Sexta-feira, 25 de Março de 2016.
Sexta-feira Santa ou Sexta-Feira
da Paixão é uma
data religiosa cristã que relembra a crucificação de Jesus Cristo e sua
morte no Calvário. O feriado é observado sempre na sexta-feira que
antecede o Domingo de Páscoa,
o sexto dia da Semana Santa no cristianismo ocidental e o sétimo no cristianismo oriental (que conta também o Sábado de
Lázaro, anterior ao Domingo de Ramos). É o primeiro dia (que começa na
noite da celebração da Missa da Ceia do Senhor) do Tríduo Pascal e pode coincidir com a data da Páscoa judaica[1] [2] [3].
Este
dia é considerado um feriado nacional em muitos países pelo mundo todo e em
grande parte do ocidente, especialmente as nações de maioria católica.
Narrativa
bíblica
De acordo com os relatos
nos evangelhos, os guardas do templo, guiados pelo apóstolo Judas Iscariotes, prenderam Jesus no Getsêmani. Depois
de beijar Jesus, o sinal
combinado com os guardas para demonstrar que era o líder do grupo, Judas
recebeu trinta moedas de prata (Mateus 26:14-16) como
recompensa. Depois da prisão, Jesus foi levado à casa de Anás, o sogro do sumo-sacerdote dos judeus, Caifás. Sem revelar nada durante seu interrogatório,
Jesus foi enviado para Caifás, que tinha consigo o Sinédrio reunido (João 18:1-24).
Muitas testemunhas apareceram
para acusar Jesus, mas seus relatos conflitavam entre si e Jesus manteve-se em
silêncio. Finalmente, o sumo-sacerdote desafiou Jesus dizendo: «Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas
se tu és o Cristo, o Filho de Deus.» (Mateus
26:63) A resposta de Jesus foi: «Tu o disseste; contudo vos declaro que
vereis mais tarde o Filho do homem sentado à direita do Todo-poderoso e vindo
sobre as nuvens do céu.» (Mateus
26:64) Por conta disto, Caifás condenou Jesus por blasfêmia e o Sinédrio
concordou em sentenciá-lo à morte (Mateus
26:57-66). Pedro, que esperava no pátio, negou Jesus por três vezes enquanto o interrogatório se
desenrolava, exatamente como Jesus havia previsto.
Na
manhã seguinte, uma multidão seguiu com Jesus preso até o governador romano Pôncio Pilatos e o acusaram de subversão contra o Império Romano, de se opor aos impostos pagos ao césar e de autodenominar "rei" (Lucas
23:1-2). Pilatos autorizou os líderes judeus a julgarem Jesus de
acordo com seus próprios costumes e passar-lhe a sentença, mas foi lembrado
pelos líderes judeus que os romanos não lhes permitiam executar sentenças de
morte (João
18:31).
Pilatos
interrogou Jesus e afirmou para a multidão que não via fundamentos para uma
pena de morte. Quando ele soube que Jesus era da Galileia, Pilatos delegou o caso para o tetrarca da região, Herodes Antipas, que, como Jesus, estava em Jerusalém para a
celebração da Páscoa judaica. Herodes também interrogou Jesus, mas
não conseguiu nenhuma resposta e enviou-o de volta a Pilatos, que disse para a
multidão que nem ele e nem Herodes viam motivo para condenar Jesus. Ele então
se decidiu por chicoteá-lo e soltá-lo, mas os sacerdotes incitaram a multidão a
pedir que Barrabás, que havia sido preso por assassinato
durante uma revolta, fosse solto no lugar dele. Quando Pilatos perguntou então
o que deveria fazer com Jesus, a resposta foi: «Crucifica-o!» (Marcos
15:6-14). A esposa de Pôncio Pilatos havia sonhado com Jesus naquele mesmo dia e
alertou Pilatos para que ele não se envolvesse «na questão deste justo» (Mateus
27:19) e, perplexo, o governador ordenou que ele fosse chicoteado e humilhado. Os
sumo-sacerdotes informaram então Pilatos de uma nova acusação e exigiram que
ele fosse condenado à morte por "alegar
ser o Filho de Deus". Esta possibilidade atemorizou Pilatos,
que voltou a interrogar Jesus para descobrir de onde ele havia vindo (João
19:1-9).
