aliada lotaram o plenário do Senado.
Lideranças da oposição não compareceram à sessão.

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, destacou que os impactos da medida “são incalculáveis”.

    “Quanto vale mais tempo para cuidar de si e de quem se ama? Para milhões de pessoas que precisam trabalhar seis, às vezes sete dias por semana, a resposta é simples, essas coisas não tem preço, tem valor.”

Alcolumbre acrescentou que foi preciso “muita coragem” para enfrentar um assunto que “tanta gente preferia deixar para depois”.

“Um assunto que divide opiniões, que afeta as relações de trabalho e mexe com a vida de milhões de famílias. Quando o tema é complexo, o mais cômodo é deixar para lá e não enfrentar. Mas o Legislativo brasileiro escolheu o caminho certo, não o caminho fácil”, completou o presidente do Senado.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o fim da 6×1 alcança milhões de brasileiros que “acordam antes do amanhecer, atravessam cidades inteiras e dedicam grande parte de seus dias ao trabalho”.

Motta acrescentou que os impactos da mudança para os micro e pequenos negócios serão mitigados pela aprovação do aumento do limite anual de faturamento dos MEIs dos atuais R$ 80 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.

“O texto também permite a contratação de até dois funcionários por microempreendedor, garantindo assim que o MEI possa ter um funcionário a mais do que aquele que é permitido atualmente. Afinal, fortalecer o MEI é fortalecer milhões de famílias brasileiras”, completou Motta.

Após a promulgação, o presidente Lula comemorou a medida e criticou os grupos que atacaram a PEC alegando que ela iria quebrar o Brasil.

“Eu lembro da campanha do 13º salário, no começo dos anos 1960, foi a mesma coisa: vai quebrar as empresas! Vai afundar as empresas! No mundo inteiro não tem isso. Não quebrou as empresas. O dado concreto é que toda vez que os trabalhadores conseguem um benefício, ele vive um pouco mais, ele tem um pouco mais de prazer na vida”, destacou.

Entenda a nova emenda
A emenda aprovada na quarta-feira prevê também uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses.

Nascida a partir de pressão das ruas e atendendo a uma demanda história dos trabalhadores e sindicatos, a proposta teve a tramitação concluída na última quarta-feira (14) no Senado, com 75 votos favoráveis contra 1, do ex-vice-presidente e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Apoiada pelo governo, a votação contou com apoio também da oposição, que era contra a PEC e tentava impedir a votação nesta semana. Após a sessão ter sido marcada, no entanto, a oposição liberou a bancada, que votou majoritariamente pelo fim da 6×1.

A nova regra institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Tudo isso sem redução salarial.

O texto permite, por outro lado, compensar o sábado ou domingo trabalhados no caso de categorias com jornadas especiais. O número de folgas remuneradas, no entanto, deve ser mantido em duas por semana, em média, gozadas obrigatoriamente no mesmo mês.

A PEC ainda permite jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebem, atualmente, igual ou acima de R$ 21.188,87, desde que mantida a escala 5×2. Nesses casos, a negociação direta entre patrão e trabalhador deve definir a duração do trabalho.

A proposta prevê que lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias de mitigação dos impactos da redução da jornada para os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

Transição
A implementação da redução da jornada de 44 para 40 horas terá uma transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada.

Para todos os demais trabalhadores, as empresas terão que garantir a escala 5×2 em até 60 dias, contados a partir de hoje, assim como a redução da jornada para 42 horas semanais.

Doze meses após essa primeira redução, a jornada cai para 40 horas.

No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço.

Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana.

Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em cinco dias na semana. Para trabalhar mais horas, é necessário pagamento de hora-extra.

Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

    •    escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
    •    redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)
    •    jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).

Acordos coletivos
A Emenda Constitucional permite ainda, excepcionalmente, e mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, que seja estabelecido regime compensatório que permita escala diferente da 5×2.

