Sexta-feira, 27 de março-(03) de 2026
Matéria do Portal Fonte 83
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito
(CPMI) do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União
Brasil-AL), apresentou nesta sexta-feira (27) o relatório final da
investigação, propondo o indiciamento de mais de 200 pessoas por suspeita de
envolvimento em um esquema de descontos indevidos em benefícios
previdenciários.
Entre os nomes citados está Fábio Luís Lula da Silva,
conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT), além de ex-ministros de diferentes governos,
parlamentares e dirigentes de órgãos públicos.
Apesar da leitura do parecer, o documento ainda precisa ser
votado pela comissão e pode sofrer alterações antes de eventual aprovação. A
análise final deve ocorrer até este sábado (28), prazo limite para encerramento
dos trabalhos.
Principais nomes citados no relatório
O relatório abrange uma ampla lista de investigados,
incluindo figuras de diferentes esferas políticas e administrativas:
Filho do presidente
• Fábio Luís Lula da Silva — apontado por supostos
vínculos com operadores do esquema investigado.
Ex-ministros e integrantes de governos
• Carlos Lupi — citado por suposta omissão e falhas de
supervisão;
• José Carlos Oliveira — apontado como facilitador do
esquema;
• José Sarney Filho — relacionado a repasses
investigados.
Parlamentares
• Weverton Rocha — citado por atuação política ligada ao
caso;
• Gorete Pereira;
• Euclydes Pettersen.
Dirigentes do INSS e órgãos públicos
• Ex-presidentes do INSS, como Leonardo Rolim e Alessandro
Stefanutto;
• Servidores e dirigentes da Instituto Nacional do Seguro
Social e da Dataprev.
Operadores e empresários
• Antonio Carlos Camilo Antunes — apontado como operador
central do esquema;
• Roberta Luchsinger — citada por atuação no núcleo
financeiro.
O que está sendo investigado
A CPMI foi criada para apurar um esquema bilionário de
descontos indevidos em aposentadorias e pensões, realizados sem autorização dos
beneficiários.
Segundo as investigações, entidades associativas cadastravam
aposentados de forma irregular para aplicar cobranças mensais diretamente nos
benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social.
O esquema teria sido viabilizado por falhas de fiscalização
e fragilidades no sistema de autorização desses descontos.
Próximos passos
Mesmo com o pedido de indiciamento, a CPMI não tem poder de condenação. Caso aprovado, o relatório será encaminhado a órgãos como a Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre a abertura de investigações e possíveis denúncias.
Mesmo com o pedido de indiciamento, a CPMI não tem poder de condenação. Caso aprovado, o relatório será encaminhado a órgãos como a Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre a abertura de investigações e possíveis denúncias.
O prazo final da comissão termina neste sábado (28), após
decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu a prorrogação dos
trabalhos.
Defesas contestam relatório
Os citados no relatório negam irregularidades:
• A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que
não há provas que o liguem ao caso;
• Weverton Rocha diz que não há elementos concretos para
sua inclusão;
• Carlos Lupi informou que só irá se manifestar após
eventual aprovação do relatório;
• A defesa de Roberta Luchsinger nega qualquer
ilegalidade.
A votação do relatório deve definir os rumos finais da CPMI
e os possíveis desdobramentos judiciais do caso.
Por: Fonte 83

