Domingo, 26 de junho de 2016.
Uma lâmpada fluorescente compacta economiza
75%, se comparada a uma lâmpada incandescente de luminosidade equivalente. E se
a opção for por uma lâmpada de LED, essa economia sobe para 85%
Lâmpada incandescente não poderá mais ser
vendida no país
A partir da próxima quinta-feira (30), as lâmpadas incandescentes não poderão mais ser vendidas no Brasil. As alternativas para os consumidores são as lâmpadas fluorescentes ou as de LED que, apesar de mais caras, consomem menos energia e duram mais.
Uma lâmpada fluorescente compacta economiza 75%, se comparada a uma lâmpada
incandescente de luminosidade equivalente. E se a opção for por uma lâmpada de
LED, essa economia sobe para 85%. A durabilidade da LED é 25 vezes superior às
lâmpadas incandescentes e até quatro vezes maior que as lâmpadas fluorescentes.
Para o diretor técnico da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação
(Abilux ), Isac Roizenblatt, vale a pena investir em lâmpadas mais modernas,
porque o retorno financeiro é grande. “O que custa pesado para os consumidores
não é o preço da lâmpada de fato, é o preço da energia ao longo do tempo.
Então, esse investimento retorna rapidamente”, avalia.
Enquanto uma lâmpada incandescente de 60 watts custava em média R$ 2,90, uma
equivalente de LED custa em torno de R$ 8,90. Segundo a Abilux, o preço da
lâmpada de LED vem caindo cerca de 30% por ano no Brasil.
Roizenblatt também aponta que as lâmpadas incandescentes emitem 95% de calor e
apenas 5% de luz, o que prejudica o meio ambiente. “É uma lâmpada que tem
baixíssima eficiência e vida curta”, explica. Segundo ele, a melhor opção é
usar as lâmpadas LED, que são mais eficientes e não contêm metais pesados, como
as fluorescentes, que têm mercúrio em sua composição. O uso de lâmpadas LED já
é adotado amplamente em outros países como China, Índia, Reino Unido, Estados
Unidos, Canadá, Cuba, Austrália, Argentina, Venezuela e na União Europeia.
A troca das lâmpadas incandescentes no Brasil começou em 2012, com a proibição
da venda de lâmpadas com mais de 150W. Em 2013, houve a eliminação das lâmpadas
de potência entre 60W e 100W. Em 2014, foi a vez das lâmpadas de 40W a 60W, e o
processo de substituição acaba no dia 30 junho deste ano, com a proibição das
lâmpadas com potência inferior a 40W. A partir dos prazos finais estabelecidos,
fabricantes, atacadistas e varejistas serão fiscalizados. Os estabelecimentos,
importadores e fabricantes serão fiscalizados pelo Instituto Nacional de
Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e quem não atender à legislação
poderá ser multado.
Segundo a Abilux, se todas as lâmpadas do país fossem substituídas por LED,
haveria uma redução de cerca de 10% no consumo de energia elétrica. “Não só o
cidadão ganha quando usa uma lâmpada mais moderna, mas o país ganha porque
transfere investimentos em geração e distribuição de energia. A diferença de
eficiência é tão grande que reflete em todo o país porque não existe lugar onde
não se usa uma lâmpada, em ambientes externos e internos. Então, vale a pena”,
diz Roizenblatt. Segundo dados da ONU, a substituição das lâmpadas incandescentes
no mercado é capaz de economizar anualmente cerca de 5% de toda a energia
elétrica utilizada no mundo.
Nas lojas de Brasília, já é difícil encontrar lâmpadas incandescentes para
vender, embora ainda haja procura dos consumidores. “Algumas pessoas ainda
procuram, se tivéssemos ainda em estoque, com certeza venderíamos”, diz o
gerente de vendas de uma loja da capital, Sebastião Pereira Costa.
Segundo ele, as pessoas procuram porque gostam da cor da luz incandescente e não se acostumam com a luz emitida pelas lâmpadas LED. “A qualidade da luz incandescente ainda é a melhor, apesar de ter um maior consumo de energia, esquentar muito e durar pouco”, diz. De acordo com o gerente, existem hoje no mercado opções de lâmpadas LED com luminosidade amarelada, parecida com as incandescentes.
Por
Agência Brasil