Nesses casos, os trabalhadores precisam ser compensados no mesmo “mês-calendário”, garantindo “o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Ou seja, um trabalhador pode fazer ainda a escala 6×1, desde que prevista em acordo coletivo. Nesse caso, o dia trabalhado a mais terá que ser compensado com uma folga dentro do mesmo mês. Ao final desse mês, ele terá que ter gozado, na média, o equivalente a duas folgas remuneradas por semana.

Em outro parágrafo, a Emenda permite que uma lei posterior pode prever regimes diferentes para duração do trabalho e dias de repouso, desde que respeitados os limites de 40 horas semanais e dois dias de repouso remunerado por semana.

Terceirizados do Estado
As empresas que prestam serviços para o Estado terão prazo de 12 meses após promulgação da emenda, e não 60 dias como as demais, para acabar com a escala 6×1 dos empregados.

A nova jornada passará a valer no momento da formalização do aditamento do contrato das empresas com o Poder Público. Porém, os contratos aditados após 60 dias da promulgação da emenda já terão que observar a nova jornada de trabalho instituída pela PEC.



*Por: Agência Brasil

Veneziano destaca missão insubstituível do professor mesmo com a realidade tecnológica atual

Sexta-feira, 16 de outubro-(10) de 2026
Matéria da Assessoria de Comunicação.
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ocupou a tribuna do Senado Federal nesta quinta-feira (15) para homenagear as professoras e os professores brasileiros – em especial os paraibanos – por ocasião do Dia do Professor. Ele disse que, mesmo com os avanços tecnológicos atuais, que muitas vezes até auxiliam o magistério, o professor é insubstituível.

Ele classificou a atividade como “um sacerdócio que, de fato, o é, na condição de você ministrar, transmitir conhecimentos e mais que conhecimentos, transmitir ponderações, orientações. São atividades relacionadas ao magistério que você não pode substituir, por mais que nós convivamos, e não desconheçamos as realidades atuais, dos avanços, das tecnologias, o que, inclusive propicia aos próprios professores condições melhores na relação direta com os estudantes, mas são insubstituíveis. O professor é insubstituível”.

Veneziano finalizou a homenagem ressaltando ainda que os professores atuam “muitas vezes com limitações, nas ausências de condições materiais, logísticas, salariais, mas nunca abandonam e nunca desconhecem a manutenção do exercício, na sua plenitude, desse sacerdócio”.



Por: Assessoria

Justiça mantém prisão de pais suspeitos de matar bebê com 24 facadas em Patos

Sexta-feira, 16 de outubro-(10) de 2026  
Crime aconteceu na cidade de Patos, no Sertão, na quarta (14) e pai e mãe da criança estavam presos em flagrante.
Pai e mãe suspeitos de matar bebê de 23 dias com 24 facadas em Patos vão para prisão preventiva - Foto: TV Sol.
A Justiça da Paraíba manteve a prisão dos pais suspeitos de matar um bebê de três semanas com 24 facadas na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba. O crime aconteceu na quarta-feira (14) e a decisão pela manutenção das prisões aconteceu em audiência de custódia nesta quinta-feira (15). As informações foram repassadas para a TV Paraíba.

Tanto o pai quanto a mãe foram presos em flagrante na quarta-feira e a audiência de custódia deles converteu esse tipo de prisão para prisão preventiva. Ambos podem responder por homicídio qualificado e omissão.

O homem foi encaminhado para o Presídio Masculino Romero Nóbrega, em Patos, e a mulher para o Presídio Regional Feminino, também em Patos.

Bebê agonizou antes de morrer
Segundo o perito do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) da cidade, Dionísio Filho, a criança não morreu imediatamente após os golpes e agonizou antes de morrer. Os pais, ambos de 19 anos de idade, são suspeitos do crime, foram presos e não tiveram as identidades divulgadas.

