Quinta-feira, 21 de Abril de 2016.
Boletim
epidemiológico divulgado hoje (20) pelo Ministério da Saúde aponta que, até o
dia 16 de abril, 1.168 casos de microcefalia e outras alterações do sistema
nervoso sugestivas de infecção congênita foram confirmados no país. Os números
mostram ainda que 2.241 casos suspeitos foram descartados, enquanto 3.741
permanecem em investigação.
Os 1.168 casos confirmados ocorreram em 428 municípios de 22
estados da unidades da Federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais,
Rio de Janeiro, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Distrito Federal, Goiás, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. São 55 casos a mais em
relação aos dados do último levantamento, divulgado no dia 12 deste mês.
Do total
de casos confirmados, 192 tiveram resultado positivo em relação ao Zika por
critério laboratorial específico para o vírus. O ministério ressalta, no
entanto, que o dado não representa adequadamente a totalidade de casos
relacionados ao vírus. “A pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior
parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia”,
informa o boletim.
De acordo
com o levantamento, até o dia 16 de abril, foram registrados 240 óbitos
suspeitos após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto).
Desses, 51 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema
nervoso central, 30 foram descartados e 165 continuam em investigação.
Nordeste
A Região
Nordeste concentra 77,2% dos casos notificados, com 5.520 registros até o
momento. O estado de Pernambuco continua sendo a unidade da Federação com maior
número de casos em investigação (760), seguido da Bahia (647), Paraíba (389),
Rio Grande do Norte (297), Rio de Janeiro (294) e Ceará (254).
“Cabe
esclarecer que o Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia
e outras alterações do sistema nervoso central informados pelos estados e a
possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia
pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como sífilis,
toxoplasmose, outros agentes infecciosos, rubéola, citomegalovírus e herpes
viral”, destaca o texto.
Na semana
passada, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis
norte-americano (CDC, na sigla em inglês) anunciou a confirmação da relação
entre o Zika e a ocorrência de microcefalia em bebês cujas mães foram
infectadas pelo vírus. O estudo revisou rigoramente as evidências já existentes
e concluiu que o Zika é a causa da microcefalia e outros danos cerebrais
identificados em fetos.
Agência
Brasil

