Sábado, 09 de Abril de 2016.
Foto: Roberto Stuckert Filho / PR
Pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada
nesta sexta-feira (8) aponta que a maior parte dos deputados federais estaria
decidida a votar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da
Câmara no dia 17 de abril. O levantamento feito entre 21 de março a 7 de abril
indicou que 60% deles seguirão este caminho -- percentual insuficiente para
levar processo ao Senado.
Considerando o total de 513 votantes, contando com o
presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o processo de impeachment teria
308 votos, –34 a menos que os 342 necessários (67% da Câmara) para que o
processo seja levado ao Senado.
Entre os que se declararam contrários ao impeachment, porém,
o Datafolha mostra que o número ainda é insuficiente para o governo derrotar o
processo. Segundo o Instituto, 21% dos parlamentares da Câmara (108 deputados)
são contra o impedimento de Dilma. Para permanecer no cargo, a presidente
precisa que 172 parlamentares não votem pelo impedimento.
O Datafolha apurou que a taxa de indecisos ou que não
declararam a posição é de 18%.
Apoio ao
governo recuou
Este é o terceiro levantamento feito pelo Datafolha na
Câmara. Em relação às pesquisas anteriores, houve uma evolução no número de
deputados federais a favor do impeachment (de 42% em dezembro para 60% em março
e abril). Também houve entre os contrários ao processo (eram 31% em dezembro,
ante 21% hoje) e entre os indecisos (de 27% para 18%).
Maioria quer
renúncia de Cunha
A pesquisa do Datafolha mostra que a maioria dos entrevistados é favorável à renúncia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), (61% defendem a renúncia, 23% afirmam que ele deveria permanecer no cargo). O mesmo percentual declarou que votaria, no plenário, pela cassação de seu mandato. Cunha é acusado no Conselho de Ética de quebra de decoro parlamentar, por ter mentido na CPI da Petrobras a respeito das contas ocultas no exterior.
A pesquisa do Datafolha mostra que a maioria dos entrevistados é favorável à renúncia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), (61% defendem a renúncia, 23% afirmam que ele deveria permanecer no cargo). O mesmo percentual declarou que votaria, no plenário, pela cassação de seu mandato. Cunha é acusado no Conselho de Ética de quebra de decoro parlamentar, por ter mentido na CPI da Petrobras a respeito das contas ocultas no exterior.
JB Online