De acordo com o perito, 13 ferimentos atingiram a parte posterior do corpo, incluindo as costas e os braços, enquanto outros 11 foram registrados na parte frontal, no abdômen, no rosto e no tórax. Uma das facadas perfurou o coração do bebê. As informações sobre as circunstâncias da morte foram apuradas pela TV Paraíba.

O pai e a mãe foram autuados em flagrante na quarta-feira (14), suspeitos de homicídio qualificado e omissão. A audiência de custódia dos dois está prevista para esta quinta-feira (15).

Investigação da polícia

Apesar da tipificação dos crimes, as investigações seguem para delimitar a participação de ambos no caso. De acordo com o delegado Gilson Duarte ao Jornal da Paraíba, duas

hipóteses são investigadas:

    •    a primeira, se a mulher teve participação sozinha no crime;
    •    e a segunda, se o homem participou em conjunto do crime.

Também é avaliado uma suposta omissão do pai na morte do bebê.

O delegado informou também que, após as prisões, as versões conflitantes nos depoimentos foram comparadas com versões de testemunhas do caso. A polícia ouviu vizinhos e também pessoas que passavam na rua da residência onde o crime aconteceu.

Entre as inconsistências dos depoimentos, de acordo com o delegado, está uma versão apresentada pela mulher, que teria dito que teria filmado o ocorrido, no entanto, ao averiguar o aparelho a polícia não encontrou nenhum vídeo relacionado ao crime. O celular foi apreendido e vai passar por perícia.



Por: Jornal da Paraíba

Bebê de 23 dias foi morto com 24 facadas e teve coração perfurado, confirma perícia

Quinta-feira, 15 de outubro-(10) de 2026
Recém-nascido agonizou antes de morrer
A perícia confirmou que o bebê de 23 dias morto a facadas em Patos, no Sertão da Paraíba, sofreu 24 perfurações provocadas por arma branca. Um dos golpes atingiu o coração da criança.

O exame também apontou ferimentos no rosto, tórax, abdômen e costas.

Segundo o chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos, Dionísio Filho, informou ao Notícia Paraíba, o bebê sofreu antes de morrer.

De acordo com o perito, uma das perfurações atingiu o coração e provocou uma grande perda de sangue. A criança entrou em choque hemorrágico antes da morte.

O caso aconteceu na manhã de quarta-feira (14), no bairro Dona Milindra, em Patos. O bebê foi encontrado morto dentro de uma residência.

Os pais da criança foram presos após o crime e apresentaram versões diferentes sobre o que aconteceu. Um atribuiu ao outro a responsabilidade pelas agressões.

A Polícia Civil ainda investiga quem desferiu os golpes e qual foi a participação de cada um dos pais. Os depoimentos estão sendo confrontados com os vestígios encontrados no imóvel e com os resultados dos exames periciais.

A investigação também apura se houve omissão de socorro e trabalha com diferentes hipóteses sobre a dinâmica do crime.

Além das 24 perfurações confirmadas pela perícia, uma faca encontrada na residência foi recolhida para exames. O celular de uma das investigadas também deverá passar por análise.

A Polícia Civil aguarda outros resultados periciais para esclarecer a sequência dos acontecimentos e definir a responsabilidade de cada investigado.

Os dois pais permanecem presos enquanto o caso é investigado.



Por: Portal Notícia Paraíba

Saulo Rolim é reeleito presidente da Câmara de Caldas Brandão para o biênio 2027–2028

Quinta-feira, 15 de outubro-(10) de 2026 
Atual presidente foi reconduzido ao cargo após receber sete votos favoráveis, sem votos contrários, na eleição realizada nesta quarta-feira (14)
O vereador Saulo Rolim foi reeleito presidente da Câmara Municipal de Caldas Brandão-PB para o biênio 2027–2028. A eleição aconteceu nesta quarta-feira (14 de outubro), e o parlamentar recebeu sete votos favoráveis e nenhum voto contrário, garantindo sua recondução ao comando do Legislativo municipal.

