Quarta-feira, 04 de fevereiro-(02) de 2025
Matéria da Band.com
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Câncer de Mama (Foto: Reprodução/Band) |
Quase quatro em cada dez casos de câncer no mundo poderiam ser evitados
— um número que chega a 19 milhões de novos diagnósticos por ano, segundo
especialistas internacionais. Um novo estudo da Organização Mundial da Saúde
(OMS) aponta que mais de 7 milhões de casos registrados no último ano da
medição estão ligados a causas que podem ser modificadas — ou seja, evitadas.
Na Alemanha, onde cerca de metade da população pode desenvolver câncer
ao longo da vida, o desafio é especialmente claro. Por isso, o país tem feito
investimentos intensos em prevenção, com campanhas de combate ao tabagismo,
incentivo à atividade física, alimentação saudável, rastreamento precoce e
acesso acelerado a novos exames e tratamentos de ponta — uma abordagem que vem
sendo citada como modelo na Europa.
Segundo especialistas, muitas dessas doenças estão associadas a fatores
de risco modificáveis como tabagismo, álcool, poluição do ar e, cada vez mais,
o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados.
Mas o que são alimentos ultraprocessados? São produtos industrializados
prontos para consumo, como refrigerantes, biscoitos recheados e fast
food, que contêm muito açúcar, sal e aditivos químicos. O consumo começa
muito cedo e os médicos observam outro fenômeno: o crescimento de casos de
câncer em pessoas mais jovens — especialmente antes dos 50 anos —, associado a
hábitos de vida pouco saudáveis desde a infância.
Outro tema que volta a ganhar atenção nas discussões de saúde pública é
o cigarro eletrônico. Eles são frequentemente apresentados como alternativa ao
tabaco, mas não são produtos inocentes. Segundo especialistas e agências de
saúde, o uso dos eletrônicos pode trazer riscos respiratórios e
cardiovasculares, podendo aumentar o risco de câncer devido à inalação repetida
de substâncias tóxicas.
Infecções e prevenção por vacina
Pela primeira vez, o estudo também incluiu agentes infecciosos como
causas cancerígenas, entre eles a Hepatite B e o papilomavírus humano (HPV).
Apesar da existência de vacinas eficazes, a adesão ainda é desigual no mundo.
Especialistas destacam que, além da prevenção, o avanço dos exames e dos
tratamentos tem mudado o cenário da doença. Testes mais precisos permitem
diagnósticos precoces, enquanto terapias-alvo e imunoterapia ampliam as chances
de cura.
Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) tem sido uma aliada
poderosa, ajudando médicos a diagnosticar tumores com maior precisão e
personalizar tratamentos. No entanto, os especialistas explicam que essa
tecnologia não substitui os profissionais; ela torna o processo mais eficaz e
abre caminho para terapias adaptadas a cada paciente.
Com a previsão de um crescimento substancial nos casos de câncer nas
próximas décadas, médicos enfatizam: a prevenção continua sendo essencial, mas
o diagnóstico precoce e tratamentos modernos são fundamentais para reduzir o
impacto da doença no mundo.
Por: Band/Uol

