Sexta-feira, 17 de Julho de 2015
Governador Ricardo Coutinho e a vice Lígia Feliciano estão sendo
acusados no processo por abuso de poder político e econômico durante a campanha
eleitoral de 2014
Tribunal Regional
Eleitoral da Paraíba
O Tribunal Regional
Eleitoral da Paraíba rejeitou, nesta quinta-feira (16), os agravos interpostos
pela defesa do governador Ricardo Coutinho (PSB) em relação a uma Ação de
Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pela coligação "A Vontade do
Povo", cujo candidato ao governo estadual era o senador Cássio Cunha Lima
(PSDB), acusando o gestor e a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT).
O
governador e a vice estão sendo acusados no processo por abuso de poder
político e econômico durante a campanha eleitoral de 2014. A oposição solicita
a perda de mandato de ambos.
Segundo o
advogado Fábio Brito, que representa a coligação “A Força do Trabalho”, de
Ricardo, os agravos debatiam ingresso dos partidos no processo, a existência de
duas ações para investigar o mesmo fato e algumas diligências determinadas que
a defesa julga incompatíveis com a investigação atual, como fatos relacionados
a períodos anteriores ao da eleição.
De acordo
com a relatoria do desembargador José Aurélio da Cruz, não havia repetição das
partes, conforme apontava a defesa. “O TRE entendeu que os dados da acusação
ainda poderiam ser inseridos no processo”, disse o advogado, comentando que o
caso está em andamento e ainda seriam feitos juízos de valor sobre o mesmo.
“Quanto
mais provas chegam ao processo, fica claro que as ações não têm fundamento
jurídico”, defendeu Brito, argumentando que “nunca houve qualquer tipo de medida
por parte da gestão administrativa que tivesse qualquer tipo de viés
eleitoreiro”.
Por Gustavo Medeiros

