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Tacyana Leitão e a arte de governar Bayeux tirando leite de pedra

Quarta-feira, 04 de fevereiro-(02) de 2025
Matéria de Fabiano Gomes com Portal Fonte83
Tacyana Leitão, prefeita de Bayeux.
Bayeux nunca foi cidade de terreno fácil para quem senta na cadeira principal do Centro Administrativo. Pelo contrário. A história recente do município é marcada por improvisos forçados, contas engessadas, sequestros de recursos e uma máquina pública que, por natureza, sempre exigiu mais esforço do que discurso. Governar Bayeux é, quase sempre, administrar a escassez.

É nesse cenário que o primeiro ano da gestão de Tacyana Leitão precisa ser analisado. Não houve herança confortável, nem terreno preparado. Bayeux já nasce, administrativamente falando, como uma cidade complexa, cheia de vícios antigos e limitações estruturais. A diferença está na postura adotada diante disso.

Ao invés de gastar energia explicando dificuldades — que são reais e conhecidas por qualquer gestor minimamente atento — a atual administração optou por uma estratégia menos ruidosa e mais prática: trabalho contínuo, metas realistas e foco em fazer acontecer. Em pouco tempo, obras que estavam paradas saíram do papel, projetos que pareciam improváveis começaram a andar e áreas historicamente esquecidas passaram a entrar no mapa das prioridades.

Há, também, um dado que não pode ser ignorado. Bayeux vive hoje um momento raro de conexão com Brasília. A capacidade de articulação política do deputado Felipe Leitão fez com que o município acessasse volumes de recursos federais que jamais chegaram com essa intensidade em outros períodos. Para uma cidade que depende, muitas vezes, desse oxigênio financeiro para sobreviver, isso faz toda a diferença. É daí que vêm boa parte das entregas que começam a aparecer — e das que ainda virão.

O mais curioso é que tudo isso acontece sem grandes espetáculos. Não há excesso de pirotecnia, nem culto permanente ao discurso. Há execução. Bayeux, acostumada a promessas recicladas, começa a conviver com resultados concretos, mesmo dentro de um ambiente hostil do ponto de vista fiscal e administrativo.

Claro, ainda há desafios. Talvez o maior deles seja avançar para um modelo de política menos preso ao velho pragmatismo que sempre rondou a cidade. Mas essa é uma etapa que pertence ao tempo e às escolhas futuras. O que já se pode constatar é que, em apenas um ano, a gestão atual fez mais do que muitos mandatos inteiros conseguiram entregar.

Em Bayeux, tirar leite de pedra nunca foi metáfora. Sempre foi regra. A diferença agora é que, pela primeira vez em muito tempo, alguém resolveu parar de reclamar da pedra — e começou a trabalhar nela.



Por: Fabiano Gomes com Fonte83

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Formado em radialismo,Cursou A FUNETECE,Ensino médio Completo,E-mail: radialistasergiothiago@gmail.com.
 
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