Domingo, 10 de setembro-(09) de 2023
São 2.012
óbitos confirmados, e contagem de feridos aumentou para 2.059, incluindo 1.404
pessoas que estão em estado grave.
Forte terremoto reduz edifícios a escombros em Marrakech, no Marrocos (Foto: Cortesia Al Maghribi Al Youm)
O número de mortes confirmadas no terremoto que atingiu o Marrocos na
sexta-feira (8) chegou a 2.012 pessoas, informou a TV estatal marroquina na
noite deste sábado (9), citando um comunicado do Ministério do Interior.
A contagem dos feridos aumentou para 2.059, incluindo 1.404 pessoas que
estão em estado grave.
Com magnitude de 6,8, o terremoto que partiu das montanhas do Alto
Atlas, no Marrocos, na noite de sexta, foi o mais forte já registrado para a
região em pelo menos 120 anos, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
A magnitude de 6,8
é classificado como forte na escala Richter, de acordo com o órgão.
Embora possíveis, terremotos deste tamanho na
região são incomuns, segundo o serviço norte-americano. Desde 1900, foram nove
abalos com magnitude superior a 5, mas nenhum deles chegou a alcançar os 6.
O epicentro do terremoto, a 18 quilômetros de
profundidade, fica a cerca de 70 quilômetros do popular centro turístico e
econômico de Marrakech, e deixou um rastro de destruição nas cidades.
O tremor aconteceu pouco depois das 23h da
sexta-feira, no horário local (19h em Brasília).
Benjamin Brown, membro da equipe da CNN que
estava em Marrakech quando ocorreu o terremoto, descreveu as cenas como
“absolutamente chocantes”.
Em conversa por telefone, Brown contou que as
pessoas de desesperavam conforme compreendiam a magnitude do que tinha
acontecido e dos próprios ferimentos.
Havia muitos edifícios parcialmente
destruídos, alguns com os telhados arrancados e as janelas de vidro quebradas,
de acordo com ele.
A TV estatal do país, Al Aoula, relatou que
partes das muralhas históricas de Marrakech também foram danificadas.
As fortificações formam um conjunto de
muralhas que circundam os bairros históricos de Marrakech e foram construídas
no início do século 12.
O canal oficial também informou que as equipes
de resgate estavam tendo dificuldade para chegar às áreas mais afetadas, porque
as estradas de acesso foram danificadas ou bloqueadas.
Por: CNN