Quinta-feira, 20 de Agosto de 2015
Preso na Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Renato
Duque combinava de “tomar um drinque” ou “fumar um charuto” quando queria se
encontrar com o operador Milton Pascowitch, a fim de receber propinas de
contratos da estatal.
A informação foi
dada pelo próprio Pascowitch, que fez um acordo de delação premiada com o
Ministério Público Federal em junho. Ele está em prisão domiciliar.
Segundo o
operador, Duque tinha uma espécie de “conta corrente” com a Jamp Engenheiros,
empresa do Pascowitch usada como intermediária para a transferência de propinas
da Petrobras a agentes públicos.
A informação foi
divulgada em reportagem do “O Globo” desta quarta-feira (19).
“Geralmente,
Duque ligava para o declarante [Pascowitch] e marcavam algum encontro para
‘fumar um charuto’, ‘tomar um drinque’ ou mesmo uma visita no escritório”,
informa o termo de declarações, divulgado pela Justiça nesta terça-feira (18).
O ex-diretor
recebia pagamentos mensais de R$ 280 mil de Pascowitch, referentes a contratos
com duas prestadoras de serviço da Petrobras -Hope Recursos Humanos e Personal
Service.
Os pagamentos,
segundo Pascowitch, eram feitos em sua casa ou na sede da D3TM (empresa de
consultoria de Duque aberta após sua saída da Petrobras).
A Hope e a Personal
negam participação no esquema. Duque, que sempre refutou as acusações,
atualmente negocia um acordo de delação premiada.
PBHOJE