A Câmara de Caldas Brandão é composta por nove vereadores. Na votação, sete parlamentares votaram pela recondução de Saulo Rolim, resultando em um placar de 7 a 0 entre os votos registrados.

Com o resultado, Saulo Rolim continuará à frente da Presidência da Casa Legislativa no próximo biênio, dando sequência ao trabalho que já vinha desempenhando no comando da Câmara.

A eleição define a continuidade da presidência para o período de 2027 a 2028, etapa em que a Mesa Diretora será responsável pela condução dos trabalhos legislativos, pela organização das sessões e pelo funcionamento administrativo da Casa.

A mesa ficou composta da seguinte forma:

- Presidente: Saulo Rolim Soares
- Vice-presidente: Leandro de Medeiros Alves
- 1º secretário: Adauto Cavalcante Dias
- 2ª secretária: Valdelice do Nascimento Lira.

A recondução de Saulo Rolim representa a decisão dos vereadores que participaram da votação e mantém o parlamentar na liderança do Legislativo municipal para os próximos dois anos.

O novo mandato terá início em 2027 e seguirá até o final de 2028, conforme o período estabelecido para o próximo biênio da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Caldas Brandão.



PORTAL CONTINENTAL 

Hugo Motta deve receber apoio de nove deputados paraibanos na disputa pela presidência da Câmara; veja quem vota a favor e contra

Quinta-feira, 15 de outubro-(10) de 2026
O deputado federal Hugo Motta (Republicanos) deve contar com o apoio de pelo menos nove parlamentares da bancada paraibana na disputa pela reeleição à presidência da Câmara dos Deputados.
Foto: Polêmica Paraíba
O deputado federal Hugo Motta (Republicanos) deve contar com o apoio de pelo menos nove parlamentares da bancada paraibana na disputa pela reeleição à presidência da Câmara dos Deputados. Outros dois deputados devem votar contra sua permanência no comando da Casa.

Entre os nomes que devem apoiar Hugo estão parlamentares de diferentes partidos, incluindo aliados políticos e integrantes de outras legendas. A expectativa é de que o paraibano reúna a maior parte dos votos da bancada estadual.

Confira os deputados que devem votar a favor de Hugo Motta:

    1. Murilo Galdino
    2. Wilson Santiago
    3. Aguinaldo Ribeiro
    4. Damião Feliciano
    5. Pollyanna Werton
    6. Ruy Carneiro
    7. Wellington Roberto
    8. Ricardo Coutinho
    9. Gervásio Maia

Deputados que devem votar contra Hugo Motta:

    1. Cabo Gilberto Silva
    2. George Morais.

A movimentação ocorre em meio às articulações para a escolha da próxima Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira (14), um bloco formado por dez partidos do Centrão anunciou apoio à reeleição de Hugo Motta.

Apesar das articulações, o cenário ainda depende das definições partidárias e das negociações entre as bancadas. O PL também discute a possibilidade de apresentar uma candidatura própria à presidência da Casa.

Caso as posições previstas sejam mantidas, Hugo Motta terá nove votos favoráveis e dois contrários entre os 11 deputados paraibanos.



Por: Polêmica Paraíba

Trinta e nove apostas da Paraíba acertam quatro dezenas na Mega-Sena

Quinta-feira, 15 de outubro-(10) de 2026
Matéria do MaisPB.
Trinta e nove apostas da Paraíba acertaram quatro dezenas no Concurso 3070 da Mega-Sena. O sorteio dos números ocorreu na noite desta quarta-feira (14), no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Os números sorteados foram: 19, 27, 29, 43, 54 e 60. O prêmio para quem acertou quatro dezenas em jogos simples com seis números jogados é de R$ 1.071,93.

