Terça-feira, 15 de setembro-(09) de 2026
Matéria da Secom/PB
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Foto: Divulgação/Fiocruz |
A Prefeitura de João Pessoa instalou, nesta segunda-feira
(14), a primeira Estação Disseminadora de Larvicidas (EDL) da Capital, no
bairro Jardim Veneza.
A tecnologia, implantada pela Secretaria Municipal de
Saúde (SMS), por meio da Gerência de Vigilância Ambiental (GVAM), utiliza o
próprio comportamento da fêmea do Aedes aegypti para levar o
larvicida a possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e
chikungunya.
A instalação marca o início de uma nova etapa no trabalho
de controle do Aedes aegypti em João Pessoa, com a implantação
das EDLs fornecidas pelo Ministério da Saúde.
A estratégia começou pelo Distrito Sanitário I e será
ampliada gradualmente para outros pontos estratégicos de toda a Capital,
conforme o mapeamento e o acompanhamento realizados pela Vigilância Ambiental.
A iniciativa integra um conjunto de ações de
monitoramento do mosquito que já conta com 625 ovitrampas distribuídas pelo
município, utilizadas para acompanhar a presença do Aedes aegypti e
a postura de ovos em diferentes áreas da cidade.
Segundo a gerente de Vigilância Ambiental de João Pessoa,
Juliana Trigo, a nova tecnologia amplia as ferramentas utilizadas no
monitoramento e controle do Aedes aegypti e dá continuidade ao
trabalho que já vem sendo desenvolvido na cidade.
“João Pessoa vem avançando no trabalho de monitoramento
do Aedes aegypti, especialmente com a ampliação das ovitrampas.
Agora, o Ministério da Saúde está fornecendo mais de 800 Estações
Disseminadoras de Larvicidas para o município, e nós iniciamos hoje a
implantação. Vamos seguir instalando as EDLs em vários pontos estratégicos da
Capital. Com o mosquito a gente vai conviver sempre, então precisamos estar
sempre fazendo a prevenção e utilizando as ferramentas que o Ministério da
Saúde disponibiliza. Estamos tendo essa oportunidade e vamos ampliar esse
trabalho em toda João Pessoa”, afirma Juliana Trigo.
A primeira estação foi instalada na Rua José Lourenço
Pereira, em um ferro-velho industrial, classificado pela Vigilância Ambiental
como ponto estratégico. O local foi escolhido após um estudo da área, levando
em consideração o grande volume de recipientes e materiais que podem acumular
água e criar condições favoráveis para a reprodução do mosquito.
“As EDLs serão instaladas em pontos estratégicos de João
Pessoa, como cemitérios, rodoviárias, sucatas e ferros-velhos, onde existe
maior acúmulo de recipientes e materiais que podem armazenar água. Esse
trabalho vai ajudar tanto os agentes de combate às endemias quanto os
responsáveis por esses imóveis, para evitar o acúmulo de água e reduzir o risco
de proliferação do mosquito”, explica Juliana Trigo.
Como funciona a tecnologia – A EDL utiliza a água
para atrair a fêmea do Aedes aegypti. Ao entrar na estação, o
mosquito entra em contato com uma tela impregnada com larvicida, que adere às
patas e ao corpo. Quando a fêmea sai em busca de outros recipientes com água
para colocar os ovos, pode levar o produto para esses locais, contribuindo para
atingir possíveis criadouros e impedir o desenvolvimento de larvas e pupas.
Para manter o funcionamento da estação, os agentes de
combate às endemias realizam visitas a cada 15 dias para verificar as condições
do equipamento e repor a água. A tela impregnada com larvicida é substituída a
cada 30 dias.
“Cada armadilha tem uma localização geográfica, então
conseguimos monitorá-la tanto daqui, pela Gerência de Vigilância Ambiental,
quanto no próprio local onde está instalada. A cada 30 dias, é possível
verificar as condições da estação, como o nível da água. Se, por acaso, alguém
retirar ou alterar a estrutura, essa situação também será registrada. Todos
esses dados são atualizados e encaminhados para a Secretaria de Saúde do Estado
e para o Ministério da Saúde”, explica Paulo Pê, agente de combate às endemias.
Parceria da população – Segundo Juliana Trigo, um
dos principais desafios do trabalho de prevenção e controle do mosquito é
contar com a colaboração da população e dos responsáveis pelos imóveis para
permitir o acesso das equipes da vigilância ambiental.
A abertura das portas e a parceria dos proprietários são
fundamentais para que os agentes possam realizar as vistorias, acompanhar as
estações e identificar possíveis pontos de proliferação do mosquito.
“A ciência vem avançando nos estudos e trazendo novas
ferramentas para o controle do mosquito e a gestão municipal, junto com os
nossos ACEs, está fazendo a sua parte. Mas o mais importante é contar com a
participação da sociedade. Precisamos que a comunidade abra as portas, facilite
o acesso das equipes para as vistorias e também faça a sua parte, observando os
próprios imóveis e evitando qualquer recipiente que possa acumular água. A
prevenção é um trabalho conjunto, e a participação de todos é fundamental”,
ressalta a gerente.
No ferro-velho do Irenaldo Silva dos Santos, onde a
primeira EDL foi instalada, ele destaca a satisfação em poder colaborar com o
trabalho das equipes da Vigilância Ambiental e contribuir, de alguma forma,
para a prevenção da dengue.
“Eu me sinto muito honrado em poder ajudar de alguma
forma no combate a essa doença tão terrível que é a dengue. Se abrir as portas
do meu ferro-velho e colaborar com o trabalho dos agentes pode ajudar a
prevenir a doença, para mim é uma satisfação. Estamos à disposição para
ajudar”, pontuou.
A expectativa da gestão municipal é que a implantação
gradual das mais de 800 EDLs em pontos estratégicos de toda a Capital amplie a
capacidade de prevenção e controle do Aedes aegypti e
contribua para a redução da circulação do mosquito e, consequentemente, dos
casos de dengue, zika e chikungunya.
Após instaladas, as estações serão monitoradas via
satélite pelas equipes da Vigilância Ambiental, permitindo o acompanhamento da
localização e das condições das estruturas. A iniciativa une tecnologia,
atuação dos agentes e participação da população para fortalecer as ações
permanentes de combate às arboviroses em João Pessoa.
Por: Secom/PB