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Número de jornalistas e profissionais da imprensa assassinados chega a 128 em 2025, segundo a FIJ

Terça-feira, 27 de janeiro-(01) de 2025
Matéria do Polêmica Paraíba
Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) divulgou a lista final de jornalistas mortos em 2025, revelando um total de 128 jornalistas e profissionais da mídia assassinados ao longo do ano.

O levantamento inclui nove mortes classificadas como acidentais. Para a Federação, os números confirmam mais um ano trágico para o jornalismo e expõem a contínua falha das autoridades em garantir a proteção da categoria, além da persistência da impunidade.

A lista final incorpora 17 casos adicionais confirmados após 10 de dezembro, o que reforça a gravidade do cenário enfrentado pela imprensa em 2025.

Desde 1990, quando a FIJ lançou sua Lista Anual de Jornalistas Mortos, já foram documentadas 3.173 mortes em todo o mundo, uma média de 91 por ano e 876 apenas na última década.

A Federação também divulgou a relação de 533 jornalistas atualmente presos, com a China se mantendo como o país que mais encarcera profissionais da mídia.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Oriente Médio e o mundo árabe figuram como as regiões mais perigosas para o exercício do jornalismo.

Oriente Médio e Mundo Árabe (74)
Com 74 jornalistas mortos em 2025 (sendo 56 na Palestina), a região respondeu por 58% de todos os assassinatos de profissionais da mídia no mundo. A guerra em Gaza cobrou o preço mais alto entre jornalistas palestinos.

Um dos casos mais emblemáticos foi o ataque direcionado de 10 de agosto que matou o repórter da Al Jazeera Anas Al-Sharif, além de outros cinco jornalistas e profissionais da mídia, em uma tenda instalada nas proximidades do Hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza.

No Iêmen, um ataque do Exército israelense à redação do jornal 26 de Setembro resultou na morte de 13 jornalistas e profissionais da mídia, em um dos episódios mais letais contra veículos de comunicação já registrados.

Também foram contabilizadas mortes de jornalistas na Síria (2) e no Irã (2) em decorrência do exercício profissional. No Irã, houve ainda uma morte acidental, elevando para três o total de óbitos no país.

Além da violência letal, governos da região intensificaram a repressão à imprensa. Atualmente, 74 jornalistas estão presos no Oriente Médio e no mundo árabe, sobretudo em Israel (41 jornalistas palestinos), no Egito (15) e no Iêmen (11).

África (18)
Na África, nove profissionais da mídia foram assassinados em 2025. O Sudão concentrou seis dessas mortes e segue como o epicentro da violência contra jornalistas no continente desde o início do conflito, em abril de 2023.

A FIJ também registrou um assassinato em cada um dos seguintes países: MoçambiqueSomáliaTanzânia e Zimbábue.

Além disso, sete profissionais da mídia morreram em um acidente de carro na Nigéria, em 29 de dezembro, casos considerados não relacionados ao trabalho, e uma morte acidental foi contabilizada no Burundi.

Atualmente, 27 jornalistas permanecem presos na África. A Eritreia lidera o ranking continental, com sete profissionais encarcerados, alguns há mais de dez anos, em meio ao uso recorrente de leis nacionais para silenciar a imprensa.

Ásia-Pacífico (15)
Foram registrados os assassinatos de 15 jornalistas na região da Ásia-Pacífico: 4 na Índia, 3 no Paquistão, 3 nas Filipinas, 2 em Bangladesh, 2 no Afeganistão e 1 no Nepal.

Entre os casos mais chocantes está o do jornalista indiano Mukesh Chandrakar, morto em 1º de janeiro após ser espancado com uma barra de ferro; seu corpo foi encontrado em uma fossa séptica.

A região também concentra o maior número de jornalistas presos no mundo: 277 profissionais seguem encarcerados.

China, incluindo Hong Kong, lidera com 143 jornalistas detidos, seguida por Mianmar (49) e Vietnã (37).

Américas (11)
Nas Américas, 11 jornalistas foram assassinados em 2025. O Peru lidera a lista, com quatro mortes, cenário considerado alarmante após quase uma década sem crimes fatais contra jornalistas no país.

México registrou três assassinatos, enquanto ColômbiaHonduras e Equador contabilizaram um caso cada.
A FIJ também apontou seis jornalistas presos na região, incluindo quatro na Venezuela.

Europa (10)
Na Europa, foram registrados 10 assassinatos em 2025: 8 na Ucrânia, 1 na Rússia e 1 na Turquia. É a terceira vez na última década que o continente apresenta números tão elevados, após 2015, com o atentado à revista Charlie Hebdo, e 2022, após a invasão russa da Ucrânia.

A guerra entre Rússia e Ucrânia teve papel central nesse cenário, com nove jornalistas mortos. O relatório destaca ainda uma tendência alarmante: o uso de drones para atacar jornalistas ou seus veículos.

Três jornalistas ucranianos e um francês foram mortos deliberadamente em ataques com drones russos. O jornalista russo Ivan Zuev também teria sido vítima de um ataque desse tipo.

O número de jornalistas presos na Europa chegou a 149, um aumento de quase 40% em relação ao ano anterior e o maior total registrado desde 2018, impulsionado principalmente pela repressão no Azerbaijão e na Rússia.



Por: Polêmica Paraíba

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Formado em radialismo,Cursou A FUNETECE,Ensino médio Completo,E-mail: radialistasergiothiago@gmail.com.
 
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