Domingo, 21 de Junho de 2015
Descoberta pode contribuir para elaboração de
vacina efetiva contra Aids. Estudos foram publicados nas revistas 'Cell' e
'Science'.
Um
grupo de cientistas desenvolveu uma vacina experimental que pode gerar em
roedores os anticorpos necessários para neutralizar o vírus da
imunodeficiência humana (HIV), causador da Aids.
A
natureza do HIV para sofrer mutação assim que entra em um corpo representou uma
grande frustração para os pesquisadores da vacina contra o vírus, que tiveram
dificuldades para decifrar esse comportamento.
Neutralizador
potente
Nos últimos anos, no entanto, os cientistas se deram conta de que uma pequena fração das pessoas que vivem com o HIV desenvolvem anticorpos amplamente neutralizantes, e estes são muito potentes contra diferentes variantes do vírus.
Nos últimos anos, no entanto, os cientistas se deram conta de que uma pequena fração das pessoas que vivem com o HIV desenvolvem anticorpos amplamente neutralizantes, e estes são muito potentes contra diferentes variantes do vírus.
Agora,
a inovação publicada na "Cell" e na "Science" mostra que é
possível gerar estes anticorpos em roedores através de uma sucessão de vacinas.
Os ratos não recebem o HIV ou uma infecção equivalente, por isso os cientistas
ressaltam a necessidade de provar se este novo enfoque oferece proteção aos
seres humanos.
"Os
resultados são muito espetaculares", afirmou um dos pesquisadores, Dennis
Burton, presidente de Departamento de Imunologia e Ciência Microbiológica do
TSRI e colíder de uma das pesquisas divulgadas na "Science".
"A
vacina parece funcionar bem em nosso modelo de rato para provocar a resposta
anticorpos", ressaltou seu colega do TSRI, o professor David Nemazee,
A
equipe de Burton usou uma proteína, o imunógeno eOD-GT8 60mer, que é uma
nanopartícula criada para ativar células necessárias na luta contra o HIV. No
estudo publicado na "Cell", codirigido pelo professor William Schief,
da IAVI, os especialistas usaram também a eOD-GT8 60mer, mas com um modelo de
rato diferente.
Essa
proteína "de novo impulsionou o sistema imunológico", indicou Schief.
Em um terceiro estudo divulgado na "Science", os cientistas
utilizaram outros imunógenos que também provocaram uma reação de imunidade em
coelhos e primatas.
G1

