Terça-feira, 19 de Abril de 2016.
Edição internacional do jornal espanhol El País ridicularizou a sessão
de votação da Câmara que aprovou a admissibilidade do processo de impeachment
da presidente Dilma Rousseff, nesse domingo, 17.
O El País mostrou que a grande maioria dos 513 deputados que votaram a
favor do impeachment não se referiu ao que efetivamente estava sendo discutido,
a acusação de crime de responsabilidade pelas chamadas “pedaladas fiscais”.
“‘para minha esposa Paula’, ‘pela minha filha nascer e minha sobrinha
Helena’, ‘meu neto Gabriel’, ‘a tia que cuidou de mim pequena’,
‘pela minha família e meu estado’, ‘Deus’, ‘pelos militares [golpe] 64′,
‘pelos evangélicos’, ‘pelo aniversário da minha cidade’, ‘pela defesa do
petróleo’, ‘agricultor’, ‘pelo café’ e até mesmo “por vendedores de seguros no
Brasil”.
“A defesa da família, da propriedade, de Deus e da ordem nas mãos dos
militares mostrou a verdadeira imagem do mais conservador Congresso desde 1985
e sugeriu, aliás, que nenhum relatório foi lido com a base jurídica que poderia
justificar o crime de responsabilidade, necessária para cair Rousseff ou, pelo
menos, ninguém se esforçado para provar isso”, diz a reportagem do El País.
Brasil 247

