Sexta-feira, 27 de março-(03) de 2026
Jair Bolsonaro, ex-presidente, internado para um
procedimento cirurgico em abril de 2025.
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Jair Bolsonaro, ex-presidente, internado para um
procedimento cirúrgico em abril de 2025. Foto:@jairbolsonaro/X/Reprodução |
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar
do DF Star na manhã desta sexta-feira (27) e seguirá para prisão
domiciliar em Brasília. A informação foi confirmada pelo médico do
político, doutor Brasil Caiado.
Em conversa com jornalistas, o médico do
ex-presidente confirmou que Jair Bolsonaro passará por um
procedimento de artroscopia no ombro direito. A previsão é que a cirurgia
seja realizada no fim de abril.
“Nos últimos dois dias, nos dedicamos muito a avaliação do
ombro, justamente para aproveitar que ele estava no hospital, otimizar toda a
necessidade de exames e, também, discussões médicas. A nossa previsão é que se
faça essa cirurgia em um período de quatro semanas”, disse o médico Brasil
Caiado.
“Eu estimo que no final do mês de abril ele, provavelmente,
retornará com tudo organizado para o procedimento cirurgico de artroscopia no
ombro direito”, completou.
Segundo Brasil Caiado, as últimas 24 horas de Jair Bolsonaro
no hospital não tiveram intercorrências, mas na quarta-feira (25) ele
apresentou um pico hipertensivo que foi ajustado com medicação.
Jair Bolsonaro deu entrada no hospital DF Star em 13 de
março, com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem
aspirativa.
Ele chegou à unidade hospitalar socorrido por uma equipe do
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após apresentar quadro
de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por
tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados, e estava detido
na Papudinha, prédio no Complexo Penitenciário da Papuda.
Prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
(STF), determinou, na tarde desta terça-feira (24), que o ex-presidente Jair
Bolsonaro seja transferido para a prisão domiciliar, após
passar quatro meses preso em penitenciária federal. A decisão,
fundamentada nos artigos 21 e 341 do Regimento Interno do STF, estabelece um
prazo inicial de 90 dias para o cumprimento da medida, contados a partir da
data de alta hospitalar do ex-presidente.
A manifestação da PGR, enviada nesta segunda-feira (23), foi
favorável à alteração no regime de custódia devido aos problemas de
saúde enfrentados pelo ex-presidente, que permanece internado no
hospital DF Star, em Brasília, para o tratamento de uma pneumonia
bacteriana bilateral.
Para usufruir do benefício, Bolsonaro deverá cumprir uma
série de medidas cautelares rigorosas. O ex-presidente será monitorado
por tornozeleira eletrônica e o raio de inclusão será limitado
estritamente ao seu endereço residencial.
A fiscalização da prisão domiciliar ficará sob
responsabilidade do Comando da Papudinha, que deverá monitorar o cumprimento
das medidas e produzir relatórios semanais sobre a custódia. A decisão de
Moraes também veta, de forma expressa, a realização de acampamentos ou
manifestações em um raio de um quilômetro de distância da residência do
ex-presidente.
Restrições de comunicação e visitas
A decisão impõe isolamento digital e de comunicação ao
ex-presidente, que está proibido de utilizar celulares, telefones ou qualquer
outro meio de comunicação externa, seja diretamente ou por terceiros. Também
está vetado o uso de redes sociais e a gravação de vídeos ou áudios.
Quanto às visitas, o ministro determinou a suspensão por 90
dias e autorizou apenas a presença dos filhos — Flávio, Carlos e Jair Renan —
com restrições de horário. Os encontros deverão ocorrer às quartas-feiras e aos
sábados, em períodos específicos entre 8h e 16h. Os visitantes deverão passar
por vistoria prévia e deixar aparelhos eletrônicos com os agentes responsáveis
pela segurança no local.
Por outro lado, o ministro autorizou que os seguranças
pessoais de Bolsonaro, direito previsto em lei para ex-mandatários, retomem
suas atividades regulares. Os agentes poderão acompanhar o custodiado durante o
período de recuperação domiciliar, respeitando as normas de segurança e as
restrições de comunicação impostas pela Justiça.
Por: BAND.COM

