Sábado, 31 de janeiro-(01) de 2025
Matéria da Assessoria de Comunicação
A
Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) entrou de vez no
debate sobre os altos cachês cobrados por artistas e bandas para apresentações
nos festejos juninos, um tema que tem gerado crescente preocupação entre os
gestores municipais. A entidade reforça a defesa de que é possível realizar uma
festa de qualidade sem comprometer os serviços essenciais dos municípios. O
movimento tem como slogan “Festa boa é festa com preço justo”.
O
presidente da Famup, George Coelho, participou de uma reunião nesta sexta-feira
(30) com a diretoria da União dos Prefeitos da Bahia (UPB), onde o assunto
ganhou destaque entre prefeitos que promovem grandes eventos de São João e
enfrentam dificuldades para equilibrar os custos das festas com as obrigações
da administração pública.
Segundo
os gestores, a escalada dos valores cobrados por atrações artísticas tem
pressionado os orçamentos municipais, colocando em risco investimentos em áreas
prioritárias como saúde, educação e infraestrutura. “Festa boa é festa com
preço justo. Não podemos comprometer os serviços gerais dos municípios por
conta de cachês exorbitantes”, defende George Coelho.
De
acordo com George Coelho, a proposta é a abertura de um diálogo institucional
com órgãos de controle, como tribunais de contas e ministérios públicos, com o
objetivo de construir critérios objetivos para a contratação de atrações ou até
mesmo discutir um possível tabelamento de valores. A medida busca garantir a
continuidade das tradicionais festas juninas sem desequilibrar as contas
públicas.
George
Coelho convocou os prefeitos e prefeitas da Paraíba a se unirem em torno da
pauta, fortalecendo o debate e ampliando a articulação regional sobre o tema.
Para ele, a união dos municípios é fundamental para avançar em soluções
responsáveis e sustentáveis.
“A
discussão não é contra a realização do São João, uma das maiores expressões
culturais do Nordeste e importante vetor de geração de renda e turismo, mas sim
sobre a necessidade de manter a tradição viva com responsabilidade fiscal e
respeito ao dinheiro público. Por isso, a Famup entra de vez nessa luta que é
importante para os municípios, sobretudo os nordestinos onde os festejos
juninos são tradicionais”, disse George
Coelho.
Por: Assessoria de Comunicação

