Sexta-feira, 15 de abril de 2016.
Nesta sexta-feira, 15, o deputado
estadual Anísio Maia (PT), comentou os momentos finais da tentativa de
impeachment da presidenta Dilma Rousseff, por parte da oposição. “Para que
todos entendam: a presidenta Dilma não está sendo acusada por corrupção. Ela
não tem nada a ver com a operação Lava Jato. Não praticou nenhum ato ilícito na
sua vida pública ou privada. Como é possível que um monte de comprovados
corruptos esteja tentando tirá-la do governo? É um golpe”.
“A bancada
nordestina dará um tiro no pé se ficar ao lado do golpe. Na região, 54% da
população é contra o impeachment, porque sabe que é uma tentativa de golpe
contra um governo que melhorou e muito a vida de nosso povo. Os deputados
nordestinos que votarem com o golpe ou estão com algum interesse particular ou
com saudades do tempo em que nossa povo comia palma em tempo de seca para não
morrer de fome” afirmou Anísio Maia.
Dos 38
parlamentares que votaram pelo impeachment na Comissão Especial, 35 são
investigados e 16 deles já respondem no STF por um cardápio diversificado de
contravenções: crimes eleitorais, improbidade, lavagem de dinheiro, corrupção
passiva, formação de quadrilha, peculato, apropriação indébita, entre outros.
“O relator do parecer, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) responde ao inquérito
3609 por recebimento de propina, isso é um deboche com o povo brasileiro”,
disse o petista.
“Por que
será que o agora discreto juiz Sérgio Moro já afirmou que pretende terminar até
dezembro a operação Lava Jato? Não existe nenhum combate à corrupção, era tudo
política. Se houvesse algum interesse em combater a corrupção, Eduardo Cunha,
réu no STF, não estaria conduzindo este processo. Se o impeachment passar,
todas as investigações serão encerradas, a operação Lava Jato acaba e todos os
nomes da lista da Odebrecht ficarão impunes. O impeachment é o bote salva vida
dos corruptos” disse.
Decisão do STF.
Ao
comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o andamento do processo de
impeachment o deputado Anísio Maia ponderou de que não há nada a ser comemorado
por Eduardo Cunha. “O governo precisou entrar com a liminar porque era
importante estabelecer o que afinal estaria em julgamento. O STF entendeu que
só poderão ser julgadas as pedaladas fiscais, já cometidas por ex-presidentes e
atuais governadores e prefeitos, inclusive do PSDB. Também ficou conferido
maior poder ao Senado, que decidirá se abre ou não o processo”, concluiu.
Assessoria

