Sábado, 23 de Abril de 2016.
Pessoas solitárias correm um risco aumentado de infarto e
acidente vascular cerebral (AVC), em comparação com aquelas que têm fortes
relações sociais. A descoberta é de um estudo publicado recentemente na revista
científica Heart.
Pesquisadores da Universidade de York, na Grã-Bretanha,
revisaram 23 estudos já existentes, envolvendo 181.000 pessoas saudáveis. Eles
descobriram que a solidão - definida por um sentimento negativo em pessoas que
estão infelizes com a falta de relacionamentos - está associada a um aumento de
29% no risco de ataque cardíaco e 32% de AVC. Isso faz com que a solidão seja
considerada um fator de risco para doenças cardiovasculares, como a ansiedade e
o stress no trabalho.
"Nosso trabalho sugere a solidão e o isolamento
social podem ter um papel importante na prevenção de duas das principais causas
de morbidade em países de alta renda. Combater essas condições pode ser uma
estratégia de prevenção contra doença cardíaca e acidente vascular cerebral. Os
profissionais de saúde têm um papel importante ao conscientizar seus pacientes
sobre a importância das relações sociais.", disse Nicole Valtorta, líder
do estudo.
Segundo Nicole, a solidão nos afeta por três caminhos
diferentes: comportamental, biológico e psicológico. No que se refere ao fator
comportamental, a autora afirma que pessoas isoladas ou sós seriam mais
propensas à obesidade, ao sedentarismo, ao fumo e a evitar visitas periódicas
aos médicos. Biologicamente, a solidão afeta o sistema imunológico e a resposta
do organismo ao stress. Por fim, no quesito psicológico, a solidão está
associada a maiores taxas de ansiedade e depressão.
Felizmente, estudos anteriores mostraram que o contrário
também é verdade. Ou seja, ter amigos e manter fortes relações sociais faz bem
à saúde do coração tanto quanto a prática de exercícios.
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