Segunda-feira, 28 de julho-(07) de 2025
Filme com a família de super-heróis
chegou aos cinemas nessa quinta-feira (24)
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, que estreou nessa
quinta-feira (24), mostra que recuperar a própria essência é um bom
caminho para sair do buraco. No pior momento
da Marvel no cinema, o filme abraça totalmente o universo
dos quadrinhos e entrega uma aventura divertida, indicando uma
correção de rota para o estúdio.
A terceira versão
cinematográfica da família que deu origem à Marvel como conhecemos (ou a
quarta, se você contar o filme dos anos 90 que não foi lançado), é a que
mais se aproxima do gibi criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1961.
A começar pela
ideia de fazer a história se passar em uma Nova York retrofuturista. Primeiros
Passos tem muito o climão dos anos 60, seja na caracterização
da cidade, seja no tom otimista e um tanto ingênuo dos seus personagens.
É lá que o
Quarteto Fantástico, já estabelecido e amado pela população, aguarda um novo
membro. Afinal, Sue Storm (Vanessa Kirby) está
grávida do primeiro filho de Reed Richard (Pedro Pascal),
para a alegria dos tios Johnny (Joseph Quinn) e Ben
(Ebon Moss-Bachrach).
A tranquilidade da
família acaba quando aparece a Surfista Prateada (Julia Garner),
que anuncia que a Terra será destruída em breve por Galactus
(Ralph Ineson), um insaciável devorador de planetas.
Agora, caberá ao
Quarteto achar uma forma de impedir que o plano de Galactus se realize,
complicado por um preço alto demais pedido pelo vilão.
Uma trama bem
simples, que se resolve nela mesma, longe do gigantismo que marcou os últimos
filmes do estúdio. Quarteto Fantástico: Primeiros Passos não
perde muito tempo em mostrar como os heróis ganharam os super-poderes ou em
fazer ligações com o Universo Cinematográfico da Marvel (a
história se passa em uma realidade alternativa).
E o filme não tem
vergonha em exibir a estética brega dos gibis, com os uniformes extravagantes,
a tecnologia irreal ou personagens bizarros, como o Topeira ou o Fantasma
Vermelho. Aliás, fugir do realismo é o maior mérito de Primeiros
Passos. Só assim um personagem como Galactus pode funcionar sem
parecer ridículo.
Outro mérito é
incluir os super-heróis no dia a dia das pessoas. Você sente a conexão com a
população, o que aumenta o drama quando o planeta fica em perigo. É mais uma
ideia simples, mas que a gente não tem visto ultimamente.
E quando a
engrenagem engasga, principalmente nas cenas de ação pouco inspiradas, a
química do elenco ajuda a estrutura a não desabar. Como uma verdadeira família.
Por: Lello
Lopes, do R7