Terça-feira, 10 de abril-(04) de 2026
Matéria da Agência Brasil
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| Paulo Pinto/Agência Brasil |
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT),
sancionou nesta sexta-feira (10), na capital paulista, o Projeto de Lei 126, de 2025, que estabelece o marco
regulatório da vacina e de medicamentos de alto custo contra o câncer no
país.
A lei estabelece normas para o desenvolvimento, pesquisa,
produção, distribuição e acesso de vacinas contra o câncer, com foco em
inovação científica, acesso universal e equidade no Sistema Único de Saúde
(SUS), e estabelece diretrizes para o fomento à pesquisa, à produção nacional e
à colaboração internacional.
Lula inaugurou, na capital paulista, o Centro de Ensino,
Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das
Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ministro-chefe da
Secretaria-Geral da Presidência do Brasil, Guilherme Boulos, a primeira-dama
Janja Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin, também participaram do evento.
“Vocês criaram aqui uma sala de simulação. Tem até
tratamento do ponto de vista psicológico. Isso é algo maravilhoso. O Brasil
precisa aprender uma lição. Precisamos jogar fora o complexo de vira-lata de
que nós somos pequenos, de que nós somos pobres, de que não temos nada”, disse
Lula.
“Qualquer cidadão, de qualquer estado do Brasil, agora vai
ter [um bom tratamento] porque nós estamos levando máquina para todos os
estados brasileiros. Isso significa apenas uma palavra: respeito à dignidade do
ser humano”, ressaltou.
O presidente destacou a importância do Sistema Único de
Saúde (SUS) para o país.
“O povo não deve ser tratado de forma inferior a ninguém.
O Estado precisa garantir a todos a mesma condição. Quem tem dinheiro, pode
pagar ou escolher [hospital]. Quem não tem dinheiro, é o Estado quem deve
tratar”.
Cesin
O Cesin é uma unidade especializada no InCor com a proposta
de ampliar e modernizar as iniciativas de ensino, capacitação e inovação.
De acordo com o InCor, o novo complexo pretende elevar a
formação em saúde, preparando os profissionais médicos e qualificando ainda
mais o cuidado ao paciente, reduzindo riscos assistenciais e acelerando a
incorporação de soluções inovadoras na prática clínica.
“O Cesin representa um avanço estratégico para o InCor e
para a saúde pública brasileira. Estamos falando de um centro que une ensino de
excelência, simulação realística e inovação tecnológica, com impacto direto na
formação de profissionais e, principalmente, na segurança e na qualidade do
cuidado oferecido à população pelo SUS”, disse Roberto Kalil, presidente do
Conselho Diretor do InCor-HCFMUSP.
O Cesin foi projetado para reproduzir, com precisão, os
ambientes reais da assistência em saúde. Com cinco andares, o complexo
foi viabilizado por meio de emenda parlamentar e reúne oito salas de simulação
com cenários reais, como emergência, unidade de terapia intensiva (UTI) e
centro cirúrgico, além de estúdio de realidade virtual imersiva, biobanco para
armazenamento de material genético, área dedicada ao Núcleo de Inovação
(InovaInCor) e estrutura de apoio com auditório e salas de ensino.
Há, ainda, uma área dedicada às simulações realísticas que,
segundo o InCor, é uma das metodologias mais avançadas de ensino em saúde no
mundo.
As salas reproduzem cenários como emergência, UTI e
centro cirúrgico, com iluminação técnica, régua de gases, monitores cardíacos,
desfibriladores, manequins com tecnologia de última geração e equipamentos
clínicos reais.
No Centro há também uma área destinada ao treinamento de
habilidades cirúrgicas, equipada com estações completas que simulam
procedimentos de cirurgia aberta e minimamente invasiva.
O espaço permitirá treinamentos com alto nível de realismo,
incluindo o uso de equipamentos como respiradores, máquinas de anestesia,
circulação extracorpórea e torres de vídeo.
Além do treinamento e capacitação dos profissionais, o
Cesin também pretende ser um hub de inovação, permitindo testar e validar novos
dispositivos, terapias, processos assistenciais e tecnologias digitais,
incluindo inteligência artificial e simulações virtuais imersivas.
“Com esse centro, o InCor passa a ter mais uma estrutura
para que a formação, que já era muito importante, possa ser ampliada ainda
mais”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Esse novo centro vai aprimorar a formação de futuros
profissionais da saúde e vai ajudar a fazer isso por todo o país. Isso é mais
um passo para a revolução digital que estamos fazendo e que pretende trazer
cada vez mais para a saúde no Brasil o que tem de melhor de conhecimento hoje
sobre conexão na internet, telediagnóstico, teleatendimento e a inteligência
artificial”, acrescentou o ministro.
Investimentos
O ministro Alexandre Padilha anunciou um pacote de R$ 100
milhões em investimentos no InCor. Desse total, uma parte será
destinada para o novo centro.
“Cerca de R$ 45 milhões desse recurso do Ministério da Saúde
foi para construir, equipar e implantar esse centro de simulação, que vai
permitir que se possa melhorar a formação não só dos seus profissionais, mas de
profissionais de todo o Brasil”, disse o ministro a jornalistas.
Também foi formalizada nesta sexta-feira a adesão do
InCor como instituição mentora do projeto Mais Médicos Especialistas e assinado
um repasse de recursos para implantação do Núcleo de Telessaúde do HCFMUSP, que
permitirá a especialização de profissionais nas áreas de obstetrícia e
ardiologia, com investimento de mais de R$ 9 milhões.
“Com esse recurso, vamos ajudar gestantes de todas as áreas
do país, por meio do Telessaude”, disse Padilha.
Segundo o ministro, o governo irá instalar, em breve, também
no Hospital das Clínicas de São Paulo, o primeiro hospital público
inteligente.
“Teremos aqui no HC o primeiro hospital de inteligência de
urgência e emergência. Vamos construir aqui um hospital com 700 leitos, 100%
inteligente”, adiantou Padilha.
Segundo o Ministério da Saúde, o hospital inteligente
combinará a inteligência artificial, com ambulâncias conectadas em 5G e
telessaúde.
O objetivo é reduzir o tempo de atendimento em casos graves
de até 17 horas para apenas 2 horas.
Por: Agência Brasil

