Quarta-feira, 23 de setembro-(09) de 2026
Campanha do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, alega que
pronunciamento teve tom eleitoral e usa precedente de Jair Bolsonaro nas
eleições de 2022.
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| Flávio Bolsonaro aciona o TSE contra discurso de Lula na ONU |
A equipe jurídica do senador e candidato à Presidência
Flávio Bolsonaro (PL) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), após discurso do chefe de Estado na Assembleia Geral
das Nações Unidas (ONU).
De acordo com a equipe de Flávio, a fala foi
“completamente desvirtuada e desnaturada, convertendo-se em palanque político
para promoção pessoal e finalidade eleitoreira”. Durante o discurso, Lula falou
sobre o fim da escala 6×1, combate às bets,
Pix, feminicídio e segurança pública. Ao mesmo tempo, criticou o que seriam
ingerências de Donald Trump na América Latina e refutou uma possível
interferência americana no processo eleitoral.
Dessa forma, os advogados do senador Flávio Bolsonaro
pedem que o TSE impeça a campanha de Lula de utilizar qualquer imagem ou áudio
do discurso na ONU ou da viagem do presidente aos Estados Unidos em propagandas
eleitorais, sob pena de multa de R$ 50.000,00 por peça publicitária ou
postagem feita por qualquer meio.
Eles também solicitam que o tribunal proíba o adversário
de “utilizar bens, solenidades, serviços ou estruturas públicas como suporte
para promoção eleitoral”. Além disso, a equipe jurídica pede a cassação do
registro de candidatura de Lula e do vice de sua chapa, Geraldo Alckmin (PSB).
Equipe de Flávio pede tutela de urgência
A equipe de Flávio pede tutela de urgência para o caso,
alegando que não é a primeira vez que Lula utiliza “de bens, dependências,
eventos e estruturas públicas em contexto de promoção pessoal e eleitoral”.
Nessa terça-feira (22/9), o ministro Kassio Nunes Marques determinou que a
campanha do petista deletasse, em até 24 horas, um vídeo gravado dentro do
Palácio do Planalto e divulgado no contexto do processo eleitoral.
A campanha de Flávio ressalta, no documento enviado ao
TSE, que a conduta do atual presidente é reiterada, e que “passados cinco
meses desde o ajuizamento das primeiras ações, grande parte desses processos
permanece sem pronunciamento jurisdicional”.
Dentro da representação, os advogados do senador Flávio
destacam os trechos do discurso em que Lula fala sobre as bets, a soberania
nacional, o fim da escala 6×1 e a proteção ao PIX, ressaltando que esses são
pontos também tratados em seus comícios e inserções eleitorais na TV e na
rádio. Há, também, menção direta à parte do pronunciamento em que Lula diz que
o eleitor brasileiro escolherá, nas eleições, “entre democracia e
negacionismo”.
Cabe agora ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente
do TSE, decidir quando o plenário da corte eleitoral discutirá sobre o
requerimento.
O discurso
O mundo atravessa uma era recorde de conflitos armados e guerras refletindo o fracasso da política. A ONU está falhando em sua missão de “evitar o flagelo” de mais uma guerra mundial e por isso precisa voltar às suas origens como “templo da paz”.
O mundo atravessa uma era recorde de conflitos armados e guerras refletindo o fracasso da política. A ONU está falhando em sua missão de “evitar o flagelo” de mais uma guerra mundial e por isso precisa voltar às suas origens como “templo da paz”.
Com essas palavras, o presidente do Brasil, Luiz Inácio
Lula da Silva, assumiu a tribuna da Assembleia Geral como primeiro orador do
debate de líderes internacionais este ano. Para Lula, existe um sentimento de
indignação com os ataques generalizados ao multilateralismo em várias partes do
globo. Segundo ele, a diplomacia é a única opção para resolver desafios
globais.
Lula descreveu seu sentimento pessoal como indignação e
disse que “liderar é conciliar o interesse da pátria com o interesse de toda a
humanidade.”
“Este é o momento mais crítico das Nações Unidas. O
sentimento que me move hoje é o da indignação. A ONU está falhando em uma das
suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua
credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais
vulneráveis – os que não têm exército, nem arsenais – nunca foi tão pequena.
Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o
seu papel. Em 1946, já na primeira sessão desta Assembleia, o Brasil alertava
para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto.”
O líder brasileiro lembrou que o ano passado registrou o
maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. Para ele, é
preciso conter conflitos regionais que avançam para “tragédias de proporções
globais”.
Por: O Tempo


