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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Procuradores de 12 Estados questionam cálculos e redução de verba do FPE


Sexta-feira, 13 de julho de 2018
Imagem cedida da internet
Os Procuradores-Gerais de 12 (doze) Estados e do Distrito Federal (MG, PI, AC, MA, PB, RO, DF, BA, PA, RN, AP, CE) ingressaram hoje em juízo para exigir da União esclarecimentos sobre a reclassificação de receitas que integram o Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Quando o contribuinte recolhe um tributo federal, aponta no documento de arrecadação (DARF) o código para identificar o adimplemento da obrigação, e parte desse recurso deve ser repassado para os demais entes federativos como determina a Constituição. De acordo com auditoria interna promovida pelo Estado de Minas Gerais, aproximadamente 92 (noventa e dois) códigos de arrecadação, sobretudo os relacionados com programas de parcelamentos de Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), não foram “reclassificados”, ou seja, a União não apurou o montante dessas rubricas que deveria ser vertido para o FPE. O valor acumulado nos últimos cinco anos pode ultrapassar a cifra de R$ 14bi.

O problema é que, apesar dos fortes indícios de ausência do repasse constitucional, os Estados e DF não possuem acesso aos dados da Receita Federal do Brasil (RFB) que os permitiriam verificar o acerto dos repasses. Resta a eles confiarem nos valores transferidos para suas contas.

Por isso, membros do Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e Distrito Federal apresentaram no STF uma Ação Cível Originária (ACO), para pleitear acesso ao sistema informatizado de controle dos recursos que compõem o FPE e requerer a reclassificação periódicas das receitas tributárias, bem como uma ação de Exigir Contas para que sejam especificamente apontadas todas as rubricas que integram o cálculo do FPE e como o cálculo foi e vem sendo feito.

“São R$ 240 milhões a menos para o Piauí no primeiro semestre da receita partilhada com a União, em relação ao mesmo período do ano passado e previsão do próprio governo federal. E isto da receita partilhada com a União. Alguma coisa está errada. E a situação não é pior porque nossa economia no Piauí segue resistindo às quedas do país e nossa receita própria sustenta com crescimento “. disse o governador do Piauí, Wellington Dias.

“Tentamos entendimento e o governo fechou as portas, então só nos restou a via judicial “. Finalizou Wellington Dias.



WSCOM

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Formado em radialismo,Cursou A FUNETECE,Ensino médio Completo,E-mail: radialistasergiothiago@gmail.com.

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