Sábado, 15 de abril de 2017
Entre os parlamentares que serão processados no Supremo Tribunal
Federal estão 16 nomes do PT, 14 do PMDB e 11 do PSDB
Ministro Edson Fachin
autorizou abertura de 76 inquéritos para investigar pessoas citadas nas
delações da Odebrecht
Com a
decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que
autorizou abertura de 76 inquéritos para investigar pessoas citadas nas
delações da Odebrecht, subiu para 195 o número de investigados na Corte a
partir da Operação Lava Jato.
Antes das decisões, 109 parlamentares,
ministros e outros envolvidos eram investigados no STF.
Entre os
parlamentares que serão processados no Supremo Tribunal Federal estão 16 nomes
do PT, 14 do PMDB e 11 do PSDB. Todos foram citados nos depoimentos de delação
premiada de ex-diretores da empreiteira, uma das maiores doadoras para
campanhas políticas no país.
Aécio e Jucá
Os presidentes do PSDB, senador
Aécio Neves (MG), e do PMDB, senador Romero Jucá (RR), são os que acumulam o
maior número de pedidos de investigações, cinco ao todo. Renan Calheiros
(PMDB-AL) foi citado em quatro inquéritos envolvendo a Odebrecht e passou a
responder a 12 investigações na Lava Jato.
Os inquéritos podem levar pelo
menos cinco anos e meio para chegar a uma conclusão. O tempo é estimado pela
Fundação Getúlio Vargas Direito Rio para que um processo criminal envolvendo autoridades
com foro privilegiado seja finalizado.
Com a abertura da investigação,
os processos devem seguir para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para a
Polícia Federal (PF) para que sejam cumpridas as primeiras diligências contra
os citados. Ao longo da investigação, pode ser solicitada a quebra dos sigilos
telefônico e fiscal, além do depoimento dos próprios acusados.
Edição: Kleber Sampaio
André Richter - Repórter da Agência Brasil

