Domingo, 21 de Junho de 2015
Estado só mantém
483km² de área de Mata Atlântica.
Presidente da Apan diz que situação é preocupante.
Imagem ilustrativa
A
Paraíba só tem 483km² de área remanescente de Mata Atlântica, segundo os
Indicadores de Desenvolvimento Sustentável divulgados na sexta-feira (19) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, 90,1% da área
original - que era de 5.980 em todo o estado - já foi desmatada. Os dados são
referentes ao ano de 2012.
De
acordo com a publicação, também restam 111 km² de mangue. Com esses dados, a
Paraíba é o estado que teve o quinto maior percentual de desmatamento de Mata
Atlântica no país, ficando atrás apenas de Goiás (97,3%), Rio Grande do Norte
(90,8%), Sergipe (90,7%) e Alagoas (90,3%).
Para o presidente da Associação Paraibana da Natureza
(Apan), Antonio Augusto, o dado é preocupante. A Mata Atlântica é um pequeno
ecossistema fundamental para a preservação dos mananciais de água potável. Se
essa cobertura vegetal foi extinta, as consequências serão desastrosas. João
Pessoa, que hoje não tem escassez de água, passará a ter, principalmente porque
tivemos uma precipitação pluviométrica baixa esse ano”, comentou.
Segundo Antonio Augusto, a Mata Atlântica na Paraíba
ainda tem uma faixa estreita no Litoral e alguns resquícios no Brejo. “Os
órgãos ambientais deveriam ser extremamente rigorosos com relação a
licenciamento e autorização para desmatamento. Isso, infelizmente, não
acontece”, disse.
O presidente da Apan ainda atribuiu o alto índice de
desmatamento à falta de planejamento urbando dos municípios onde há Mata
Atlântica. “Hoje o litoral é a região com a maior densidade demográfica do
estado, onde as cidades têm um crescimento acelerado. Seria primordial que
houvesse um disciplinamento desse crescimento”, disse Antonio Augusto. Outra
causa é a “falta de educação ambiental e conscientização da população e,
sobretudo, dos empresários e empreendedores”.
O G1 solicitou, às 17h da sexta-feira, um posicionamento em
relação aos dados à Superintendência de Administração do Meio Ambiente
(Sudema). A assessoria de imprensa informou que ia encaminhar o pedido ao setor
responsável, mas que, no horário em que a solicitação foi realizada, não havia
mais expediente no órgão e que só seria possível comentar o assunto na
segunda-feira (22).
Krystine Carneiro Do G1 PB