Voltando
à multidão novamente, Pilatos declarou que Jesus era inocente e lavou suas mãos
para mostrar que não queria ter parte alguma em sua condenação, mas mesmo assim
entregou Jesus para que fosse crucificado para evitar uma rebelião (Mateus
27:24-26). Jesus carregou sua cruz até o local de sua execução (com a ajuda de Simão Cireneu), um lugar chamado "da
Caveira" (Gólgota em hebraico e Calvário em latim).
Lá foi crucificado entre dois ladrões (João
19:17-22).
Jesus
agonizou na cruz por aproximadamente seis horas. Durante as últimas três, do
meio-dia às três da tarde, uma escuridão cobriu "toda a terra" (Mateus
27:45, Marcos
15:13 e Lucas
23:44).
Quando
Jesus morreu, houve um terremoto, túmulos se abriram e a cortina do Templo rasgou-se
cima até embaixo. José de Arimateia,
um membro do Sinédrio e seguidor de Jesus em segredo, foi até Pilatos e pediu o
corpo de Jesus para que fosse sepultado (Lucas
23:50-52). Outro seguidor de Jesus em segredo e também membro do
Sinédrio,Nicodemos, foi com José de Arimateia para ajudar a retirar o corpo da cruz (João
19:39-40). Porém, Pilatos pediu que o centurião que
estava de guarda confirmasse que Jesus estava morto (Marcos
15:44) e um soldado furou o flanco de Jesus com uma lança, o que
provocou um fluxo de sangue e água do ferimento (João
19:34).
José de
Arimateia então levou o corpo de Jesus, envolveu-o numa mortalha de linho e o
colocou em um túmulo novo que havia sido escavado num rochedo (Mateus
27:59-60) que ficava num jardim perto do local da crucificação.
Nicodemos trouxe mirra e aloé e ungiu
o corpo de Jesus, como era o costume dos judeus (João
19:39-40). Para selar o túmulo, uma grande rocha foi rolada em
frente à entrada (Mateus
27:60) e todos voltaram para casa para iniciar o repouso obrigatório
do sabá, que começou ao pôr-do-sol (Lucas
23:54-56).
Cristianismo
oriental
A Igreja Ortodoxa e as Igrejas Católicas Orientais de rito bizantino chamam este dia de "Grande e Sagrada
Sexta-feira" ou "Grande Sexta-feira".
Como o
sacrifício de Jesus na cruz é relembrado neste dia, a Divina Liturgia (o sacrifício do pão e do vinho) jamais é
celebrada na Grande Sexta-feira, exceto quando a data cai no mesmo dia da grande
festa da Anunciação, celebrada na data fixa de 25 de março
(para as igrejas que utilizam o calendário juliano,
a data atualmente cai no dia 7 de abril do calendário gregoriano).
Também neste dia, o clero deixa de vestir o roxo ou o vermelho, cores da Grande
Quaresma e passa
a usar o negro. Não se "limpa o altar" na Grande e Sagrada
Quinta-feira como no
ocidente; ao invés disso, todos as cortinas
e tapeçarias da
igreja são trocadas para panos negros e assim ficarão até a Divina Liturgia do Grande
Sábado.
Os
fieis revisitam os eventos do dia com leituras públicas de salmos específicos,
dos evangelhos e do
canto de hinos sobre a morte de Cristo. Neste dia é observado um jejum bastante estrito e se espera que todos os
cristãos bizantinos adultos abdiquem de toda comida e bebida durante todo o
dia, desde que não prejudiquem suas condições de saúde. Àqueles que, por idade
ou enfermidade, for necessário comer, pão e água podem ser consumidos depois do
pôr-do-sol[4] .