As apostas premiadas na Paraíba foram feitas em: Alhandra (1), Aracagi (1), Cabedelo (1), Cajazeiras (2), Campina Grande (4), Coremas (1), Dona Inês (1), Esperança (1), João Pessoa (19), Nova Floresta (1), Patos (1), Princesa Isabel (1), Santa Rita (1), Sousa (2) e Uiraúna (2).

O prêmio principal para quem acerta seis dezenas não teve ganhador e acumulou em R$ 170 milhões, o próximo sorteio será realizado na manhã do próximo domingo (14).

A Caixa Econômica Federal informou que 91 apostas ganhadoras acertaram cinco dezenas e cada uma vai receber R$ 52.767,96 para quem jogou seis números. Já 7.384 apostas ganhadoras acertaram quatro dezenas.



Por: MaisPB

Caldas Brandão moderniza a saúde com entrega de tablets aos agentes comunitários

Quinta-feira, 15 de outubro-(10) de 2026 
Novos equipamentos vão agilizar os registros das visitas domiciliares, facilitar o acompanhamento das famílias e fortalecer os serviços de saúde nas zonas urbana e rural.
A Prefeitura de Caldas Brandão, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está investindo em tecnologia para modernizar os serviços da Atenção Primária à Saúde. A iniciativa inclui a entrega de novos tablets aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com o objetivo de tornar o trabalho dos profissionais mais ágil e eficiente.

Os equipamentos vão auxiliar no registro e na atualização das informações coletadas durante as visitas domiciliares, contribuindo para melhorar a organização dos dados e o acompanhamento das famílias atendidas pelas equipes de saúde.

Com atuação nas zonas urbana e rural, os agentes comunitários desempenham um papel fundamental na ligação entre os serviços públicos de saúde e a população. Além de acompanhar de perto a realidade das comunidades, esses profissionais ajudam a identificar necessidades, orientar moradores e fortalecer as ações de prevenção de doenças e promoção da saúde.

Para a secretária municipal de Saúde, Sabrina Rolim, a entrega dos equipamentos representa um avanço na modernização dos serviços e na valorização dos profissionais que atuam diretamente junto às famílias.

“Investir em tecnologia é investir na valorização dos nossos profissionais, na qualidade dos serviços e em uma saúde cada vez mais eficiente, humanizada e próxima da população”, destacou Sabrina Rolim.

A utilização dos tablets também deverá contribuir para o planejamento das atividades das equipes, facilitando o acesso às informações necessárias para organizar o atendimento e acompanhar as necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa integra as ações da gestão municipal voltadas ao fortalecimento da Atenção Primária, considerada a principal porta de entrada dos cidadãos no sistema público de saúde.
Com a ampliação dos recursos tecnológicos disponíveis aos agentes comunitários, a Prefeitura busca aprimorar os processos de trabalho e oferecer melhores condições para que os profissionais desempenhem suas funções.

Caldas Brandão segue investindo em inovação, valorizando os profissionais da saúde e fortalecendo o cuidado com a população.



PORTAL CONTINENTAL

Casa onde bebê foi morto a facadas é invadida e objetos são queimados em Patos

Quinta-feira, 15 de outubro-(10) de 2026 
Matéria do PBAgora.
Foto: Reprodução/TV Sol
A casa onde um bebê de apenas 23 dias foi morto a facadas, em Patos, no Sertão da Paraíba, foi arrombada por vizinhos na madrugada desta quinta-feira (15). Objetos retirados do imóvel, entre eles uma cama e um colchão, foram levados para uma área próxima e incendiados.

De acordo com a Polícia Militar, equipes realizaram rondas na região para prevenir atos de vandalismo contra a residência. A invasão, porém, ocorreu durante a madrugada, em um intervalo entre as passagens das viaturas.

A Polícia Civil investiga o caso e busca identificar os responsáveis pelo arrombamento, pela retirada dos pertences e pelo incêndio. Os envolvidos poderão responder pelos danos causados ao imóvel e pelos atos praticados.

