Terça-feira, 12 de Abril de 2016.
Novo Artigo do pastor Antônio Pereira Júnior
Pastor Antônio Pereira Júnior
Chicungunha,
Zica, Dengue, H1n1, o que mais falta aparecer? Cada vez mais encontro pessoas
preocupadas com as epidemias que assolam nossa nação. E com razão. Afinal, quem
quer ser alvo dessas calamidades? Antes gripe era gripe e nada mais. Hoje em
dia não se sabe ao certo, pois os sintomas se confundem e nos confundem. Se as
doenças fossem só essas já estaria de bom tamanho.
Guimarães
Rosa no seu famoso livro “Grande Sertão: Veredas”, disse: “Viver é muito
perigoso... Porque aprender a viver é que é o viver mesmo”. Viver sempre foi
perigoso. Aprendemos, ou pelo menos deveríamos, a cada nova adversidade. Sabe
quantas pessoas morrem por dia? Os dados não são precisos mas estima-se que
morrem 100 pessoas por minuto. Em toda a história sempre houve momentos de
calamidades, pestes e doenças que assombraram os seres humanos.
A
música “O pulso”, dos Titãs, ilustra o quanto estamos à mercê das doenças,
tanto as da alma quanto as do corpo. A letra diz assim: “Peste bubônica,
câncer, pneumonia, raiva, rubéola, tuberculose e anemia. Rancor, cisticercose,
caxumba, difteria. Encefalite, faringite, gripe e leucemia... E o pulso ainda
pulsa”.
E
continua: “Hepatite, escarlatina, estupidez, paralisia, toxoplasmose, sarampo,
esquizofrenia. Úlcera, trombose, coqueluche, hipocondria, sífilis, ciúmes,
asma, cleptomania... Reumatismo, raquitismo, cistite, disritmia, hérnia,
pediculose, tétano, hipocrisia. Brucelose, febre tifoide, arteriosclerose,
miopia. Catapora, culpa, cárie, cãibra, lepra, afasia...O pulso ainda pulsa”.
Ufa!
Quanta doença. Achou muitas? Saiba que existem milhares de doenças catalogadas
pela medicina. Com tantas doenças, incrível mesmo é sentir-se com saúde. A vida
é linda e frágil como uma bolha de sabão. Apesar de ser bela, ela é mesmo tão
fugaz. Um mosquito derruba um homem. E um vírus pode matá-lo. Isso mostra nossa fragilidade. Não somos tão
autossuficientes e soberanos como imaginamos. Na hora do sofrimento não dá pra
ficar pensando nos diplomas que amealhamos na vida. Nesse instante, nos
sentimos o que de fato somos: mortais.
Na
Igreja de São Francisco, em Portugal, existe uma capela toda construída de
ossos humanos. Nela, há um aviso à entrada que diz: "Nós ossos que aqui
estamos pelos vossos esperamos". Isso acaba com todo orgulho humano.
Caetana, como Ariano costumava chamar a morte, um dia nos encontrará. É um
fato. Indesejável, é claro, mas não deixa de ser fato.
Você
está bem de saúde? Já agradeceu a Deus por encontrar-se assim? Ou você só se
lembra dEle quando está precisando de ajuda? Faça como o apóstolo Paulo:
“...sede agradecidos” (Colossenses 3.15). Enquanto Caetana não vem, o que
fazer? Duas coisas básicas: confiar em Deus e se precaver. Em Neemias 4.8-9 diz
o seguinte: “E ligaram-se entre si todos, para virem guerrear contra Jerusalém,
e para os desviarem do seu intento. Porém, nós oramos ao nosso Deus e pusemos
uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles”.
Entende
o princípio? Orar e fazer a nossa parte. Confiar e fazer o que se pode fazer.
Neemias reconhece que os inimigos poderiam vir a qualquer momento e que era
preciso orar entregando tudo a Deus, mas também colocar guardas de dia e de
noite para vigiar. Confiar que Deus é quem nos livra do mal e ao mesmo tempo
tomar as medidas cabíveis. Saber que Deus nos protege e ao mesmo tempo tomar as
vacinas necessárias. No final, poder pedir como o salmista: “ensina-nos, pois,
a contar nossos dias, a fim de que possamos alcançar um coração verdadeiramente
sábio!” (Salmo 90.4)
Pr. Antônio Pereira Jr.
Pr. Antônio Pereira Jr.
(1ª Igreja Congregacional em Guarabira – PB).
E-mail: oapologista@yahoo.com.br