Leituras e
liturgia
A
observância da Grande e Sagrada Sexta-feira começa na noite da quinta-feira com
doze leituras dos quatro evangelhos e que recontam os eventos da Paixão de Cristo,
da Última Ceia até a crucificação e sepultamento de Jesus. Algumas igrejas utilizam um candelabro com
doze velas e as vão apagando, uma por vez, após cada uma das leituras.
A
primeira destas leituras é João
13:31 até João 18:1,
a mais longa leitura do evangelho em toda a liturgia ortodoxa dentro do ano litúrgico.
Imediatamente antes da sexta leitura, que reconta os eventos de Jesus sendo
pregado na cruz, uma grande cruz é carregada para fora do presbitério pelo
padre, acompanhado por incenso e
velas, e colocada no centro da nave (onde estão os fieis); afixado nela está um ícone do
corpo de cristo. Cânticos específicos são entoados durante este ritual.
Durante
o serviço, todos os presentes beijam os pés de Cristo na cruz. Em seguida, um
comovente hino chamado "O Sábio Ladrão" é entoado por cantores que
ficam aos pés da cruz.
No dia seguinte, na manhã de
sexta, todos se juntam novamente para as "Horas Reais", uma
celebração expandida das Pequenas
Horas (incluindo
a primeira, terceira, sexta, nona e a típica) pela adição de leituras do Antigo Testamento, Epístolas e do
Evangelho e hinos sobre a crucificação em cada uma das horas.
À
tarde, por volta das três horas, todos se juntam para celebrar a Deposição da Cruz.
A leitura é uma concatenação baseada nos quatro evangelhos. Durante o serviço,
o corpo de cristo é removido da cruz e levado para o altar. Perto do fim do
serviço, um epitaphios (um pano bordado com a imagem de Cristo
preparado para ser sepultado) é levado em procissão até uma mesa baixa na nave,
símbolo do túmulo de
Cristo, geralmente decorado com muitas flores. O epitaphios representa o corpo de Cristo já envolvo na
mortalha e tem aproximadamente o tamanho de um ícone escala real do corpo de
Cristo. Alguns padres nesta hora fazem uma homilia e todos
se aproximam para a veneração.
Ao cair
da noite de sexta-feira, começa o período conhecido como matinas do Grande e Sagrado Sábado,
e realiza-se um serviço único conhecido como "Lamentação no Túmulo" (Epitáphios
Thrēnos) ou "Matinas de Jerusalém" em volta do epitaphios no centro da nave da igreja. Sua
característica principal é canto das "lamentações" ou
"glórias" (Enkōmia),
que consiste em versos cantados pelo clero intercalados aos versos do Salmo 119 (que é, de longe, o mais longo salmo da Bíblia). As Enkōmia são os mais apreciados hinos bizantinos,
por sua poesia e música, que se encaixam perfeitamente entre si e refletem a
solenidade do dia. Não se conhece o nome do autor, mas o estilo sugere uma data
por volta do século VI, provavelmente na época de São Romano, o Melodista.
No
final da cerimônia, o epitaphios é levado em procissão para dar uma volta na
igreja e de volta para o túmulo. Algumas igrejas praticam o costume de segurar
o epitaphios na porta, pouco acima da linha da cintura,
para que os fieis passem curvados por baixo quando reentram na igreja, simbolizando
sua entrada na morte e ressurreição de Cristo. O epitaphios ficará no túmulo até o serviço de Páscoa no
domingo de manhã.
Na Igreja
Católica Romana
Dia de jejum
A
Igreja Católica trata a Sexta-feira Santa como dia de jejum,
o que, na Igreja Latina, é compreendido como sendo um
dia em se faz apenas uma refeição (menor do que uma refeição normal) e duas colações (um pequeno repasto que, contados
juntos, não perfazem uma refeição completa), todas sem carne. É por conta desta
tradição que em muitos restaurantes em países católicos servem peixe neste dia.
Nos países onde não é feriado, o serviço litúrgico das três da tarde é
geralmente atrasado algumas horas.