A corporação informou que a ocorrência não comprometeu as investigações sobre a morte da criança. A perícia na residência havia sido realizada na quarta-feira (14), mesmo dia em que o bebê foi encontrado morto.

O menino morreu na manhã da quarta-feira, após sofrer diversos golpes de faca. A Polícia Militar acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas, ao chegar ao local, a equipe encontrou a criança sobre uma cama, já sem sinais vitais.

Segundo a Polícia Civil, o bebê apresentava múltiplas perfurações, principalmente na região abdominal, além de ferimentos em outras partes do corpo. A perícia inicial identificou pelo menos 15 golpes de faca. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) para exames.

O pai e a mãe da criança foram presos em flagrante e autuados por homicídio qualificado e omissão, conforme informou a Polícia Civil. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

A investigação busca esclarecer a participação de cada um dos pais na morte do bebê. Em depoimentos, os dois apresentaram versões conflitantes e atribuíram um ao outro a responsabilidade pelo crime.

De acordo com o delegado Gilson Duarte, os investigadores confrontaram os relatos com informações de testemunhas, entre elas vizinhos e pessoas que passavam pela rua no momento do ocorrido.

Uma das inconsistências apontadas envolve a declaração da mulher de que teria filmado o episódio. Segundo o delegado, uma verificação inicial do aparelho celular não identificou vídeos relacionados ao crime. O telefone foi apreendido e será submetido à perícia.



Por: PB Agora

Mãe de quadrigêmeos deixa UTI materna em João Pessoa; bebês apresentam evolução positiva

Quinta-feira, 15 de outubro-(10) de 2026 
Fataumata Oumou Baradfi, de 30 anos, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva Materna; os quatro recém-nascidos seguem sob cuidados especializados no Instituto Cândida Vargas.
Foto: Letícia Beatriz/Secom/JP
A mãe dos quadrigêmeos nascidos na última quarta-feira (14), no Instituto Cândida Vargas (ICV), em João Pessoa, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva Materna (UTIM) nesta quinta-feira (15). A paciente, Fataumata Oumou Baradfi, de 30 anos, é natural de Bamako, no Mali, e continua recebendo acompanhamento da equipe de saúde da maternidade.

Os quatro bebês também apresentam evolução positiva. Na manhã desta quinta-feira, os dois recém-nascidos que estavam na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) foram transferidos para a Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN), onde se reuniram aos outros dois irmãos.

Segundo a equipe assistencial, os quatro recém-nascidos estão bem e recebem alimentação por sonda, com leite materno.

A médica obstetra Camila Medeiros destacou a importância do aleitamento materno para a recuperação e o desenvolvimento dos bebês, especialmente por se tratarem de recém-nascidos prematuros.

“O leite materno é fundamental para os prematuros, pois contribui para a nutrição, o desenvolvimento e a proteção contra infecções”, ressaltou a médica.

Apesar da evolução positiva, a mãe e os quatro filhos permanecem sob acompanhamento especializado no Instituto Cândida Vargas, onde recebem os cuidados necessários.



PORTAL CONTINENTAL com Secom/PB

Senado aprova fim da escala 6x1

Quinta-feira, 15 de outubro-(10) de 2026
Matéria da Agência Brasil
Foto: Carlos Moura/Agência Brasil
O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) o fim da escala 6x1, de seis dias de trabalho para um dia de repouso. A PEC 221/2019 foi aprovada em dois turnos, com a mesma votação em ambos: 75 votos favoráveis e apenas um contrário. A PEC vai à promulgação.

Com a aprovação, o trabalhador terá direito a repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.

Além disso, o texto reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. Serão até oito horas diárias de trabalho, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. Algumas das mudanças serão implementadas de forma progressiva.

— Neste momento, milhões de brasileiros, milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão acompanhando esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem na própria rotina o valor de um dia a mais de descanso. Tenho certeza absoluta de que vamos cumprir o nosso dever com absoluta responsabilidade, pensando, acima de tudo, no que é melhor para o nosso país — disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao abrir a votação.

