Quarta-feira, 22 de junho de 2016.
Durante entrevista
concedida ao canal GloboNews na noite desta terça-feira (21), o presidente
interino Michel Temer admitiu encarar sua gestão como definitiva, embora o
processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff não esteja
concluído.
“[O
governo interino ] é mais complicado por ter instabilidade. Me comporto como se
o governo fosse definitivo porque o que está em jogo é o futuro do país”,
disse. Temer voltou a negar que tenha traído Dilma, e criticou a proposta de
plebiscito por novas eleições. “Eu não traí ninguém, o que houve foi um
processo de impedimento, eu não fiz movimento nesse sentido”, afirmou.
“Convocar eleições depois de voltar, indica que ela não quer governar”, disse.
Num
balanço dos primeiros 40 dias de gestão, Temer citou afirma que aprendeu a ser
mais paciente. “Exercitei mais a paciência e vi como é difícil viver nesse
país. Tenho respondido o quanto posso à essa provocação”.
O
presidente também afirmou que acredita que não mais terá queda de ministros
nesta gestão. Quanto à abertura das Olimpíadas, Temer manifestou vontade de que
o processo de impeachment fosse concluído antes da cerimônia. “Esperava que o
processo de impedimento fosse concluído antes das Olimpíadas. Do meu ângulo,
não vai ser complicado”, disse.
Temer
negou o corte de comida no gabinete de Dilma e explica a limitação ao uso de
aviões oficiais pela presidente. “Ela tem o palácio da Alvorada, do Torto, mas
não tem atividades de natureza governamental. Fui informado de que ela usaria o
avião para denunciar um golpe, isso é uma situação esdrúxula. Jamais cortei
comida, isso foi brincadeira”, disse.
A
respeito da composição do gabinete, que foi criticado sobre a falta de
diversidade, Temer alegou falta de tempo. “Tive sete dias para organizar o
governo. Vejo em primeiro lugar como o problema central do Brasil o desemprego
por causa do fenômeno econômico. Por isso, montamos uma boa equipe econômica”,
justificou.
Fonte: Notícias ao Minuto

