Terça-feira, 09 de Junho de 2015
Informação do FBI que estão sendo levantadas nos EUA é o que o chefe da
CBF ( Brasil ) preso pela Polícia Americana está envolvido no resultado do jogo
entre Brasil e Alemanha. A histórica goleada na semifinal da Alemanha sobre a
seleção brasileira pode ter envolvido milhões de dólares, onde cada jogador
recebeu sua parte. Dentro de 30 dias será divulgado um balanço que poderá
acabar com a vida profissional de muitos jogadores brasileiros reconhecidos
pelos torcedores, afirmou o FBI. O esquema pode sobrar até para Rede Globo de
Televisão.
“Dane-se o torcedor, vamos garantir o
nosso. É melhor um na mão que dois voando” Segundo a FIFA uma frase que vai
doer no coração dos brasileiros apaixonados por futebol
Vários e-mails atualmente “denunciam” a venda desta Copa nas redes
sociais. Os textos apresentam detalhes distintos, mas quase todos partem do
mesmo autor: Gunther Schweitzer, o mesmo homem que denunciou a venda da Copa de
1998. Em alguns textos, Schweitzer é apresentado como diretor de jornalismo dos
canais ESPN. Em outros, o nome aparece com o mesmo suposto cargo de 16 anos
atrás: diretor da Rede Globo.
Além da troca de favores entre Brasil e Fifa, outra “questão” foi
levantada nos últimos dias: a de que Neymar não teria efetivamente se lesionado
na partida contra a Colômbia. Sites brasileiros e colombianos divulgaram
imagens da chegada do atleta ao hospital de Fortaleza. Nelas, o paciente
aparece com o rosto coberto e sem as tatuagens que o atacante possui no braço
direito. Houve ainda quem adaptasse a história e afirmasse que Neymar simulou a
lesão, pois foi o único que não concordou em vender a Copa à Fifa.
Escândalos envolve o futebol mundial
O jornal italiano “Corriere dello
Sport” estampou na capa de sua edição desta sexta-feira que a Copa de 2002 teve
resultados manipulados por árbitros, em favorecimento à Coreia do Sul.
Entretanto, a manchete da publicação faz mais barulho do que sua reportagem.
O jornal afirma apenas que “um dia,
talvez” as investigações sobre a Fifa descobrirão “ligações com a Copa do Mundo
de 2002″, especialmente ao juiz equatoriano Byron Moreno, que teve arbitragem
polêmica do jogo das oitavas de final contra a Itália, no qual mostrou cartões
vermelhos e anulou um gol da Azzurra. O jornal lembra que o senador Raffaele
Ranucci, chefe da delegação italiana naquele mundial, já havia denunciado
possível favorecimento à Coreia do Sul, uma das sedes em 2002.
Escândalos envolve o futebol mundial
Na ocasião, os coreanos chegaram até
a semifinal e eliminaram Portugal (fase de grupos), Itália (oitavas de final) e
Espanha (quartas) – em jogos com polêmicas de arbitragem. O país sediou o
Mundial junto com o Japão e terminou em quarto lugar.
A derrota por 2 a 1 para Coreia do
Sul é lamentada até hoje pelos italianos. Na ocasião, o árbitro equatoriano
Byron Moreno anulou um gol claro de Tommasi que daria a classificação à Azzurra
– o lance aconteceu na prorrogação, numa época que o gol de ouro fazia parte do
regulamento.
A Espanha também reclamou bastante. O
árbitro egípcio Gamal Al Ghandour, o ugandês Ali Tomusange e o trindadense
Michael Ragoonath, seus auxiliares, anularam dois gols legítimos, um de
Fernando Morientes e outro de Iván Helguera, que dariam a vitória e a
classificação aos espanhois para a semifinal da Copa. A Coreia do Sul, na época
treinada pelo holandês Guus Hiddink, acabou beneficiada e conseguiu sua melhor
campanha na história dos Mundiais com a classificação nos pênaltis.