A proposta, que tinha como primeiro signatário o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), foi relatada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM).

A PEC, que havia sido aprovada em maio pela Câmara e em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, foi aprovada em Plenário com calendário especial, após passar por cinco sessões de discussão em primeiro turno. Requerimento assinado por líderes e aprovado pelo Plenário dispensou as três sessões de discussão em segundo turno.

O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que não se manifestou na sessão.

Discussão
A discussão durou mais de cinco horas. Todos os senadores que se manifestaram, governistas e de oposição, se declararam favoráveis à aprovação da PEC, ainda que com ressalvas e pedidos de mudanças futuras por parte da oposição.

— Eu vi muitos discursos, aqui, preocupados pontualmente com algumas questões, mas muito me alegra que a unanimidade do Senado vai votar a favor da PEC. A gente entra para a história, Câmara e o Senado — disse o relator Omar Aziz.

Paulo Paim (PT-RS), que se manifestou pela aprovação da proposta em diversos pronunciamentos ao longo da tramitação, não escondeu a emoção durante a sessão. Ao longo da carreira, Paim apresentou várias proposições para reduzir a jornada dos trabalhadores para 40 horas.

—  Tenho certeza de que, em cada canto do Brasil, o nosso povo está cantando, está dançando, está chorando de emoção por ver que, depois de 40 anos, nós estamos dando a liberdade a eles de não terem que trabalhar de segunda a sábado — disse o senador, que comemorou a presença de trabalhadores nas galerias.

Paim, que não disputou a reeleição e encerra seu mandato no início de 2027, recebeu homenagens dos colegas.

Ao manifestar seu voto favorável, Eduardo Braga (MDB-AM), líder de seu partido, afirmou que a democracia não se encerra no pleno funcionamento das instituições e precisa chegar à mesa, à casa e à vida do trabalhador.

— Quero falar do vigilante, do atendente do supermercado, do trabalhador da construção civil que enfrenta o calor do nosso Amazonas a semana inteira e chega em casa muitas vezes sem força para conversar com a própria família. Essa é a realidade de milhares de amazonenses, e é por eles que eu voto sim — declarou.

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) homenageou o autor da proposta, que estava presente em Plenário, e pediu “sensibilidade e consciência” dos colegas para aprovar a PEC.

— Essa luta, gente, não é de esquerda nem da direita, não; essa luta é do trabalhador. Vamos votar, vamos fazer o que nós temos que fazer aqui, que é trabalhar, é votar — disse o senador.

As senadoras Zenaide Maia (PSD-RN), Leany Lemos (PSB-DF), Jussara Lima (PSD-PI) e Dra. Eudócia (PSDB-AL) destacaram a relevância da mudança na vida das mulheres, que enfrentam jornada dupla e que, muitas vezes, são as únicas responsáveis por cuidar dos filhos e sustentá-los.

— Que tempo sobra para acompanhar a criança na escola, ajudar na tarefa, levar o filho ao médico ou, simplesmente, sentar-se e conversar com ele? — questionou Zenaide.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) criticou o discurso dos que alegam que a mudança pode quebrar o país. Ela e Fabiano Contarato (PT-ES) citaram exemplos de outras conquistas dos trabalhadores que foram combatidas com esse mesmo discurso, como as férias anuais, o 13º salário e a licença-maternidade.

Ressalvas
Carlos Portinho (PL-RJ), líder de seu partido, declarou o voto favorável. Afirmou que, na vida do trabalhador, o impacto será positivo, mas que não há trabalhador sem empregador e que é preciso olhar “os dois lados da mesa”.

— Para que todos esses direitos valham, é preciso que tenha emprego. É preciso que o país produza, que gere riqueza, que distribua a riqueza entre a sociedade — disse o líder, apontando o risco de precarização do trabalho.

