Sexta-feira, 13 de março-(03) de 2026
O homem encontrado
morto com mãos amarradas no bairro do João Agripino era namorado dela e autor
do crime contra a mulher carbonizada.
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| Mulher encontrada carbonizada dentro de mala em João Pessoa foi morta por namorado, diz polícia - Foto: Polícia Civil. |
A
mulher encontrada morta dentro de uma mala e carbonizada, no bairro de Manaíra,
em João Pessoa, na terça-feira (10), foi assassinada pelo namorado, também
encontrado morto, no bairro João Agripino, na quinta-feira (12), de acordo com
informações da Polícia Civil. O caso é tratado como feminicídio.
Conforme as investigações, a mulher encontrada
carbonizada foi Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, de nacionalidade
francesa, enquanto o homem foi identificado como Altamiro Rocha dos Santos,
gaúcho. Veja a foto de ambos abaixo.
Ainda conforme a apuração, o homem morto
decapitado era namorado da mulher desde a pandemia, quando ambos se aproximaram
e ela começou a ajudar ele.
A Polícia Civil suspeita que a morte do namorado da
mulher aconteceu por integrantes de uma facção criminosa, que não teria gostado
do crime ter atraído a polícia para a região do bairro de Manaíra. Ninguém foi
preso por esse outro crime.
O homem que matou a mulher não é o mesmo
que ateou fogo no corpo dela. O suspeito que aparece em imagens de câmeras de
segurança é uma pessoa em situação de rua, que conforme a investigação, aceitou
fazer isso em troca de droga, após acordo com namorado da vítima. Ele não foi
encontrado até a última atualização desta reportagem.
A Polícia Civil também informou que o homem
utilizava substâncias como drogas e que a mulher francesa não aceitava isso. Um
episódio de discussão foi registrado por vizinhos há algumas semanas, mas
conforme as investigações as discussões não eram constantes.
O caso da morte da francesa é tratado como
elucidado pela Polícia Civil, mas um inquérito está em curso para apurar a
morte do homem.
Passo a
passo do caso
De acordo com a Polícia Civil,
a mulher saiu pela última vez do apartamento onde ela estava no sábado (7) e o
namorado dela chega a sair do local para pegar um galão de álcool. Veja abaixo.
• 07/03 (Sábado) - 17h35 - Vítima saiu do
apartamento;
• 07/03 (Sábado) - 18h30 - Vítima retorna
para o apartamento, e não sai mais;
• 09/03 (Segunda) - 22h00 - Namorado dela sai
com o galão para comprar álcool;
• 09/03 (Segunda) - 22h16min - Namorado
retorna com o galão com álcool;
• 10/03 (Terça) - 22h06min - Namorado sai do
apartamento com o corpo da vítima dentro de mala;
• 10/03 (Terça) - 22h36min - Namorado deixa o
corpo da vítima na calçada;
• 10/03 (Terça) - 23h04min - Namorado retorna
ao apartamento com o carrinho que levou a mala;
• 11/03 (Quarta) - 01h50min - Namorado
retorna ao local com o galão de álcool e encontra com um morador de rua;
• 11/03 (Quarta) - 01h55min - Homem em
situação de rua ateou fogo na vítima.
O delegado Thiago Cavalcanti diz que os
elementos da investigação apontam que na terça-feira (10) pela manhã a mulher
já estava morta.
Relembre
os casos
Uma câmera de segurança registrou o momento
em que um homem ateou fogo no corpo de uma mulher, em João Pessoa, na madrugada
desta quarta-feira (11). O caso ocorreu em frente a um prédio residencial na
Rua Francisco Brandão, no bairro de Manaíra.
Nas imagens gravadas por uma câmera de
segurança, é possível ver, ao fundo, quando o suspeito de atear fogo no corpo
da mulher sai caminhando. O homem que ateou fogo não é o mesmo que matou a
mulher e, este, ainda não foi identificado.
O médico legista Flávio Fabres do Instituto
de Polícia Científica (IPC), para onde o corpo da mulher foi encaminhado,
informou que a causa da morte foi golpes de faca na região do tórax.
Já na manhã da quinta-feira (12), o corpo
de um homem foi encontrado com as mãos e pés amarrados, no bairro do João
Agripino. Segundo a Polícia Civil, o corpo foi localizado por moradores no
início da manhã. Eles acionaram a Polícia Militar, que esteve no local para os
primeiros procedimentos. Ninguém na região reconheceu a vítima e nenhum parente
esteve no local.
"Ele apresentava uma lesão profunda no
pescoço, esgorjamento. Não apresentava outras lesões. Estava com as mãos e os
pés amarrados. Nenhum parente esteve no local", disse a delegada Maria das
Dores.
Conforme a corporação, os casos têm
ligação.
Por: Jornal da Paraíba