Rede Globo está com
medo da investigação do FBI
Escândalos e mais escândalos estão envolta de algumas pessoas no mundo da bola
Um
dos focos das investigações da Justiça americana sobre o escândalo de corrupção
na Fifa são transações comerciais em que a Rede Globo, da família Marinho, atua
diretamente há décadas; parceira incondicional da Fifa desde o mundial 1970, a
Globo é detentora da transmissão no Brasil de praticamente todos os eventos
investigados pelo FBI: Copa do Mundo, Libertadores, Copa América e até a Copa
do Brasil; o elo mais forte entre Globo e Fifa é o brasileiro José Hawilla, da
Traffic Group, que assumiu os crimes de extorsão, fraude, lavagem de dinheiro e
vai devolver US$ 151 milhões; além disso, J. Hawilla é dono da TV TEM, maior afiliada
da Globo no país; apesar das ligações perigosas, a Globo se limitou a dizer, no
Jornal Nacional, que “o ambiente de negócio do futebol seja honesto”; também
afirmou que “sobre essas empresas de mídia não pesam acusações ou suspeitas”
Segundo
a polícia federal (FBI) e a receita federal americanas, as investigações na
Fifa tiveram início por causa do processo de escolha das Copas do Mundo de
2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, mas foi expandida para analisar os
acordos da entidade nos últimos 20 anos.
A
investigação atua em várias frentes. Sobre a compra dos direitos de transmissão
o esquema funcionava basicamente assim: para ter contratos de direitos de
transmissão de eventos organizados pela Fifa, como a Copa da Mundo ou Copa
Libertadores, empresas de marketing esportivo pagavam propinas milionárias aos
dirigentes da Fifa. De posse dos direitos de transmissão, as empresas
revendia-os a grupos de comunicação do mundo todo. Só em relação aos direitos
de transmissão da Copa América de 2015, 2019 e 2023, a Datisa, formada formada
pela Traffic, do brasileiro J. Hawilla, e duas companhias sul-americanas,
aceitou pagar US$ 352,5 milhões e mais US$ 110 milhões em propinas para os
presidentes das federações sul-americanas. A Rede Globo comprou da Datisa os direitos
de transmissão da Copa América no Brasil.
A
empresa da família midiática mais rica do planeta não é citada nas
investigações do FBI. Mas faz transações com a Fifa sobre transmissão de
eventos esportivos desde o mundial de 1970. Em 2012, a Globo anunciou a compra
dos direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022,
no Catar. Os valores dos negócios não são divulgados oficialmente.
Na
época do anúncio, o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho,
comemorou a compra da transmissão dos mundiais. “Por mais de 40 anos, a Globo e
a Fifa desenvolveram uma parceria muito frutífera, que trouxe ótimos resultados
para ambas as partes. Durante todos estes anos, a Fifa conseguiu fazer do
futebol o esporte mais popular, com um grande público em todo o mundo, e a
Globo se sente orgulhosa de ser parte desta história. Por esta razão, nós
estamos orgulhosos de prolongar esta parceria’, afirmou Marinho.
J.
Hawilla, parceiro dos Marinho
Entre
a Fifa e a Globo aparece um elo de ligação que é peça chave nas investigações
de corrupção das autoridades americanas: o empresário José Hawilla, dono da
Traffic Group, maior empresa de marketing esportivo da América Latina.J.
Hawilla, como gosta de ser chamado, confessou à Justiça dos EUA ser culpado
pelos crimes de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da
justiça – ele é o único brasileiro entre os réus confessos declarados culpados
pela Justiça dos EUA. Ele se comprometeu a devolver US$ 151 milhões de seu
patrimônio – US$ 25 milhões deste total já teriam sido pagos no momento da
confissão. O mandatário da Traffic já foi classificado diversas vezes pela
imprensa nacional como “dono do futebol brasileiro”.
