Quinta-feira, 19 de fevereiro-(02) de 2025
Matéria de Napoleão Soares
Nos bastidores da política na Mata Paraibana, um nome que
sempre circulou com respeito — mas sem a vitrine de mandato — começa a ganhar
outro peso: Abraão Dias. Natural de Mari, onde está o seu berço e onde mora sua
mãe até hoje, Abraão construiu a vida pública com base em articulação, amizade
e presença, consolidando-se politicamente em Riachão do Poço e em outras
cidades da Paraíba.
E
é justamente por isso que, agora, o retorno do seu nome ao debate em Mari tem
gerado comentários, leitura política e… aquela “tensão” típica de quando alguém
passa a ser visto não apenas como apoiador, mas como potencial protagonista.
Abraão
é conhecido como esposo, principal cabo eleitoral e articulador da ex-prefeita
de Riachão do Poço, Cilinha, pré-candidata a deputada estadual com chances
reais de vitória. A estratégia é clara: o foco total, hoje, é eleger Cilinha em
2026, e isso não é segredo. Pelo contrário: é a missão do grupo, a prioridade
do casal e o centro de toda movimentação.
Mas
a política adora um “depois”.
Segundo
fontes ouvidas nos bastidores, se Cilinha alcançar uma votação expressiva e
sobretudo se consolidar vitória — o cenário de 2028 muda de temperatura em
Mari. E muda porque o nome de Abraão, até aqui visto como força de bastidor,
passa a ser lido como força com lastro eleitoral e credibilidade.
A
conta é simples (e os adversários também fazem): Abraão tem relação, nome,
legado e verso político. Tem a naturalidade que pesa em disputa municipal, tem
o carinho declarado por Mari e, ao mesmo tempo, carrega a experiência prática
de quem aprendeu política fora do “palco”, na estrada, na conversa e na
construção de pontes. [Ele] nunca exerceu mandato, mas, para muitos, já atua há
anos como quem entende o jogo — sem alarde e sem precisar de cargo para ser
ouvido.
Outro
ponto que chama atenção: Cilinha já soma apoios relevantes no município,
inclusive com vereadores alinhados ao projeto, o que pode colocá-la entre os
nomes mais votados da cidade. E quando isso acontece, o efeito colateral é
conhecido: o grupo cresce, o entorno se fortalece e o articulador vira peça
ainda mais disputada.
É
aí que entra a “boa malícia” dos bastidores: tem gente que evita chamar de
medo, mas a verdade é que o nome de Abraão já incomoda algumas leituras
adversárias, justamente por um detalhe que pesa muito no interior: ele não
acumulou inimigos, acumulou amizades. Abraão construiu imagem de quem faz o
bem, de quem agrega, de quem resolve. E isso, em eleição municipal, vale quase
como patrimônio.
Por
enquanto, ele segue com discurso e prática alinhados: 2026 é Cilinha. O projeto
é ela. O trabalho é por ela. A eleição é dela.
Mas
a política é feita de sinais e Mari já começou a receber o principal deles:
Abraão Dias voltou ao centro das conversas. E quando um nome vira conversa
recorrente antes do tempo, normalmente é porque o futuro está batendo na porta.
Por: Napoleão Soares

