Sexta-feira, 11 de setembro-(09) de 2026
Durante a Operação Resgate VI, em todo o país foram
resgatados 479 trabalhadores, dos quais 75 eram mulheres
Uma ação coordenada pelo Ministério do Trabalho resgatou
20 trabalhadores em situação análogas à escravidão, na Paraíba. Durante a
Operação Resgate VI, em todo o país foram resgatados 479 trabalhadores, dos
quais 75 eram mulheres.
Entre os trabalhadores resgatados, 13 eram crianças e
adolescentes e 66 eram migrantes vindos da Argentina, Uruguai, Paraguai,
Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.
Entre 1º e 31 de agosto, a Operação Resgate VI realizou
231 ações fiscais em todo o país. A força-tarefa contou com a participação do
Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF), da
Defensoria Pública da União (DPU) e da Polícia Federal (PF).
A Região Sudeste concentrou o maior número de
trabalhadores resgatados: foram 267, dos quais 208 em Minas Gerais.
Paraíba
Na Paraíba, a fiscalização ocorreu no município de Patos,
onde houve o resgate de 20 trabalhadores que estavam em obras de
calçamento de ruas e avenidas.
“Eles se alimentavam em calçadas, debaixo de
árvores, com alimentação extremamente precária. Nas frentes de trabalho, não
havia instalação sanitária e nem água potável. Muitos eram oriundos de outros
municípios do estado da Paraíba. Os alojamentos fornecidos por essas empresas
estavam também em condições precárias. Alguns sem fornecimento de roupa de
cama, com situação muito suja, banheiro bastante sujo e superlotação de
trabalhadores. Em alguns alojamentos não havia fornecimento de água potável e
sequer cadeiras para que eles realizassem as suas refeições”, afirmou o
procurador do Trabalho com atuação na Paraíba, Rogério Sitônio Wanderley.
Atividades rurais
Entre as atividades econômicas que concentraram o maior
número de trabalhadores encontrados em situação de trabalho análogo à
escravidão durante a Operação Resgate VI estão a construção em geral com 85
resgatados, e o cultivo de café, com 53 trabalhadores resgatados; o cultivo de
cebola, com 47; e o cultivo de batata-inglesa, com 44. Também aparecem entre as
principais atividades o cultivo de outras plantas de lavoura temporária, com 43
trabalhadores, e a coleta de produtos não madeireiros em florestas nativas, com
29 trabalhadores. O levantamento evidencia a presença de situações de trabalho
análogo à escravidão principalmente em atividades ligadas à produção agrícola e
ao extrativismo.
Por: Portal Correio

