Sábado, 07 de março-(03) de 2026
Matéria do Portal Paraíba Já
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| Foto: Reprodução/Freepik |
A Paraíba registrou 1.081 ocorrências de estupro
de vulnerável ao longo de 2025, uma média de três casos
por dia. O número representa um aumento de cerca de 20% em comparação com 2024,
quando foram contabilizadas 898 ocorrências no estado. Os dados são do Ministério
da Justiça e Segurança Pública.
Entre as vítimas registradas em 2025, a grande maioria é
composta por meninas. Ao todo, foram 959 vítimas do sexo feminino e 122 do sexo
masculino. No ano anterior, o levantamento apontava 802 meninas e 96 meninos
vítimas desse tipo de crime.
O estupro de vulnerável é caracterizado pela legislação
brasileira quando a vítima tem menos de 14 anos ou não possui capacidade de
oferecer resistência ou consentimento. O crime está previsto no artigo 217-A do
Código Penal e pode resultar em pena de oito a quinze anos de prisão.
Distribuição ao longo do
ano
Os registros ocorreram durante todos os meses de 2025, com maior
concentração em maio, quando foram contabilizados 112 casos. Em seguida
aparecem setembro, com 110 ocorrências, e abril, com 107 registros.
Os menores volumes foram registrados em fevereiro, com 70 casos,
seguido de dezembro, com 73, e julho, com 75 ocorrências.
Apesar das variações mensais, os números indicam uma presença
constante do crime ao longo do ano.
Comparação regional
No Nordeste, o total de registros de estupro de vulnerável
chegou a 13.716 ocorrências em 2025, o equivalente a uma média de 38 casos por
dia na região.
Entre os estados nordestinos, a Paraíba aparece com o menor
número de registros. O ranking regional é liderado pela Bahia, com 3.940 casos,
seguida por Pernambuco, com 1.733, Maranhão, com 1.687, Ceará, com 1.569, e
Piauí, com 1.223.
Casos seguem em 2026
Os registros continuaram no início de 2026. Apenas em janeiro, a
Paraíba contabilizou 78 novos casos de estupro de vulnerável, mantendo a média
de cerca de três ocorrências por dia.
Entre as vítimas desse primeiro mês do ano, 66 são meninas, 11
são meninos e um caso não teve o sexo da vítima identificado.
No Brasil, denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do
Disque 100, serviço nacional voltado à proteção dos direitos humanos.
Por: Portal Paraíba Já

