Sábado, 19 de setembro-(09) de 2026
Matéria do ParaíbaOnline.com.br
Nem todo esquecimento relacionado ao envelhecimento
significa que uma pessoa esteja desenvolvendo Alzheimer.
Durante a coluna “Consultório JM”, no Jornal da Manhã, da
Rádio Caturité FM, o médico Antônio Henriques explicou as diferenças entre
demência e doença de Alzheimer e chamou atenção para sintomas que precisam ser
investigados.
“Demência é um termo ‘guarda-chuva’, usado para
descrever um conjunto de quadros causados por várias doenças que, com o passar
do tempo, provocam danos ao cérebro, levando assim à deterioração da função
cognitiva”, explicou o médico.
Segundo Antônio, o Alzheimer é uma condição específica
dentro desse grupo.
“Já a doença de Alzheimer é um tipo específico de
demência, a mais comum, responsável por cerca de 60% a 70% de todos os casos”,
afirmou.
O médico destacou que alterações persistentes e
progressivas na capacidade cognitiva são diferentes dos esquecimentos
ocasionais que podem ocorrer com o envelhecimento.
“Quando há uma perda persistente e progressiva da
função cognitiva que afeta a forma como os indivíduos percebem, processam e
elaboram as informações, interferindo nas atividades rotineiras, é preciso
investigar”, alertou.
Entre os sinais que podem indicar um quadro de demência
estão esquecer acontecimentos recentes, perder objetos ou guardá-los em locais
incomuns, se perder em locais conhecidos, apresentar confusão sobre o tempo,
ter dificuldade para resolver problemas e encontrar palavras durante uma
conversa. Também podem ocorrer mudanças de humor, comportamento e
personalidade.
Ao falar especificamente sobre o Alzheimer, Antônio
explicou que a memória de curta duração costuma ser uma das primeiras funções
afetadas.
“A doença se instala de forma insidiosa, ou seja,
lenta, em geral com sinais de dificuldade de memorização e desinteresse pelos
acontecimentos diários. A memória de curta duração que nos permite exercer a
rotina diária é a primeira a ser afetada”, explicou.
O médico também citou situações que podem aparecer no
cotidiano, como esquecer onde deixou a carteira, se pagou uma conta ou deixar
tarefas incompletas. Com a evolução do quadro, atividades mais complexas, como
cuidar das finanças e preparar refeições, podem se tornar difíceis.
Apesar de não existir cura para as demências, o médico
ressaltou que medidas de prevenção podem contribuir para reduzir ou adiar parte
dos casos.
“Não há cura para as demências, meus amigos, mas, ao
contrário do que muita gente pensa, é possível prevenir boa parte dos casos,
sobretudo se a prevenção começar cedo”, afirmou.
Entre as medidas citadas estão a prática regular de
atividade física, não fumar e manter sob controle a pressão arterial e o
diabetes. Antônio também reforçou a importância de manter uma rotina ativa ao
longo da vida.
“A pessoa que faz atividade física regular desde a
juventude, ela tem menos demência”, afirmou o médico durante a coluna.
A orientação é que mudanças persistentes na memória, no
comportamento ou na capacidade de realizar atividades do cotidiano sejam
observadas e levadas para avaliação profissional, especialmente quando começam
a interferir na rotina.
Por: ParaíbaOnline.com.br

