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Alzheimer pode atingir 5,7 milhões de brasileiros até 2050; especialista alerta para sinais iniciais

Quinta-feira, 29 de fevereiro-(02) de 2026
Segundo a neuropsicóloga da Hapvida, Jessyca Cesar, alterações sutis podem surgir antes e, muitas vezes, são confundidas com características do envelhecimento.
Mais de 55 milhões de pessoas vivem com algum tipo de demência no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desse total, cerca de 70% dos casos são provocados pelo Alzheimer. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 1,2 milhão de pessoas convivem com a doença, número que pode chegar a 5,7 milhões até 2050.

Embora a perda de memória seja o sintoma mais associado ao Alzheimer, os primeiros sinais nem sempre começam pelo esquecimento. Segundo a neuropsicóloga da Hapvida, Jessyca Cesar, alterações sutis podem surgir antes e, muitas vezes, são confundidas com características do envelhecimento.

“Nem sempre começa com o esquecimento. Dificuldade para realizar tarefas habituais, planejar ou resolver problemas já pode ser um alerta. É comum também haver confusão em relação ao tempo e ao espaço, com perda da noção de datas e da passagem do tempo. Alterações na linguagem, como interromper frases ou trocar nomes de objetos, além de mudanças no julgamento, no comportamento e no humor, também merecem atenção”, explica.

A especialista também aponta que decisões inadequadas, negligência com a higiene, isolamento social, desconfiança excessiva, sintomas de depressão ou ansiedade podem fazer parte do quadro inicial. Por isso, é importante observar o conjunto de mudanças.

A recomendação é procurar ajuda especializada quando lapsos de memória ou alterações cognitivas e comportamentais passam a interferir na rotina e na independência do indivíduo. “Não se trata apenas da frequência dos esquecimentos, mas do impacto deles na vida diária. Se o comportamento deixa de ser o padrão da pessoa ou se familiares percebem mudanças que ela própria não reconhece, é hora de investigar”, orienta.

Diagnóstico precoce e prevenção – O Alzheimer não tem cura, mas o diagnóstico precoce pode fazer diferença no controle da doença. De acordo com a neuropsicóloga, a identificação precoce aumenta a possibilidade de retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida através de tratamentos. Também permite que a pessoa organize questões financeiras, legais e de cuidados futuros enquanto ainda tem autonomia para decidir.

A neuropsicóloga comenta que é possível reduzir riscos através da adoção de hábitos de vida saudáveis que promovem a saúde cerebral. “A prática regular de atividade física, especialmente exercícios aeróbicos, contribui para a oxigenação do cérebro e estimula a formação de novas conexões neurais. Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool é essencial, já que ambos estão associados ao aumento do risco para a doença. Uma alimentação equilibrada, rica em vegetais, frutas, peixes, azeite de oliva e grãos integrais, também é indicada. E manter o cérebro ativo, por meio da leitura, aprendizado de novas habilidades, jogos de estratégia e resolução de problemas, ajuda a fortalecer as conexões neurais”, destaca.

Sono de qualidade, convívio social e a manutenção de vínculos afetivos também exercem papel na prevenção da doença. Além desses cuidados, Jessyca alerta que o controle de doenças cardiovasculares, como hipertensão, diabetes e colesterol alto, é outro fator determinante, já que a saúde do coração está diretamente relacionada à saúde do cérebro.



Por: Assessoria de Imprensa

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Formado em radialismo,Cursou A FUNETECE,Ensino médio Completo,E-mail: radialistasergiothiago@gmail.com.
 
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