Quinta-feira, 30 de julho-(07) de 2026
No trimestre encerrado em junho, o país tinha 5,9 milhões
de pessoas desocupadas, número 10,9% menor que o registrado no trimestre
anterior.
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| Foto: Divulgação. Gustavo Demétrio |
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre
encerrado em junho de 2026, a menor do período da série histórica iniciada em
2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)
Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
nesta quinta-feira (30).
O índice recuou 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre
encerrado em março, quando a taxa era de 6,1%. Na comparação com o mesmo
período de 2025, a queda foi de 0,4 ponto percentual, passando de 5,8% para
5,4%.
No trimestre encerrado em junho, o país tinha 5,9 milhões
de pessoas desocupadas, número 10,9% menor que o registrado no trimestre
anterior, o equivalente a 718 mil pessoas a menos em busca de trabalho. Em
relação ao mesmo período do ano passado, a redução foi de 6,3%, ou 392 mil
pessoas.
Já a população ocupada chegou a 103,1 milhões de pessoas,
alta de 1,1% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a mais 1,081
milhão de trabalhadores. Na comparação anual, o crescimento foi de 0,7%, com
acréscimo de 742 mil pessoas ocupadas.
O nível de ocupação, que mede a parcela da população em
idade de trabalhar que está empregada, foi estimado em 58,8%, alta de 0,5 ponto
percentual frente ao trimestre encerrado em março. Na comparação com o mesmo
período de 2025, o indicador permaneceu estável.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou
em 12,9%, abaixo dos 14,3% registrados no trimestre anterior e dos 14,4%
observados no mesmo período do ano passado. Ao todo, cerca de 14,7 milhões de
pessoas estavam em situação de subutilização no país.
O levantamento também mostrou queda no número de pessoas
desalentadas (que são aquelas que desistiram de procurar emprego por
acreditarem que não conseguiriam uma vaga). Esse contingente foi estimado em
2,3 milhões de pessoas, redução de 14,7% em relação ao trimestre anterior e de
17% na comparação anual.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi
estimado em R$ 3.738, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior e
alta de 2,8% frente ao mesmo período de 2025. Já a massa de rendimento real
habitual totalizou R$ 380,3 bilhões, estável na comparação trimestral e 3,6%
maior do que a registrada um ano antes.
Veja os principais números da pesquisa:
• Taxa
de desemprego: 5,4%;
• População
desocupada: 5,9 milhões de pessoas;
• População
ocupada: 103,1 milhões;
• Taxa
de subutilização: 12,9%;
• População
desalentada: 2,3 milhões de pessoas;
• Rendimento
médio real habitual: R$ 3.738.
Por: Maria Eduarda Batista com Jornal da Paraíba

