Segunda-feira, 26 de outubro-(10) de 2026
O músico Oswaldinho do Acordeon morreu no domingo, 25,
aos 72 anos. A notícia foi confirmada nas redes sociais do artista.
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| A causa da morte e informações sobre o enterro não foram divulgadas. |
Referência no acordeon, o músico dedicou cerca de seis
décadas à carreira fonográfica e ficou conhecido pela técnica e pela capacidade
de explorar diferentes possibilidades sonoras da sanfona.
Ao longo da trajetória, aproximou ritmos nordestinos de
gêneros como rock, jazz, blues e música erudita, ampliando as possibilidades de
experimentação dentro do forró.
A morte repercutiu entre artistas da música brasileira.
Chico César lamentou a perda ao compartilhar a notícia nas redes sociais.
“Adeus, mestre. Você e sua música seguem em nossos
corações”, escreveu. O guitarrista Nelson Faria também prestou homenagem: “Hoje
se foi um dos maiores sanfoneiros que esse País já conheceu. Vai fazer falta.”
Influências
Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em 5
de junho de 1954, Oswaldo de Almeida e Silva, conhecido artisticamente como
Oswaldinho do Acordeon, cresceu em uma família ligada à música.
Filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo (1927-1997), teve contato com o
instrumento desde cedo e aprendeu a tocá-lo de forma autodidata, incentivado
pelo pai.
A convivência com nomes fundamentais da música nordestina
também contribuiu para sua formação. Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca
frequentavam a casa de Pedro Sertanejo, proporcionando ao jovem músico contato
próximo com diferentes formas de tocar e interpretar a sanfona.
A estreia no mercado fonográfico ocorreu em 1963, quando
tinha nove anos e participou de um disco do pai. Três anos depois, aos 12,
lançou seu primeiro single.
A partir daí, desenvolveu uma trajetória que combinou o repertório tradicional
nordestino com experimentações musicais.
Os primeiros discos próprios de Oswaldinho chegaram ao
mercado na década de 1970. Pela gravadora Tropicana, lançou Fantástico Oswaldo
Silva (1973), Só Quero um Xodó (1974) e Oswaldinho (1975).
Na sequência, vieram Forró Pop (1977), Lágrimas de
Namorados (1978) e Natureza (1979), pela gravadora Copacabana. Em 1981, lançou
Forró in Concert, pela Continental, trabalho que abriu caminho para
apresentações em festivais europeus.
A exploração de novas sonoridades continuou nas décadas
seguintes. Em Asa Branca Blues (2002), o próprio título evidencia o diálogo
entre a música nordestina e o blues. Já Forró Chorado (2011) reforçou a relação
do instrumentista com diferentes tradições musicais.
Em 2004, Oswaldinho também dividiu um projeto com
Dominguinhos e Sivuca. Os três sanfoneiros gravaram juntos o álbum Cada um
Belisca um Pouco, lançado pela gravadora Biscoito Fino.
*Por: Informações do Conteúdo Estado

