Domingo, 04 de janeiro-(01) de 2026
Matéria do Portal Brasil de Fato
A China voltou a se posicionar contra a invasão estadunidense na Venezuela,
ocorrida na madrugada de sábado (3), e o sequestro do presidente Nicolás Maduro
e da primeira-dama, Cilia Flores. O governo chinês instou os Estados Unidos a
libertá-los “imediatamente” e a cessarem os “esforços para subverter o regime
venezuelano”.
“A China expressa sua profunda preocupação com a detenção e
expulsão forçada do presidente Maduro e de sua esposa pelos Estados Unidos.
Essas ações violam claramente o direito internacional e as normas fundamentais
que regem as relações internacionais, bem como os propósitos e princípios da
Carta das Nações Unidas”, manifestou, em nota, o Ministério das Relações
Exteriores chinês.
O país asiático também
cobrou garantias de segurança pessoal para Maduro e Flores. Além disso, pede
que a questão seja resolvida “por meio do diálogo e da negociação”.
O voo que transportava Nicolás Maduro até
os Estados Unidos chegou a Nova York na noite de sábado (3). Segundo o jornal
New York Times, o presidente venezuelano está detido na prisão Metropolitan
Detention Center, no distrito do Brooklyn.
Posição
firme
Logo após
o ataque estadunidense, a República Popular da China condenou de forma veemente a ação. Em
declaração divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o país asiático
classificou a operação como uma violação grave do direito internacional e um
atentado à soberania venezuelana.
A resposta chinesa foi dada por um porta-voz da chancelaria
durante coletiva de imprensa em Pequim, após questionamento de jornalistas
sobre a ofensiva militar.
“A China está
profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos
Estados Unidos contra um Estado soberano e o ataque ao seu presidente”, afirmou
o representante do governo chinês.
Ele também declarou que a
ação dos Estados Unidos configura um “ato hegemônico” que ameaça a paz e a
segurança da América Latina e do Caribe.
Já na primeira manifestação, o governo chinês exortou os Estados
Unidos a cessarem as agressões, respeitarem a soberania de outros países e
cumprirem os princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas.
Por: Brasil de Fato