Serviços litúrgicos
O rito romano não
prevê a celebração de missas entre a Missa da
Ceia do Senhor na
noite da Quinta-feira Santa e a Vigília Pascal, exceto por autorização especial da Santa Sé ou do bispo local. O único sacramento celebrado neste período é o batismo para os
que estão à beira da morte, a confissão e a unção dos enfermos[5] .
Durante este período, velas e toalhas são retiradas do altar,
que fica completamente limpo[6] .
Costuma-se também esvaziar todas as fontes de água benta, já como preparação para a benção da água
durante a Vigília Pascal[7] .
Tradicionalmente, nenhum sino é tocado na Sexta-feira Santa e no Sábado de Aleluia.
A Celebração da Paixão do Senhor se realiza à tarde, idealmente às três da
tarde, mas, por razões pastorais (dar tempo aos fieis chegarem em países em que
não há feriado, por exemplo), é possível que seja mais tarde[8] . As
vestes utilizadas são vermelhas ou, mais tradicionalmente, negras[9] . Até
1970, eram sempre negras, exceto para o ritual da comunhão, quando se usava o
violeta[10] Antes
de 1955, só se usava o preto[11] . Se um
bispo ou abade estiver celebrando, ele deverá vestir uma mitra simples (mitra simplex)[12] .
Liturgia
A
liturgia da Sexta-feira Santa está dividida em três partes: a Liturgia da Palavra,
a Veneração
da Cruz e a Sagrada Comunhão.
*A "Liturgia da Palavra" é um ritual no qual o clero e
os ministros ajudantes param de cantar e entram num silêncio completo. Sem
nenhum ruído, prostram-se como sinal do"rebaixamento do 'homem terreno'[13] e
também o pesar e tristeza da Igreja"[14] .
Segue-se a oração da coleta e a leitura de Isaías
52:13-Isaías
53:12, Hebreus
4:14-16,Hebreus
5:7-9 e o relato da
Paixão no Evangelho de João,
tradicionalmente recitado por três diáconos[15] ou
pelo padre, um ou dois leitores e a congregação, que lê a parte da
"multidão". Esta parte do ritual termina com as orationes sollemnes, uma série de
oração pela Igreja, o papa,
o clero e os leigos da Igreja, os que estão se preparando para o batismo, a unidade dos cristãos, os judeus, os
que não acreditam em Cristo, os que não acreditam em Deus, os que prestam
serviço público e os que precisam de ajuda imediata[16] .
Depois de cada uma destas intenções, o diácono conclama os fieis a se
ajoelharem por um breve período de oração individual; o padre celebrante então
encerra com uma oração conjunta.
*A "Veneração da Cruz" apresenta um crucifixo, não necessariamente o que está
normalmente no altar ou perto dele em situações normais, que é solenemente
desembrulhado e mostrado para a congregação e venerado por ela, individualmente
se possível, geralmente através de um beijo, enquanto se cantam hinos, a Improperia("censuras")
e o Trisagion[17] .
*A "Sagrada Comunhão" é celebrada com base no rito do
final da missa, começando com o Pai Nosso, mas omitindo a "Partilha
do pão" e seu cântico, o "Agnus Dei". A Eucaristia, consagrada na Missa
da Ceia do Senhor da
Quinta-feira Santa, é distribuída neste momento[18] .
Antes da reforma do papa Pio XII, apenas o sacerdote recebia a
comunhão, um rito chamado de "Missa
do Pré-santificado", que incluía as orações normais do
ofertório, inclusive o vinho no cálice[11] .
O padre e a congregação se despedem em silêncio e a toalha do altar é retirada,
deixando o altar limpo, exceto pelo crucifixo e duas ou quatro velas[19] .
Estações da cruz
Além das prescrições
tradicionais do serviço litúrgico, as estações da cruz também são visitadas para orações, dentro
ou fora da igreja, e um serviço específico é às vezes realizado entre meio-dia
e três da tarde, conhecido como Três
Horas de Agonia. Em países como Malta, Itália, Filipinas, Porto Rico e Espanha, procissões com
estátuas representando variadas cenas da Paixão ocorrem neste período.