A
ligação entre J. Hawilla e a família Marinho inclui a transmissão de eventos
esportivos de peso. A Traffic teve exclusividade na comercialização de direitos
internacionais de TV da Copa do Mundo da Fifa no Brasil, em 2014. A empresa de
J. Hawilla é a atual responsável pelos direitos de torneios como a Copa
Libertadores, cujo direito de transmissão foi comprado pela Rede Globo.
Além
relações perigosas no futebol, Rede Globo e J. Hawilla têm parceria comercial
também nas Comunicações. Ex-repórter da área de esportes, ele se tornou
afiliado da Rede Globo a partir da Traffic. Em 2003, ele fundou a TV TEM, no
interior de São Paulo – hoje a maior subsidiaria do grupo, cobrindo 318
municípios e 7,8 milhões de habitantes, alcançando 49% do interior paulista. J.
Hawilla também comprou, em 2009, o “Diário de S.Paulo”, mas vendeu o jornal
logo em seguida.
Sonegação
na Copa de 2002
A
Rede Globo criou um “antecedente criminal” em sua relação comercial com a Fifa,
intermediada por empresas como a Traffic. A emissora disfarçou a compra dos direitos
de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e Japão, da
qual o Brasil foi campeão.
A
engenharia da Globo para disfarçar a operação envolveu dez empresas criadas em
diferentes paraísos fiscais. Todas essas empresas pertencem direta ou
indiretamente à Globo, segundo os documentos. O esquema funcionava de modo que
o dinheiro para a aquisição dos direitos era pago através de empréstimos entre
empresas pertencentes à Globo sediadas em outros países. Deste modo, a empresa
brasileira TV Globo, não gastava dinheiro diretamente com a operação.
Posteriormente, as empresas que detinham os direitos de transmissão eram
compradas pela TV Globo.
“Essa
intrincada engenharia desenvolvida pelas empresas do sistema Globo teve, por
escopo, esconder o real intuito da operação que seria a aquisição pela TV Globo
dos direitos de transmitir a Copa do Mundo de 2002, o que seria tributado pelo
imposto de renda”, afirma em relatório do processo o auditor fiscal Alberto
Sodré Zile.
A
artimanha fiscal resultou na sonegação de R$ 183,14 milhões, em valores da
época. Segundo a Receita Federal, somando juros e multa, o valor que a Globo
devia ao contribuinte brasileiro em 2006 sobe a R$ 615 milhões.
Em
2013, o blog O Cafezinho divulgou 29 páginas do processo da Receita Federal
contra a Rede Globo. O relatório divulgado comprova que as organizações Globo
criaram um esquema internacional envolvendo diversas empresas em sedes por todo
o mundo para mascarar a compra dos direitos da Copa de 2002. O objetivo
principal seria o de sonegar os impostos que deveriam ser pagos à União em pela
compra dos direitos (leia mais).
Via
Bonner, Globo diz querer “futebol mais honesto”
A
única manifestação da Rede Globo até o momento sobre o escândalo na Fifa foi um
editorial lido por William Bonner no “Jornal Nacional” nessa quarta-feira, 27,
quando a emissora ressaltou que apoia as investigações promovidas pela justiça
americana.
“A
TV Globo, que compra os direitos de muitas dessas competições, só tem a desejar
que as investigações cheguem a bom termo e que o ambiente de negócio do futebol
seja honesto. Isso só vai trazer benefícios ao público, que é apaixonado por
esse esporte, e às emissoras de televisão do mundo todo, que como a Globo fazem
um esforço enorme para satisfazer essa paixão”, acrescentou Bonner.
No
“Jornal da Globo” desta quarta (29), também disse que “não pesam acusações ou
suspeitas sobre as empresas de mídia de todo o mundo que compraram desses
intermediários os direitos de transmissão”, caso da Globo.(APC:news).
Com
Rius.com.br/



