Domingo, 24 de Abril de 2016.
A Assembleia Legislativa da Paraíba realizará
na próxima quarta-feira, 27, audiência pública para debater sobre o elevado
número de casos de sífilis no Estado da Paraíba. A propositura é do presidente
da Comissão de Saúde da Casa, deputado Ricardo Barbosa (PSB).
Na Paraíba, os casos de sífilis em bebês são alarmantes.
Neste ano, já foram notificados 312 casos só nos três primeiros meses, mais do
que o total registrado no ano passado, que foi de 265.
Em João Pessoa, os casos totais aumentaram 350% em um ano,
passando de 66 em 2014 para 298 em 2015 no ano passado.
Segundo o deputado, a sífilis tem atingido bebês e grávidas
“e avança de forma, se não igual, um tanto mais devastadora do que a
microcefalia, por exemplo, mas vem ocorrendo longe dos holofotes. Uma
enfermidade que pode trazer complicações em bebês, tais como má-formação,
surdez e deficiência mental”.
O governo federal estima que em sete anos a quantidade de
casos notificados de sífilis congênita quase triplicou e terá esse ano, segundo
as expectativas de especiaistas, um avanço ainda mais preocupante.
No Brasil, a sífilis em gestantes e a congênita são de
notificação compulsória em todo território nacional. “Só para que se
estabeleça, historicamente, um parâmetro, de acordo com o Sistema Nacional de
Agravos de Notificação, de 2005 a junho de 2014, foram notificados 100.790
casos em mulheres gestantes. Com relação à congênita, de 1998 a junho de 2014,
haviam sido notificados 104.853 casos em menores de um ano”, informou.
Neste ano, já são mais de treze mil casos de crianças com
sífilis e, pelo menos, quarenta e seis mil mulheres contaminadas.
Falta de medicamentos
O principal tratamento da sífilis é feito com penicilina benzatina, para as gestantes, e penicilina cristalina, para os bebês. Faz mais de quatro meses que não há distribuição regular de benzetacil nos estados da federação, chegando mesmo a faltar.
O principal tratamento da sífilis é feito com penicilina benzatina, para as gestantes, e penicilina cristalina, para os bebês. Faz mais de quatro meses que não há distribuição regular de benzetacil nos estados da federação, chegando mesmo a faltar.
O medicamento Benzilpenicilina (benzetacil), desapareceu do
mercado em nível nacional. Um dos motivos apontados seria escassez de matéria-prima.
O problema vem acontecendo desde o ano passado. Um dos fatores que acarretam o
desabastecimento é, também, a falta de interesse dos laboratórios fabricantes
de comercializarem o medicamento.
O Ministério da Saúde afirma ter finalizado neste mês a
compra de 2,7 milhões de frascos-ampolas de penicilina bezantina para
abastecer, emergencialmente, os Estados brasileiros.
Redação com Ascom