Em Roma, desde o papado de São João Paulo II,
o ponto alto à frente do Templo de Vênus e Roma,
em posição privilegiada à frente da entrada principal do Coliseu, tem sido utilizado como plataforma de
discursos para a multidão. O papa, pessoalmente ou através de representantes,
lidera os fieis numa jornada de meditações pelas estações da cruz acompanhando
uma cruz que é carregada até o Coliseu.
Comunhão Anglicana
O Livro de Oração Comum,
de 1662, não especifica um ritual específico a ser observado na Sexta-feira
Santa, mas os costumes locais geralmente incluem diversos serviços, incluindo
as "Sete Frases de Jesus
na Cruz" e um
serviço de três horas. Mais recentemente, as edições revisadas do Livro de
Oração Comum e da Liturgia Comum reintroduziram diversas observâncias
anteriores à Reforma, que
correspondem aos rituais da Igreja Católica Romana.
Outras
tradições protestantes
Muitas
comunidades protestantes celebram
serviços litúrgicos específicos na Sexta-feira Santa também. Morávios realizam
uma festa específica ("Festa do Amor") na sexta e comungam na quinta.
Os metodistas comemoram
a Sexta-feira Santa com um serviço de adoração, geralmente baseado nas sete frases de Jesus na
cruz[20] . Não é
raro também encontrar celebrações multi-denominacionais em algumas comunidades neste dia.
Alguns batistas dissidentes[21] , pentecostais e igrejas
não-denominacionais são
contrários à observância da Sexta-Feira Santa, considerando o feriado uma
tradição papista e, ao
invés disso, observam a crucificação na quarta-feira, de acordo com o que eles
dizem ser a data do sacrifício judaico do cordeiro
pascal (que os
cristãos acreditam ser uma referência no Antigo Testamento à Jesus Cristo). A crucificação
na Quarta-feira Santa permite
ainda que se acomode à tradição de que Jesus teria passado "três dias e
três noites" (Mateus
12:40) inteiros no túmulo,[22] enquanto
a crucificação na Sexta-Feira Santa concorda melhor com a tradição da ressurreição de Jesus "no terceiro dia" ((I
Coríntios 15:4, Mateus
20:19, Lucas
24:46).
Costumes
Em
muitos países com forte tradição cristã, como Austrália, Brasil, Canadá, as
ilhas do Caribe, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Finlândia, Portugal,
Alemanha, Malta, México, Nova Zelândia[23] [24] [25] ,
Peru, Filipinas, Cingapura, Espanha, Suécia, Reino Unido e Venezuela, a
Sexta-feira Santa é um feriado nacional. Nos Estados Unidos, em doze
estados é feriado.
Procissão do Senhor Morto
Em
muitas cidades históricas ou interioranas do Brasil e Portugal, como Paraty (RJ), Ouro Preto (MG), São João del Rei (MG),
Oliveira (MG), Pirenópolis (GO), Jaraguá (GO),Rio Tinto (Concelho de
Gondomar em Portugal) e São Mateus,
a "Celebração da Paixão e Morte do Senhor" é procedida da Procissão
do Enterro, também conhecida como "Procissão do Senhor
Morto", em que são cantados motetos em latim.
Cuba
Num
artigo online publicado na Agência de Notícias Católica por Alejandro Bermúdez em 31 de março
de 2012, o presidente de Cuba Raúl Castro, o Partido Comunista e seus secretários decretaram que a
Sexta-feira Santa naquele ano seria um feriado nacional. O ato era uma resposta
de Castro a um pedido feito pessoalmente a ele pelo papa Bento XVI durante sua visita
apostólica à ilha e à
cidade de Leão, no México, naquele mês. Esta concessão seguiu o
padrão de pequenas concessões de Cuba em relação ao Vaticano e
espelha uma outra feita por Fidel Castro à
pedido de São João Paulo II quando declarou que o Natal voltaria a ser feriado em Cuba[26] .
As duas datas são hoje feriados nacionais em Cuba.
Fonte: Wikipédia
Fonte: Wikipédia

