Sábado, 31 de janeiro-(01) de 2025
Matéria da Agência Brasil
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil |
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta
sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária no mês de fevereiro. Com
isso, não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia do
consumidor;
“De
um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro,
em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos
reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”,
disse a Aneel.
Pelo calendário divulgado pela agência reguladora, no dia 27 de
fevereiro sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada em março.
Criado
em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos
variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras
indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a
energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de
energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico
(ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da
demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas Bandeiras.
Portanto,
as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de
variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada
pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras
vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh)
consumido.
Anualmente,
ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras
Tarifárias para o ciclo seguinte.
Os
valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de
geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100
quilowatt-hora (kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com
condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100
quilowatt-hora kWh consumido.
Já
na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais
custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100
quilowatt-hora kWh consumido.
Por: Agência Brasil

