Quarta-feira, 11 de março-(03) de 2026
Matéria da Assessoria
| Imagem em reproducção extraída da internet |
A população de Caldas Brandão volta a assistir, com
indignação, a mais um capítulo de perseguição política promovida pelo Governo
do Estado dentro do município. Desta vez, a interferência acontece na Escola
Estadual do Cajá, onde servidores estão sendo demitidos por influência direta
de interesses políticos ligados à ex-candidata derrotada Daniela Martins.
Mesmo sem exercer qualquer mandato e sem representar
politicamente a maioria da população de Caldas Brandão, Daniela Martins
continua atuando nos bastidores do governo estadual com o apoio do chefe da
Casa Civil, Ronaldo Guerra, e do secretário de Administração, Tibério Limeira.
A atuação desse grupo tem resultado na demissão de trabalhadores que apenas
desempenham suas funções, mas que acabam se tornando vítimas de disputas
políticas.
A situação se torna ainda mais grave porque, em 2022, no
segundo turno das eleições, houve um acordo político entre o governador e o
prefeito Fábio Rolim para que as indicações dos cargos nas escolas estaduais do
município fossem feitas pelo prefeito. O compromisso, entretanto, nunca foi
cumprido.
Diante da quebra de palavra e da falta de respeito com Caldas
Brandão, o prefeito Fábio Rolim decidiu tornar pública sua insatisfação e
anunciou que não apoiaria João Azevêdo para o Senado, justamente por considerar
desleal a postura adotada pelo governador em relação ao município.
Outro dado que evidencia a distorção política é o peso
desproporcional concedido a Daniela Martins dentro da estrutura estadual.
Candidata derrotada em duas eleições municipais e sem respaldo popular, ela foi
responsável por conduzir o apoio à reeleição do governador em Caldas Brandão — resultado
que terminou com João Azevêdo apenas na terceira colocação no município.
Foi somente após a adesão do prefeito Fábio Rolim, no
segundo turno, que o governador conseguiu reverter o cenário e vencer a disputa
em Caldas Brandão. Ainda assim, a realidade que se observa hoje é a manutenção
de privilégios para Daniela Martins, que ocupa um cargo na Secretaria de
Educação do Estado com salário de cerca de R$ 5 mil, além de continuar
exercendo influência direta nas nomeações das duas escolas estaduais do
município.
Para muitos moradores, o episódio evidencia uma perseguição
política clara e injusta, em que servidores públicos acabam sendo usados como
peças de uma disputa que não deveria interferir no funcionamento das
instituições educacionais.
A população de Caldas Brandão espera respeito, diálogo e
compromisso com a palavra dada — valores fundamentais para qualquer relação
política séria e responsável com o município.
Por: Assessoria
