Quinta-feira, 15 de outubro-(10) de 2026
Matéria do PBAgora.
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| Foto: Reprodução/TV Sol |
A casa onde um bebê de apenas 23 dias foi morto a facadas,
em Patos, no Sertão da Paraíba, foi arrombada por vizinhos na madrugada desta
quinta-feira (15). Objetos retirados do imóvel, entre eles uma cama e um
colchão, foram levados para uma área próxima e incendiados.
De acordo com a Polícia Militar, equipes realizaram rondas
na região para prevenir atos de vandalismo contra a residência. A invasão,
porém, ocorreu durante a madrugada, em um intervalo entre as passagens das
viaturas.
A Polícia Civil investiga o caso e busca identificar os
responsáveis pelo arrombamento, pela retirada dos pertences e pelo incêndio. Os
envolvidos poderão responder pelos danos causados ao imóvel e pelos atos
praticados.
A corporação informou que a ocorrência não comprometeu as
investigações sobre a morte da criança. A perícia na residência havia sido
realizada na quarta-feira (14), mesmo dia em que o bebê foi encontrado morto.
O menino morreu na manhã da quarta-feira, após sofrer
diversos golpes de faca. A Polícia Militar acionou o Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência (Samu), mas, ao chegar ao local, a equipe encontrou a criança
sobre uma cama, já sem sinais vitais.
Segundo a Polícia Civil, o bebê apresentava múltiplas
perfurações, principalmente na região abdominal, além de ferimentos em outras
partes do corpo. A perícia inicial identificou pelo menos 15 golpes de faca. O
corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB)
para exames.
O pai e a mãe da criança foram presos em flagrante e
autuados por homicídio qualificado e omissão, conforme informou a Polícia
Civil. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
A investigação busca esclarecer a participação de cada um
dos pais na morte do bebê. Em depoimentos, os dois apresentaram versões
conflitantes e atribuíram um ao outro a responsabilidade pelo crime.
De acordo com o delegado Gilson Duarte, os investigadores
confrontaram os relatos com informações de testemunhas, entre elas vizinhos e
pessoas que passavam pela rua no momento do ocorrido.
Uma das inconsistências apontadas envolve a declaração da
mulher de que teria filmado o episódio. Segundo o delegado, uma verificação
inicial do aparelho celular não identificou vídeos relacionados ao crime. O
telefone foi apreendido e será submetido à perícia.
Por: PB Agora

