Sábado, 11 de junho de 2016.
Casos aconteciam no município de Montadas. Menores recebiam dinheiro
para permitir que os suspeitos fizessem sexo oral. Abusos estariam sendo
praticados dentro da igreja e na casa de um dos suspeitos.
Polícia Civil
Dois pastores foram presos, na tarde desta
sexta-feira (10), suspeitos de pedofilia e estupro contra adolescentes e
crianças que moram no município de Montadas, no Agreste paraibano, a 165 km de
João Pessoa. As vítimas possuem entre 11 e 16 anos e relataram ganhar entre R$
20 e R$ 40, além de bebidas, para se relacionar sexualmente com os suspeitos.
O crime
foi descoberto após denúncias dos pais das vítimas. De acordo com o delegado
seccional da Polícia Civil em Esperança, Malon Cassimiro, a primeira vítima dos
pastores teria sido um jovem de 16 anos, que relatou ter recebido dinheiro para
que um dos suspeitos fizesse sexo oral nele.
“Os casos
começaram a aparecer quando um rapaz de 16 anos contou aos pais que um dos
suspeitos ofereceu dinheiro para praticar sexo oral nele. A família desse rapaz
procurou os pastores para tirar o ocorrido a limpo. Com isso, os pastores
reuniram a família desse menor e outras quatro famílias e teriam pedido perdão
pelos abusos. Depois dessa reunião, as famílias ficaram indignadas e resolveram
levar o caso ao Conselho Tutelar”, contou o delegado.
Segundo o
delegado, o Conselho Tutelar encaminhou o caso à polícia, que conseguiu
depoimento dos menores e solicitou a prisão preventiva dos suspeitos.
“Os
menores nos contaram que os assédios eram constantes. Os crimes ocorriam nas
igrejas e também na casa de um dos pastores, que é casado, e se aproveitava da
ausência da esposa para chamar os menores e oferecer dinheiro para pratica de
masturbação e sexo oral. Com o depoimento das vítimas solicitamos a prisão
preventiva dos pastores e eles foram presos. Inicialmente eles disseram que só
falam sobre o caso em juízo, mas não negam nem confirmam os abusos”, relatou o
delegado.
Presos,
os suspeitos foram encaminhados para a Cadeia Pública na cidade de Esperança,
que fica perto de Montadas, onde aguardam decisão da Justiça.
Por Halan Azevedo
para o Portal Correio

