Sábado, 07 de março-(03) de 2026
Matéria da Band.com
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| Foto: CNA/Trilux |
As
exportações brasileiras de carne suína, considerando produtos in natura e
processados, somaram 122,1 mil toneladas em fevereiro de 2026. O resultado
representa uma alta de 6,7% em relação às 114,4 mil toneladas registradas no
mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira
de Proteína Animal (ABPA) nesta sexta-feira (6).
O
desempenho financeiro do setor também apresentou crescimento no período. A
receita gerada com as vendas internacionais atingiu US$ 284,1 milhões em fevereiro.
O valor é 4,1% superior ao faturamento de US$ 272,9 milhões obtido em fevereiro
de 2025.
No
acumulado do primeiro bimestre de 2026, o Brasil exportou 238,4 mil toneladas
de carne suína. O volume é 8,1% maior que o do mesmo período do ano anterior.
Em faturamento, o setor alcançou US$ 554,4 milhões nos dois primeiros meses,
alta de 8,5% sobre os US$ 510,9 milhões de 2025.
Filipinas e Japão impulsionam embarques
As Filipinas
consolidaram sua posição como o principal destino da carne suína brasileira. Em
fevereiro, o país importou 40,9 mil toneladas, um avanço expressivo de 77,4% na
comparação anual. O Japão também aumentou suas compras em 34,8%, totalizando
12,1 mil toneladas no mês.
Em
contrapartida, outros mercados tradicionais apresentaram retração. A China
importou 11,1 mil toneladas, queda de 43%. Hong Kong registrou baixa de 40%,
com 8 mil toneladas, enquanto as vendas para a Argentina recuaram 10,5%,
somando 4,3 mil toneladas.
Segundo
Ricardo Santin, presidente da ABPA, o crescimento em mercados exigentes como
Filipinas e Japão reflete a confiança no status sanitário brasileiro. Ele
destaca que a diversificação de destinos reduz a dependência de mercados
específicos e abre novas oportunidades comerciais para a proteína do Brasil.
Santa Catarina lidera produção estadual
Entre os
estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional com 57 mil
toneladas embarcadas em fevereiro. Apesar da primeira posição, o estado teve
uma redução de 7,7% no volume enviado ao exterior em relação ao mesmo mês de
2025.
O Rio
Grande do Sul ocupou a segunda posição, com 29,7 mil toneladas e crescimento de
24,1%. O Paraná apareceu em seguida, exportando 20,6 mil toneladas, uma alta de
15,3%. Mato Grosso e Minas Gerais também registraram avanços significativos, com
39,2% e 34,3% de aumento, respectivamente.
Por: Band.com