Apesar de declarar o voto favorável à PEC, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) defendeu mudanças futuras, que, na sua visão, podem proteger o emprego. Uma delas, presente em emenda apresentada por ele na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), é a jornada flexível, em que o trabalhador é pago por hora, com remuneração proporcional.

— A jornada flexível tem salário por hora, por escolha do trabalhador, com acordo por escrito. Nessa modalidade, ele pode montar o próprio horário, com férias, 13º, FGTS e previdência garantidos, e com a hora nunca abaixo do salário mínimo ou do piso da categoria — explicou.

O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) afirmou que votaria a favor do texto, mas argumentou que é preciso aumentar a produtividade, com qualificação, e dar ao trabalhador a escolha de trabalhar quantos dias quiser.

— Eu acredito que a pessoa tem que trabalhar o quanto ela acha que tem que trabalhar. Trabalhar um dia, dois dias ou trabalhar sete dias, porque o filho acabou de nascer e preciso fazer mais dinheiro — defendeu.

Na mesma linha, Magno Malta (PL-ES) afirmou que o trabalhador pode querer usar seu tempo de descanso para trabalhar. Os senadores Alan Rick (Republicanos-AC), Nelsinho Trad (PSD-MS) e Jayme Campos (União-MT) declararam voto favorável à PEC, mas defenderam uma “transição responsável” para as novas regras.

— Vamos planejar a transição como está na PEC, de maneira responsável, com diálogo, com previsibilidade. A nossa preocupação é com qualidade de vida e com condições para o nosso setor produtivo assumir, absorver essa nova jornada de trabalho — disse Jayme Campos.

A senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) defendeu contrapartidas do governo aos empregadores, que terão que se adaptar à mudança.

Os possíveis impactos sobre os municípios foram lembrados por Nelsinho, que teme o aumento de despesas para as prefeituras.

Emenda
Também declarando-se favorável à aprovação da PEC, o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) apresentou uma emenda, subscrita por mais 27 senadores, segundo ele para deixar claro que a proposta não terá impacto na redução de jornadas que já estejam abaixo das 40 horas semanais e que, se for o caso, haverá redistribuição de acordo com a regra dos cinco dias semanais.

A emenda foi apresentada como sendo de redação, o que não exigiria a volta do texto à Câmara caso fosse aprovada, mas o relator considerou que a mudança impactaria o mérito da proposta e, por esse motivo, recomendou a rejeição. Oriovisto retirou o destaque para votação da emenda.

O relator disse concordar que alguns pontos da proposta, como cargas horárias de setores específicos, precisarão ser regulamentados com a maior rapidez possível pelo Congresso.

Futuro
A líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que, mesmo após a votação, será preciso manter a vigilância e o acompanhamento, porque segundo ela já há outras propostas em tramitação com regras menos benéficas para o trabalhador.

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que o discurso da oposição tem “duas caras”. Tanto ele quanto Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) lembraram que apesar do voto favorável, alguns parlamentares já se articulam para reverter as mudanças.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), citou uma dessas propostas, a PEC 12/2026, apresentada pelo líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN). A proposta prevê a possibilidade de um regime flexível, no qual o empregado receberia de acordo com as horas trabalhadas.

— É o inverso do fim da 6x1. Eles querem é isso, é o prevalecer do negociado sobre legislado, como se houvesse igualdade de armas entre patrão e empregado — disse Randolfe, que desafiou os oposicionistas a retirarem assinaturas para que a PEC 12/2026 seja arquivada.

Tanto Randolfe quanto Renan Filho (MDB-AL) criticaram a ausência de alguns senadores oposicionistas em Plenário.

Além do autor, deputado Reginaldo Lopes, também estava presente na sessão a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora de outra proposta com a mesma finalidade.



Por: Agência Senado

POLICIAL

GALERIAS DE FOTOS

ENTRETENIMENTO

 
Copyright © 2013 PORTAL CONTINENTAL
Design by | T