Domingo, 11 de janeiro-(01) de 2026
Matéria da Band/Uol
Os presidentes do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Banco
Central (BC) têm uma reunião marcada para a próxima segunda-feira (12) com o
objetivo de encerrar a polêmica em torno da liquidação
do Banco Master. O encontro surge após uma série de desentendimentos
institucionais sobre a autonomia da autoridade monetária e a competência
fiscalizatória do tribunal.
Gabriel
Galípolo, que representa o Banco Central, sustenta que a liquidação do Banco
Master foi uma decisão estritamente “técnica”. Ele reforça que a atribuição de
regular o mercado bancário é exclusiva do BC. Por outro lado, Vital do Rêgo,
presidente do TCU, pretende ressaltar que a função do tribunal é fiscalizar
órgãos públicos. Apesar do embate, a expectativa em Brasília é que a liquidação
seja mantida e as decisões técnicas do Banco Central não voltem a ser colocadas
em discussão.
Recuo no TCU e investigações da Polícia
Federal
O
processo enfrentou resistência interna no TCU quando o relator do caso,
Jonathas de Jesus, determinou uma inspeção nos documentos do Banco Central e
mencionou a possibilidade de uma medida cautelar para paralisar a liquidação.
No entanto, após recurso do BC e pressão institucional, o ministro recuou e a
inspeção foi paralisada.
Enquanto
o impasse administrativo se resolve, o Banco Master é alvo de investigações
profundas da Polícia Federal em duas frentes principais:
• Fraudes
Financeiras:
A PF apura a venda de R$ 12 bilhões em títulos supostamente fraudados em
uma negociação com o BRB, o banco do Governo do Distrito Federal.
• Operação Carbono
Oculto:
Foram detectados outros R$ 12 bilhões investidos em corretoras que teriam
ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O dono do
Banco Master, Daniel Vorcaro, solicitou que a apuração da Operação Carbono
Oculto fosse enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, a Justiça de
São Paulo negou o pedido, alegando que não há menção a pessoas com foro
privilegiado nas investigações.
Por: Band/Uol

