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quinta-feira, 23 de julho de 2020

Corpo do músico Pinto do Acordeon é sepultado em Patos, no Sertão da Paraíba

Quinta-feira, 23 de julho de 2020

Artista morreu na madrugada da terça-feira (21), aos 72 anos. Músico foi homenageado for familiares no Terreiro do Forró, local em que acontecem os festejos de São João da cidade.

Músico Pinto do Acordeon é sepultado em cemitério de Patos, no Sertão da Paraíba — Foto: Beto Silva/TV Paraíba

O corpo do músico paraibano Pinto do Acordeon foi sepultado no começo da noite desta quarta-feira (22), em Patos, no Sertão da Paraíba. O artista morreu na madrugada da terça (21), aos 72 anos, vítima de um câncer.

Antes de ser enterrado, o corpo do artista foi levado ao Terreiro do Forró, local em que são realizados os festejos de São João da cidade. No local, familiares discursaram e cantaram em homenagem ao músico.

Após as homenagens no Terreiro do Forró, o corpo de Pinto saiu em um cortejo fúnebre, em veículo aberto do Corpo de Bombeiros, pelas ruas de Patos. Depois, foi levado para o cemitério Memorial Jardim da Paz, onde foi sepultado.

O velório de Pinto do Acordon foi realizado em João Pessoa na noite da terça e durante a madrugada e manhã desta quarta. Uma cadela de estimação viajou mais de 300 quilômetros para se despedir do tutor.

Cortejo fúnebre com corpo do músico Pinto do Acordeon — Foto: Beto Silva/TV Paraíba

Pinto do Acordeon: Francisco Ferreira Lima, o Pinto do Acordeon, nasceu no município de Conceição, no Sertão paraibano. Ele se tornou popular a partir de apresentações que realizava junto a trupe de Luiz Gonzaga. Ele gravou cerca de 20 álbuns durante a carreira. "Neném Mulher" é uma das músicas mais conhecidas do repertório.

Ele lançou seu primeiro LP solo (1976), no mesmo ano, a canção “Arte culinária”, uma parceria sua com Lindolfo Barbosa, fez sucesso com o Trio Nordestino; o LP “Gosto da Bahia”, pela Gravadora Japoti (1970); o álbum “As filhas da viúva” (1980); o LP “O rei do forró sou eu” Nova Produções (1994); participou da gravação do DVD do grupo paraibano Clã Brasil (2006); e os CDS: 20 anos de estrada, De língua, Forró Cocota, Me botando pra roer, Projeto divino, Eco nordeste, Vem viver essa paixão, Deixa o dia clarear; Sertanejo, entre outros. Durante toda a carreira, somam-se cerca de 20 álbuns gravados, entre LPs e CDs.

A obra do cantor e compositor Pinto do Acordeon se tornou Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado da Paraíba no dia 13 de julho de 2019.

De autoria do deputado Delegado Wallber Virgolino, o projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Assembleia legislativa, durante uma votação realizada no dia 18 de junho.

Em setembro do mesmo ano, ele foi reconhecido com o título "Mestre das Artes Canhoto da Paraíba". A homenagem foi oficializada pela Secretaria de Cultura do Estado através de uma publicação no Diário Oficial do Estado.

O título de Mestre das Arte’ foi criado pela Lei Estadual º 7.694, conhecida como Lei Canhoto da Paraíba. Ela é uma homenagem ao músico Francisco Soares de Araújo, conhecido como Canhoto da Paraíba, que morreu em 2008. O objetivo é proteger e valorizar os conhecimentos, fazeres e expressões das culturas tradicionais paraibanas.

Por meio do Registro no Livro de Mestres das Artes (REMA), as pessoas que contribuem há mais de 20 anos com atividades culturais na Paraíba recebem o título de “Mestres e Mestras”, ao terem suas artes reconhecidas.

Pinto do Acordeon morreu aos 72 anos — Foto: Rafael Passos/Secom-JP

Autoridades lamentam morte de Pinto do Acordeon: O prefeito Romero Rodrigues lamentou, profundamente, a morte do cantor e compositor Francisco Ferreira de Lima, Pinto do Acordeon. Romero Rodrigues destaca que Pinto do Acordeon foi um artista que sempre teve um compromisso inarredável com a cultura de sua terra. Lembrando que, durante muitos anos, Pinto do Acordeon integrou o rol dos artistas que se apresentaram no Parque do Povo, o prefeito campinense assegura que a cidade guardará com muito carinho e saudade a memória de seus shows de forró e baião marcados pela autenticidade e qualidade.

O prefeito Luciano Cartaxo, de João Pessoa, também se pronunciou sobre a morte do músico paraibano. "Foi com muito pesar que recebi a notícia do falecimento de Pinto do Acordeon. A Paraíba perde um de seus maiores nomes, uma referência em cultura nordestina e na nossa música. Ele era um artista nato, dono de um talento como poucos. Tive a oportunidade de ser seu companheiro na Câmara Municipal e muito me orgulhou poder homenageá-lo no nosso São João. Que Deus o receba de braços abertos e que sua família, amigos, fãs e admiradores tenham a força para superar o momento. Pinto do Acorden se vai, mais deixa uma história que jamais será apagada de nossas lembranças", afirmou o prefeito Luciano Cartaxo.



Por: G1 PB

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Formado em radialismo,Cursou A FUNETECE,Ensino médio Completo,E-mail: radialistasergiothiago@gmail.com.

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