Segunda-feira, 27 de abril-(04) de 2026
Dr. Leandro Nóbrega avisa sobre os perigos da obesidade e
que a cirurgia bariátrica é uma ferramenta poderosa que pode devolver anos de
vida ao paciente
No Brasil, 1 em cada 3 adultos vive com obesidade. Mais de
68% da população tem excesso de peso e as projeções para as próximas décadas
são alarmantes. Para o cirurgião digestivo e bariátrico Dr. Leandro Nóbrega,
especialista com mais de 12 anos de experiência e referência no Nordeste, o
maior risco não está apenas nos números — está no tempo perdido. Adiar o
tratamento da obesidade pode custar anos de vida.
A obesidade é uma doença crônica multifatorial, que
compromete o metabolismo, os hormônios, o sistema cardiovascular, a respiração
e o bem-estar emocional. Com o passar dos anos, os danos se acumulam
silenciosamente — e o risco de morte aumenta. Dados do Atlas Mundial da
Obesidade 2025 apontam que 31% dos brasileiros convivem com a doença, e o
excesso de peso (sobrepeso mais obesidade) já atinge 68% da população. Entre
crianças de 5 a 9 anos, a obesidade infantil afeta 12,9% — um dado que projeta
um cenário ainda mais grave para as próximas gerações.
"A obesidade é uma doença progressiva. Cada ano que
passa sem tratamento adequado é um ano em que o organismo acumula mais
danos", afirma Dr. Leandro Nóbrega. "Entre 60% e 90% dos portadores
de diabetes também têm obesidade. A doença está diretamente ligada ao aumento
da mortalidade, da hipertensão e de outras condições que encurtam a vida.
Tratar a obesidade é ganhar tempo — e qualidade de vida."
Para o médico, um dos maiores equívocos em torno da
obesidade é a crença de que a cirurgia bariátrica deve ser o último recurso,
utilizada apenas quando tudo mais falhou. Segundo o especialista, a bariátrica
é uma ferramenta terapêutica de alta eficácia — indicada para casos
específicos, avaliados criteriosamente em equipe multidisciplinar — e seus
benefícios vão muito além da perda de peso.
Por exemplo, a cirurgia realizada por videolaparoscopia —
técnica minimamente invasiva e que reduz drasticamente os riscos e o tempo de
recuperação — traz para o paciente a remissão de doenças associadas à
obesidade, como diabetes e hipertensão, a diminuição do risco de mortalidade, o
aumento da longevidade e a melhoria na qualidade de vida.
Cuidar do peso é só o começo
Embora não tenha cura, a obesidade tem tratamento — e ele
não termina com a cirurgia. Dr. Leandro Nóbrega reforça que o sucesso no longo
prazo depende de acompanhamento contínuo e multidisciplinar. Sem esse suporte,
o paciente pode enfrentar reganho de peso, deficiências nutricionais,
desequilíbrios hormonais e recaídas comportamentais.
"A implementação de hábitos alimentares saudáveis,
atividade física regular e disciplina são fundamentais, independentemente da
escolha da cirurgia", explica o cirurgião. O tratamento envolve
psicólogos, nutricionistas, endocrinologistas e o cirurgião bariátrico — cada
um com papel essencial na jornada do paciente. Quando necessário, o tratamento
de compulsões alimentares também integra o plano terapêutico.
"A cirurgia bariátrica deve ser encarada como uma
possível solução para indivíduos que não conseguiram êxito no emagrecimento ou
se encontram em situação de risco de saúde", conclui o Dr. Leandro.
Por: Pauta Comunicação

