Segunda-feira, 02 de março-(03) de 2026
Matéria do G1.
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| Foto: Divulgação/Disque Denúncia |
O Serrano FC anunciou o
afastamento imediato do jogador João Gabriel Xavier Berthô e a
suspensão de seu contrato após a expedição de mandado de prisão contra ele
por estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em um
apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
João Gabriel está entre os cinco jovens indiciados
pela Polícia Civil por envolvimento em um estupro coletivo contra a
adolescente.
Segundo o clube, a decisão foi tomada diante da
gravidade das acusações e permanecerá válida enquanto o caso estiver sob
investigação. O atleta é considerado foragido.
“O Serrano FC informa que tomou conhecimento do
indiciamento do atleta João Gabriel Xavier Bertho em investigação da Polícia
Civil. Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia
veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e
seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os
desdobramentos da investigação”, diz a nota.
Alguns suspeitos são alunos do Colégio Pedro II do
campus Humaitá. A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do campus
abriram um processo administrativo para desligar 2 estudantes denunciados por
participação no crime.
Os denunciados são: Bruno Felipe dos Santos
Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de João
Gabriel Xavier Bertho e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19. Eles
respondem por estupro com concurso de pessoas e são considerados foragidos da
Justiça.
O caso foi revelado no sábado (28), após a
conclusão do inquérito conduzido pela 12ª DP (Copacabana).
O delegado Ângelo Lajes, responsável pela
investigação, afirmou que o crime foi uma “emboscada planejada” e que os
envolvidos podem ser condenados a quase 20 anos de prisão.
A defesa de João Gabriel nega o crime. O g1 e a TV
Globo tentam contato com a defesa dos outros jovens.
Jovem foi levada ao
apartamento
De acordo com as investigações, o crime teria
ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros
de Castro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo o depoimento da vítima,
ela foi convidada por um colega de escola para ir ao local. No elevador, o
jovem teria informado que outros amigos estariam no apartamento e sugerido que
fariam “algo diferente”, proposta que, conforme relato, foi recusada.
Ainda segundo o inquérito, já no imóvel, a adolescente
foi levada a um quarto. Enquanto mantinha relação sexual com o primeiro rapaz,
outros quatro entraram no cômodo. A vítima afirmou que, após insistência,
concordou apenas que eles permanecessem no quarto, desde que não a tocassem.
No entanto, relatou que os demais tiraram a roupa,
passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e mantendo
relações sexuais mediante violência. Ela também declarou ter sofrido agressões
físicas, como tapas, socos e um chute na região abdominal, e que foi impedida
de deixar o quarto.
Suspeito preocupado
com marcas
Um menor também suspeito de participar do estupro
coletivo teria perguntado à vítima se a mãe a vê sem roupa. O motivo,
segundo a polícia, seria a preocupação com as marcas que as agressões deixaram na
vítima, que também ficou sangrando após o crime.
A conduta do adolescente foi desmembrada para a
Vara da Infância e Juventude. Ele não terá a identidade revelada.
Por: G1

