Sexta-feira, 27 de fevereiro-(02) de 2026
Matéria da Agência Brasil
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| Foto: Ascom/MS |
O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria
sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos.
Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em
Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal
(1).
Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram
registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da
Saúde.
O que é Mpox e quais são os sintomas?
Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato
pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de
pessoas infectadas.
O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas
ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas.
O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas
costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as
palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.
Como a Mpox é transmitida?
O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém
infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode
gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como
toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como
no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.
O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou
materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.
Em quanto tempo a doença se manifesta?
O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos
sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias,
mas pode chegar a 21 dias.
Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer
o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação.
O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes
doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas
da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária,
cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso,
reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou
vesicular.
“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento
imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como
toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período
de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.
Qual é o tratamento?
O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das
complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas
leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.
A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita
ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a
de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.
Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool
em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após
o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens
ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da
pele ou secreções respiratórias.
“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos
pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as
superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo,
curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.
Mpox pode matar?
Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas
semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e
mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão
pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela
infecção.
Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais
disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções
bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares.
As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana
grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além
de problemas oculares.
Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados
intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e
encurtar o tempo de recuperação.
Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas
pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta
de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.
São Paulo
Apesar dos números apresentados pelo governo federal, a Secretaria Estadual da
Saúde de São Paulo (SES-SP) afirma que o número de casos no estado é de 50.
A capital paulista é a cidade com maior número de casos: 31. Campinas,
Paulínia, Sumaré, Hortolândia, Sorocaba, Várzea Paulista, Araquaquara, Osasco,
Cotia, Jandira, Serrana, Arujá, Santos, Guarulhos e Pradópolis registram um
caso.
Em Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes, são dois em cada. No ano passado,
em janeiro foram registrados 79 casos e em fevereiro 47 casos, totalizando, 126
casos nos dois primeiros meses do ano.
Por: Agência Brasil