Sábado, 18 de Julho de 2015
Tereza Cristina
pediu proteção após saber que esposo era investigado.
Padrasto de Rebeca, que é militar, está voluntariamente em batalhão.
Após a divulgação de que o padrasto da adolescente
Rebeca Cristina, violentada e assassinada em 11 de julho de 2011, estava sendo
investigado pela Polícia Civil por suspeita de ter participação no caso, a mãe
da adolescente pediu proteção policial. Tereza Cristina, ligou para a polícia e
pediu que o marido fosse retirado de casa e que fosse garantida segurança para
ela. A mãe de Rebeca declarou que estava chocada com a notícia de que o
companheiro, com quem estava casada por oito anos está sendo investigado.
"A única coisa que eu sabia, era que tinha o
envolvimento de militares e que ele [padrasto] tinha feito o exame de DNA
e tinha dado negativo, mas em nenhum momento nem minha família, nem minha
pessoa desconfiou dele. Me pegou de surpresa a decisão do delegado e da promotora.
Eu só vim saber agora de tarde, que era o nome dele", disse Tereza
Cristina.
O padrasto da adolescente assassinada, que é militar,
não foi preso, mas pediu para ser levado para a sede do 1º Batalhão de Polícia
Militar, no Centro de João
Pessoa, onde permanece abrigado em um dos alojamentos do
batalhão. Segundo o coronel Lívio Delgado, comandante da Região Metropolitana
de João Pessoa, a mãe de Rebeca entrou em contato por telefone e disse
que iria entrar com uma medida protetiva na Delegacia da Mulher.
"Demos todas as condições para ele sair da
residência, poie ele pediu para vir para cá, visto que trabalha aqui e
temporariamente enquanto ele procura um lugar para onde ir, ele ficaria
recolhido aqui voluntariamente no 1º Batalhão em um alojamento, visto que o
prédio não dispõe de 'xadrez' para alojar presos", explicou o coronel
Lívio.
De acordo com o oficial da Polícia Militar, diante dos
últimos desdobramentos do caso, o comandante geral da PM determinou que fosse
aberta uma nova sindicância para apuração. A sindicância sera presidida pelo
coronel Lívio Delgado, que será auxiliado por outros dois oficiais. O delegado
do caso disse que a Polícia Civil investiga com muita responsabilidade todo
este caso, e que por isso, prefere por enquanto, não se pronunciar sobre os
últimos fatos.
Padrasto
suspeito
A promotora Artemise Leal, responsável pelo caso da morte da estudante Rebeca Cristina, há cerca de quatro anos em João Pessoa, informou nesta sexta-feira (17) que o padrasto da adolescente está sendo investigado pela Polícia Civil sob suspeita de ter participação no caso. De acordo com Artemise, apesar da polícia ter pedido um mandado de prisão preventiva para ele, os indícios do envolvimento do padrasto no caso não são suficientes. Ele foi ouvido na quinta-feira (16) pelo Ministério Público da Paraíba.
A promotora Artemise Leal, responsável pelo caso da morte da estudante Rebeca Cristina, há cerca de quatro anos em João Pessoa, informou nesta sexta-feira (17) que o padrasto da adolescente está sendo investigado pela Polícia Civil sob suspeita de ter participação no caso. De acordo com Artemise, apesar da polícia ter pedido um mandado de prisão preventiva para ele, os indícios do envolvimento do padrasto no caso não são suficientes. Ele foi ouvido na quinta-feira (16) pelo Ministério Público da Paraíba.
“Ele está sendo apontado pela polícia como mandante,
como o autor intelectual do crime. A gente tem o material genético da pessoa
que executou. A questão é que até agora o delegado não apresentou o elemento
que ligue a pessoa do autor intelectual ao executor. Quatro anos depois do
crime e até hoje não temos nenhuma pessoa que seja apontada como executora.
Fica complicado apontar que determinada pessoa é o mandante sem ter prova de
que esta pessoa está ligada a um executor, que ainda não sabemos quem é”, disse
Artemise.
Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de
Estado de Segurança e Defesa Social (Seds), o delegado responsável pelo caso,
Glauber Fontes, informou que não vai se pronunciar sobre as investigações, que,
segundo ele, correm em segredo de Justiça.
No início de julho, quando a Polícia Civil fez o pedido de
prisão preventiva do padrasto de Rebeca, o MP negou a prisão. Na época, a
identidade do suspeito alvo do pedido de prisão não foi revelada. "No
entender do Ministério Público, ainda faltam alguns elementos a ser
esclarecidos. Não que a versão que o delegado vem apresentando seja uma versão
que caia em descrédito totalmente, mas tudo tem que ser analisado dentro do
inquérito policial com responsabilidade”, explicou a promotora nesta
sexta-feira (17).
Segundo Artemise Leal, para acarretar na expedição
de um mandado de prisão, a denúncia à Justiça só pode ser feita quando houver
comprovação de uma ligação entre o autor intelectual e o executor do crime.
"Eu só posso fazer a denúncia caso a polícia apresente alguma prova que
ligue o mandante ao executor ou alguma prova mostrando uma ameaça dele à
vítima, por exemplo, senão a polícia estará elegendo uma pessoa”, comentou.
O MPPB havia solicitado no dia 11 de julho à Polícia
Civil que fizesse novas diligências investigatórias no inquérito que apura as
circustâncias do homicídio da estudante.
Artemise explica que as diligências são para que a Polícia Civil apresente os elementos que possam fazer a ligação do suspeito de ser o mandante ao executor.
Rebeca Cristina, de 15 anos, foi violentada e assassinada em 11 de julho de 2011, no trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com diversos tiros em um matagal na Praia de Jacarapé, Litoral Sul da Paraíba, na tarde do mesmo dia do crime.
Artemise explica que as diligências são para que a Polícia Civil apresente os elementos que possam fazer a ligação do suspeito de ser o mandante ao executor.
Rebeca Cristina, de 15 anos, foi violentada e assassinada em 11 de julho de 2011, no trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com diversos tiros em um matagal na Praia de Jacarapé, Litoral Sul da Paraíba, na tarde do mesmo dia do crime.
Federalização
No dia 3, o Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba (CEDH-PB) protocolou no Ministério Público Federal (MPF), um pedido de federalização do ‘Caso Rebeca’ e de outros três casos de mortes violentas, ocorridos entre 2011 e 2013 na Paraíba. Neste caso em particular, o órgão explicou que o pedido de federalização foi solicitado devido à forma como a investigação vem conduzida. O CEDH-PB explica que mesmo após já ter passado por oito delegados em quatro anos, o caso ainda permanece sem solução.
No dia 3, o Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba (CEDH-PB) protocolou no Ministério Público Federal (MPF), um pedido de federalização do ‘Caso Rebeca’ e de outros três casos de mortes violentas, ocorridos entre 2011 e 2013 na Paraíba. Neste caso em particular, o órgão explicou que o pedido de federalização foi solicitado devido à forma como a investigação vem conduzida. O CEDH-PB explica que mesmo após já ter passado por oito delegados em quatro anos, o caso ainda permanece sem solução.
Do G1 PB

