Terça-feira, 09 de Junho de 2015
O menino africano Adou Ouattara,
encontrado em uma pequena mala quando era introduzido ilegalmente na Espanha,
reencontrou nesta segunda-feira sua mãe no território espanhol de Ceuta,
enquanto a justiça ordenou a libertação de seu pai.
"Estamos muito felizes. Trouxemos o menino e também
tentaremos trazer o pai", afirmou o advogado da família, Juan Isidro
Fernández Díaz.
"Pagamos a fiança e ele será libertado", afirmou à
imprensa, em referência a Ali Ouattara, que estava em prisão provisória desde 8
de maio.
Acuado, coberto por roupas e muito assustado, o pequeno Adou
Ouattara, de 8 anos e originário da Costa do Marfim, foi encontrado em 7 de
maio pela Guarda Civil espanhola escondido em uma pequena mala sem respiradores.
Uma adolescente de 19 anos, que não era sua mãe, transportava
a mala quando foi interceptada pelas autoridades. Sua intenção era cruzar a
fronteira entre Marrocos e o território espanhol de Ceuta.
Um mês depois, Lucie, a mãe do menino pôde reencontrar seu
filho, que permaneceu todo esse tempo em um abrigo de menores de Ceuta.
"Hoje foi um dia muito feliz", comentou a diretora
do abrigo Área de Menores de Ceuta, María Antonia Palomo, sobre o encontro da
família.
Imagens de televisão mostraram o pequeno Adou olhando pela
janela, esperando impacientemente pela chegada de sua mãe. Agora, a família
voltará para Puerto del Rosario, na ilha de Fuerteventura, no arquipélago
atlântico das Canárias.
Ali e Lucie vivem legalmente nas Canárias com sua filha
Myriam, de 11 anos, enquanto outro filho, Ismael, 21, trabalha na região de
Múrcia, no sudeste da Espanha.
Adou, entretanto, tinha ficado na Costa do Marfim, na aldeia
de Assuefry (nordeste), com seu irmão Michael e sua avó.
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